26/01/2012

Reencarnação: uma reflexão.


Reencarnação é um tema tão antigo quanto  à própria humanidade. Desde o homem primitivo, que se assustava com aquela “morte intermediária” e notívaga, presente na perda da consciência durante o sono, que culminava num renascimento na manhã seguinte, através do despertar; passando pelos egípcios e tibetanos com sua literatura complexa e detalhada sobre assuntos metafísicos de morte e renascimento, até às religiões espíritas e reencarnacionistas de hoje em dia.

Diversos sistemas filosóficos e religiosos abordam este assunto. Estudiosos do Cristianismo Primitivo especulam que a própria igreja era adepta desta ideia e que apenas após o Segundo Concílio de Constantinopla este tema foi proscrito dos dogmas cristãos. Segundo Diodoro Sículo, Pitágoras se lembrava de ter sido Euforbo, filho de Panto, que foi morto por Menelau na Guerra de Troia. O ocultista Aleister Crowley, em seu tempo, afirmava ser a reencarnação dos seguintes seres: Ankn-f-n-Khonsu, do sábio chinês Ko Hsuan (um discípulos de Lao-Tzé), do Papa Alexandre VI, do Conde de Cagliostro e do médium Edward Kelley, o assistente do Ilustre Mago John Dee. Mesmo a ciência tentou desvendar a reencarnação através do trabalho do Dr. Ian Stevenson, da Universidade de Virgínia, Estados Unidos, que recolheu dados sobre mais de 2.000 casos em todo o mundo que evidenciariam a reencarnação. 

Numa leitura rápida e superficial, é possível observar que a reencarnação – num consenso – está ligada a uma ideia de alma (ou espírito) relacionada a um ego que utiliza o animal humano, tal qual um simbionte, para reencarnar. 

Mas, por agora, vou deixar de lado a ideia de alma e espírito atrelados a um ego pessoal. Vou me ater à linha de que o ego (eu, você que está lendo este artigo, Joana, Aristeu etc.) só se manifesta nesta realidade apenas uma única vez. Que não existe separação entre corpo físico, alma e designações mais, mas apenas existe energia. Tudo é energia. Vibrando em infinitas frequências.

Mas lembre-se, isto tudo são apenas suposições. Reflexões em cima do tema reencarnação.

Grãos de areia. Pessoas. Planetas. Galáxias. Universos. Tudo é a manifestação de equações e variáveis de uma mesma constante – energia.


Agora, se tudo é apenas uma coisa só – energia. Nascimento, vida, morte... Entre outros fenômenos, não passam de ilusão. Assim como o simples balançar de um lápis, para cima e para baixo, dá a impressão, para quem observa, de que o objeto sólido amoleceu.


Pegue uma lâmpada elétrica – sim, daquelas que iluminam a cidade ou seu quarto à noite. Imagine que o seu ego seja a lâmpada e o que você realmente É seja a eletricidade. A eletricidade não é a lâmpada, mas é o que faz a lâmpada produzir luz, o que lhe dá sentido – que a faz executar a função de lâmpada. Apesar de uma lâmpada elétrica ser produzida e se alimentar da eletricidade, não posso dizer que a lâmpada é a eletricidade (isso dentro do escopo ilustrativo). Mesmo que uma lâmpada brilhe mais do que outra, a eletricidade que as alimenta é a mesma: tomando uma casa, por exemplo, em qualquer cômodo que tenha uma lâmpada.  Assim como os seres humanos, toda lâmpada tem um determinado “período de vida”. Quando a lâmpada queima, chega ao fim de sua “vida”, é substituída por outra lâmpada. A energia é a mesma, mas a lâmpada não.
Se a energia que alimenta a nova lâmpada é a mesma que alimentava a lâmpada anterior, eu posso dizer que é a mesma lâmpada só por ser a mesma energia? Retomando a ideia da reencarnação, ainda de maneira figurada, eu poderia dizer que a nova lâmpada é uma reencarnação da outra?

Reflita um pouco. Questione!

A lâmpada, além da energia, precisa ser fabricada, moldada. Precisa de uma forma, de toda uma estrutura, por mais simples que seja,  que a torne apta a captar a energia elétrica para emitir luz – seu sentido de ser.

Agora, dentro desta visão, a reencarnação pode até existir. Mas não como o renascer de uma lâmpada (ego) antiga, mas sim como a manifestação contínua e eterna da energia (Eu verdadeiro, Deus, Divindade, Essência, Ser...)! Que é reestabelecida através da  nova lâmpada.

Eu, você... Não somos reencarnações de x ou y egos, mas sim somos a manifestação (encarnação e reencarnação) de TODA energia!

E se a lâmpada fraca e a forte são alimentadas pela mesma energia, qual a sustentação de um julgamento?

Se você deve honrar seus antepassados, pense, onde eles devem estar agora? Onde está a energia deles? Reflita!

Eu posso me estender ao infinito com questionamentos  e reflexões sobre o tema, mas paro por aqui e passo para você, estimado leitor (a), a continuidade desta energia de pensamento!

Reflita! Questione! Questione-se!

Aceite a filosofia, a ciência e a religião como forma de aprendizado. Para você crescer e evoluir com ambas, mas nunca para se prender e estagnar em uma ou outra vertente!

Namastê!

.’.
Texto escrito por Leonardo Triandopolis Vieira

0 comentários:

Postar um comentário

Olá, Obrigado por visitar o Liber Imago!
Espero que tenha gostado do conteúdo e, se puder deixar sua opinião,
será de muita valia para que eu possa estar sempre melhorando e
alimentando com material de qualidade o Liber Imago!

Namastê!