Reencarnação é um tema tão antigo quanto à própria humanidade. Desde o homem
primitivo, que se assustava com aquela “morte intermediária” e notívaga,
presente na perda da consciência durante o sono, que culminava num renascimento
na manhã seguinte, através do despertar; passando pelos egípcios e tibetanos
com sua literatura complexa e detalhada sobre assuntos metafísicos de morte e renascimento,
até às religiões espíritas e reencarnacionistas de hoje em dia.
Diversos sistemas filosóficos e religiosos abordam este
assunto. Estudiosos do Cristianismo Primitivo especulam que a própria igreja
era adepta desta ideia e que apenas após o Segundo Concílio de Constantinopla
este tema foi proscrito dos dogmas cristãos. Segundo Diodoro
Sículo, Pitágoras se lembrava de ter sido Euforbo, filho de
Panto, que foi morto por Menelau na Guerra de Troia. O ocultista
Aleister Crowley, em seu tempo, afirmava ser a reencarnação dos seguintes
seres: Ankn-f-n-Khonsu, do sábio chinês Ko Hsuan (um discípulos de Lao-Tzé), do
Papa Alexandre VI, do Conde de Cagliostro e do médium Edward Kelley, o
assistente do Ilustre Mago John Dee. Mesmo a ciência tentou desvendar a
reencarnação através do trabalho do Dr. Ian Stevenson, da Universidade de
Virgínia, Estados Unidos, que recolheu dados sobre mais de 2.000 casos em
todo o mundo que evidenciariam a reencarnação.
Numa leitura rápida e superficial, é possível observar que a
reencarnação – num consenso – está ligada a uma ideia de alma (ou espírito) relacionada
a um ego que utiliza o animal humano, tal qual um simbionte, para reencarnar.
Mas, por agora, vou deixar de lado a ideia de alma e
espírito atrelados a um ego pessoal. Vou me ater à linha de que o ego (eu, você
que está lendo este artigo, Joana, Aristeu etc.) só se manifesta nesta
realidade apenas uma única vez. Que não existe separação entre corpo físico,
alma e designações mais, mas apenas existe energia. Tudo é energia. Vibrando em
infinitas frequências.
Mas lembre-se, isto tudo são apenas suposições. Reflexões em
cima do tema reencarnação.
Grãos de areia. Pessoas. Planetas. Galáxias. Universos. Tudo
é a manifestação de equações e variáveis de uma mesma constante – energia.
Agora, se tudo é apenas uma coisa só – energia. Nascimento,
vida, morte... Entre outros fenômenos, não passam de ilusão. Assim como o
simples balançar de um lápis, para cima e para baixo, dá a impressão, para quem
observa, de que o objeto sólido amoleceu.
Pegue uma lâmpada elétrica – sim, daquelas que iluminam a
cidade ou seu quarto à noite. Imagine que o seu ego seja a lâmpada e o que você
realmente É seja a eletricidade. A eletricidade não é a lâmpada, mas é o que
faz a lâmpada produzir luz, o que lhe dá sentido – que a faz executar a função
de lâmpada. Apesar de uma lâmpada elétrica ser produzida e se alimentar da
eletricidade, não posso dizer que a lâmpada é a eletricidade (isso dentro do
escopo ilustrativo). Mesmo que uma lâmpada brilhe mais do que outra, a eletricidade
que as alimenta é a mesma: tomando uma casa, por exemplo, em qualquer cômodo
que tenha uma lâmpada. Assim como os
seres humanos, toda lâmpada tem um determinado “período de vida”. Quando a
lâmpada queima, chega ao fim de sua “vida”, é substituída por outra lâmpada. A
energia é a mesma, mas a lâmpada não.
Se a energia que alimenta a nova lâmpada é a mesma que
alimentava a lâmpada anterior, eu posso dizer que é a mesma lâmpada só por ser
a mesma energia? Retomando a ideia da reencarnação, ainda de maneira figurada,
eu poderia dizer que a nova lâmpada é uma reencarnação da outra?
Reflita um pouco. Questione!
A lâmpada, além da energia, precisa ser fabricada, moldada.
Precisa de uma forma, de toda uma estrutura, por mais simples que seja, que a torne apta a captar a energia elétrica
para emitir luz – seu sentido de ser.
Agora, dentro desta visão, a reencarnação pode até existir.
Mas não como o renascer de uma lâmpada (ego) antiga, mas sim como a
manifestação contínua e eterna da energia (Eu verdadeiro, Deus, Divindade,
Essência, Ser...)! Que é reestabelecida através da nova lâmpada.
Eu, você... Não somos reencarnações de x ou y egos, mas sim
somos a manifestação (encarnação e reencarnação) de TODA energia!
E se a lâmpada fraca e a forte são alimentadas pela mesma
energia, qual a sustentação de um julgamento?
Se você deve honrar seus antepassados, pense, onde eles
devem estar agora? Onde está a energia deles? Reflita!
Eu posso me estender ao infinito com questionamentos e reflexões sobre o tema, mas paro por aqui e
passo para você, estimado leitor (a), a continuidade desta energia de
pensamento!
Reflita! Questione! Questione-se!
Aceite a filosofia, a ciência e a religião como forma de
aprendizado. Para você crescer e evoluir com ambas, mas nunca para se prender e
estagnar em uma ou outra vertente!
Namastê!
.’.
Texto escrito por
Leonardo Triandopolis Vieira






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