Os quatro C's que resultam no grande A

Um singelo rascunho de como eu compreendo atualmente a vida. Contemplação. Compreensão. Carinho. Compaixão. Atributos essenciais para trabalharmos nosso Ser...

A MAGIA NOSSA DE CADA DIA.

Milhares de vozes orgânicas transformadas em ondas de rádio e ondas eletromagnéticas que viajam de maneira invisível e imperceptível, na velocidade da luz...

INSATISFAÇÃO SEXUAL E A OBLITERAÇÃO DO SER.

Sexo é pecado? É antinatural? O que é o SER e o que isso interfere na insatisfação sexual...

O Terror do Amor

Ter amor é opiofágico. É um ciclo vicioso. Uma moeda de dois lados – o lado do ter e do não ter. Enquanto há algo para se consumir, o ter prevalece e a falsa felicidade impera, quando já se consumiu todo amor...

A FELICIDADE NÃO É REAL.

Tampouco a infelicidade. Descubra o porquê...

30/12/2011

Faça o Fim do Mundo acontecer em 2012!


Não. Eu não vou escrever dicas de como iniciar o apocalipse ou concretizar a tal da “Profecia Maia”. O mundo físico, e o universo como um todo, está longe (muito longe) de se extinguir. Falo, sim, do mundo do ego. Este sim deveria sempre ter um fim.

Que em 2012 o Eu possa a todo o momento findar meu mundo egoísta, violento, ilusório, materialista, preconceituoso, sólido e dogmático. Que em cada fim eu consiga recriar um mundo melhor, mais afetuoso, mais iluminado, mais compreensivo, contemplativo, carinhoso e elevado.    

Todas as culturas da antiguidade que previram o fim do mundo, eram extremamente sábias, se referiam ao mundo do ego e não ao mundo material. Todas as datas estavam certas, pois todo momento é o momento ideal para se iluminar. Despertar!

Que em 2012 cada vez mais pessoas possam adotar a belíssima atitude de Agusto Branco:
“Todos os dias eu morro. E junto comigo morrem também os meus esforços, minhas tentativas, meus fracassos e até as minhas vitórias. Felicidade é saber que em cada amanhecer eu torno a viver, e sempre posso ser melhor do que eu fui antes.”

Deixe seu mundo de ilusões acabar em 2012 e Desperte um novo mundo em você! Trilhe a Senda!

Om fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos deuses. O sofrimento do reino dos deuses surge da previsão da própria queda do reino dos deuses (isto é, de morrerem e renascerem em reinos inferiores). Este sofrimento vem do orgulho.

Ma fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos deuses guerreiros (sânsc. asuras). O sofrimento dos asuras é a briga constante. Este sofrimento vem da inveja.

Ni fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino humano. O sofrimento dos humanos é o nascimento, a doença, a velhice e a morte. Este sofrimento vem do desejo.

Pad fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino animal. O sofrimento dos animais é o da estupidez, da rapina de um sobre o outro, de ser morto pelos homens para obterem carne, peles, etc; e de ser morto pelas feras por dever. Este sofrimento vem da ignorância.

Me fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos fantasmas famintos (sânsc. pretas). O sofrimento dos fantasmas famintos é o da fome e o da sede. Este sofrimento vem da ganância.

Hum fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino do inferno. O sofrimento dos infernos é o calor e o frio. Este sofrimento vem da raiva ou do ódio.

Om Mani Padme Hum.


27/12/2011

Deleite como uma forma de yoga


Santo Agostinho disse que o deleite é a única fonte de boas ações. Mas raramente experienciamos o verdadeiro deleite – um deleite que se expressa naturalmente em ação harmoniosa e benevolente.

As palavras de Agostinho podem não transmitir a todos que as ouvem a profundidade do sentido que elas contêm. O que sabemos é que pessoas infelizes e frustradas são muitas vezes cansativas e difíceis. A frustração amarga a mente e o desapontamento conduz ao cinismo. As experiências comuns do dia-a-dia nos ensinam que problemas são criados na ausência de contentamento. Sendo infeliz, fazemos os outros infelizes – diretamente ou por agirmos de maneira desastrada.

Pode-se também dizer que o tipo de pessoa jovial também cria problemas. Elas o fazem porque sua alegria é apenas superficial. A jovialidade algumas vezes também surge da própria vaidade e da superconfiança, que não é o que se quer dizer com a palavra “deleite”.

Um outro fato da vida diária é a dor. Quando há dor, quer física ou mental, sabemos que alguma coisa não está certa.  Queremos sem dúvida, estar livres dela. Por outro lado, quando estamos contentes, quando nos regozijamos, sentimo-nos bem e tudo está certo.

O que está errado com a dor e por que sentimos que tudo está certo quando estamos felizes? Não precisamos de um filósofo ou de um lógico para explicar essa verdade autoevidente. Cada pessoa sabe que é assim, porque esse é um fato experienciado. Pessoas sábias disseram que a natureza da vida é alegria, que a natureza de nosso ser é beatitude. Entretanto, a prova não está na afirmação, está sim na experiência direta tanto nos incultos quanto dos eruditos. Portanto, uma condição necessária: nosso ser é alegria e deleite somente quando não está deturpado, não está desorientado e condicionado. Mas ai! Raramente somos naturais. Pensamos demais sobre o que fazer, como ser, e seguimos nosso planos e ambições em vez de aprendermos apenas a ser. Infelizmente perdemos a pureza e a inocência de infância muito cedo. Somos incapazes de simplesmente ser como as crianças pequenas.

Já que o deleite é a natureza de nosso ser, não somente de nosso verdadeiro ser, mas do genuíno, inato estado de ser em qualquer lugar, ficamos contentes sempre que estamos em contato com ele. Uma criança brinca, um pássaro canta, um menino grita com alegria e nós também ficamos felizes.

Muitas vezes uma criança ou bebê começa a chorar quando vê outra pessoa chorando. Esse é um fato curioso. Algumas vezes também nos adultos as lágrimas surgem quando veem as lágrimas dos outros e mesmo quando nada é dito, porque há aí uma comunicação sem palavras e uma compreensão do fato de que a dor e as lágrimas não estão certas.

Sentimos felicidade como pura resposta à vida em qualquer forma, mesmo nas assim chamadas coisas inanimadas. Numa bela descrição Krishanmurti traz isso a nossos corações:

A torrente, à qual se juntavam outras pequenas torrentes, serpenteava através do vale ruidosamente e o murmúrio nunca era o mesmo. Ele tinha seu próprio tom, mas nunca desagradável, nunca um tom sombrio. As torrentes pequenas tinham um tom mais agudo, tinham mais pedras e rochas, tinham remansos tranquilos na sombra, rasos e com sombras dançantes e à noite tinham um tom bem diferente, suave, gentil e hesitante [...] elas juntaram-se à torrente principal mais ampla e mais rápida, que tinha um tom profundo e calmo, mais digno [...] Podia-se admirá-las por horas e escutar seu murmúrio sem fim: elas eram muito alegres e cheias de graça, mesmo a maior, embora ela tivesse que manter certa dignidade. Elas vinham das montanhas, das alturas estonteantes mais perto do céu e, portanto, mais nobres e mais puras; elas não eram pretensiosas, mas continuavam seu caminho parecendo frias e distantes. No escuro da noite elas entoavam seu próprio canto, enquanto só alguns o escutavam. Era uma canção de muitas canções.

Tal resposta é uma libertação do ser. Uma passagem do místico do século XVII Thomas Traherne descreve a exaltação destes momentos:

Você não desfruta o mundo corretamente até que o próprio mar jorre em suas veias, até que você esteja vestido com o céu e coroado com as estrelas; e você mesmo perceba ser o único herdeiro do mundo e mais que isso, que os homens estão nele, e são cada um seu único herdeiro, bem como o é você. Você não desfruta o mundo até que você possa cantar e regozijar-se com o deleite em Deus, como os miseráveis fazem com o ouro e os reis com o os cetros.

Já que nossa natureza é ananda (bem-aventurança), o nível profundo de alegria que é deleite, porque renunciamos a isso? Porque nos contentamos com pouco? Porque nos frustramos tão facilmente? Porque resmungar e criticar? O mundo dos homens é apanhado na armadilha da ânsia, do desejo que resulta em inveja, competição pelo poder, conflito e infelicidade. O ser humano médio está constantemente querendo algo que ele ou ela não tem. Ter uma bela casa torna uma pessoa solitária. Então desejamos um lugar simples, como Maria Antonieta e seus companheiros que brincavam de ser camponeses. Contudo, os que vivem em lugares simples também anseiam pelo que não é seu.

Nos dias atuais, temos a teoria absurda de que deve haver crescimento contínuo – da economia, da produção, do poder. Como o crescimento pode não ter fim? Esse é apenas um sintoma de enfermidade psicológica, o desejo de ser alguém além de si mesmo. Diz-se às crianças e jovens que eles devem provar seu valor para que se ajustem à ilusão dos adultos. Eles devem passar nos exames, obter promoções, ascender nas escala social. Devem exibir riqueza, inteligência, habilidade e ser admirados. Todo o mundo está ávido por prazer, procurando divertimento que não é um divertimento inocente, mas cobiças, desejo. Isso é bastante diferente da maneira de vida de um yogue, descrita no Bhagavad Gita como sendo plenamente harmonizada, profundamente satisfeita, não dependente de nada para sua felicidade. Ele não diz: “Ficarei satisfeito se obtiver o que quero”. O verdadeiro yogue tem uma mente que não se perturba, sempre pacífica e feliz.

Porque não somos capazes de ter essa condição? Nenhum de nós tem uma necessidade real. Há pessoas que estão famintas, sem casa, mas não estamos falando para eles. Como mencionado antes, não precisamos de Vedanta, de teoria para compreender que nosso ser real é bem-aventurança, pois sentimos que tudo está bem quando estamos felizes. É necessária uma técnica especial apenas para sermos nós mesmos? Isso parece bastante sem lógica.

A razão pode ser simplesmente que de modo obstinado nos agarramos à ideia que é defendida sempre por outras pessoas – a de que somos pessoas carentes. Se me considero um pedinte, tenho que pedir. O hábito da comparação faz esta autoimagem -  o centro que está carente – sempre mais forte, e a carência aplica-se não somente às coisas físicas, mas também ao desejo por reconhecimento, por aprovação, por segurança, por importância e outras ambições.

Gostaria de sugerir que tentemos por algum tempo – talvez alguns meses – viver sem a ideia de “eu quero”; “sou uma pessoa carente”. Simplesmente abandonemos essa ideia e sejamos em vez de querermos. Isso pode ser difícil no começo, porque temos os hábito de pensar em nós mesmos como necessitando chegar a algum lugar, gostar de alguma coisa, ser alguém. Quanto mais tentarmos usufruir e imaginar que necessitamos de distrações e excitamento, menos seremos nós mesmos. Submetemo-nos às pressões do mundo externo e fortalecemos esses pensamentos perniciosos. Mas, se meditarmos e olharmos mais fundo, que todo desejo é fútil, que ele conduz à inquietação, à infelicidade e à frustração, muito cedo surgirá um sensação de calma. A mente torna-se mais clara e mais viva e uma alegria serena enche o coração.

O Bhagavad Gita usa a palavra prasada (II.64-65). Prasada não é apenas graça de uma divindade como muitas vezes se supõe. Refere-se ao claro estado da mente que conduz à renuncia da ideia de querer ao pensamento do que devemos ser – a esposa deve ser assim; o empregado deve fazer mais ou menos; os animais devem ser mais produtivos e dar mais leite; as situações devem ser o que esperamos e assim por diante.

Podemos afastar esse pensamento, essa imagem pobre de si mesmo? A eliminação de tal pensamento, embora ele esteja profundamente encravado na consciência, é o começo da senda que conduz à mais alta beatitude, como mostrará o experimento. Como podemos afastar esse pensamento? Não com outro pensamento que diz: “Não devo desejar, quero ser uma pessoa que não deseja”. Dessa maneira nada muda. Então, o que se pode fazer? Talvez nada. Nada fazer talvez seja a melhor ação.

Isso não quer dizer que devemos continuar com nossas obrigações normais do dia-a-dia. Cozinhando, trabalhando no escritório, escrevendo, trabalhando no jardim, fazendo compras – ainda assim interiormente podemos não estar fazendo nada. Há uma certa maneira de estar inativo, de não fazer nada, mesmo quando haja ação externa. A inação é uma calma profunda dentro de si, que não é afetada pela ação praticada externamente. Já lemos sobre “ a ação na inação e a inação na ação” (Bhagavad Gita, IV.18).

Na senda da sabedoria não fazemos nada para renunciar à ideia do desejo, porque num estado de desenvolvimento interior que é a não-ação, o desejo se extingue. A beleza desse desenvolvimento em qualquer ponto a que cheguemos – e, se prestarmos atenção, chegaremos lá – é que a mente torna-se calma, viva e aguçada. Então toda vida é alegria, há uma riqueza de deleite ao nosso redor, os tesouros da Grande Mente da Natureza. A natureza revela o que é ser. Um pássaro é apenas isso, ele não está tentando ser outra coisa. A planta também é apenas isso. Infelizmente, ao nos alienarmos da natureza, perdemos a capacidade de apenas ser. Não permitimos também que outras criaturas sejam apenas o que são.

Mesmo em aparentes dificuldades a vida concede benefícios. Como diz a Aos Pés do Mestre: “Você deve suportar seu karma de bom grado, qualquer que ele seja, tomando-o como uma honra o sofrimento que lhe couber, porque isso mostra que o os Senhores do Karma pensam que você merece ajuda. Por duro que seja, agradeça que ele não seja pior”.

Se quebramos um braço, devemos agradecer que não tenha sido uma perna ou o quadril. Portanto, em cada circunstância há algo para agradecer por não ter sido pior. Assim podemos aprender a olhar a vida sem frustração ou desapontamento. Conforme observamos silenciosamente a vida e quando o desenvolvimento nos capacita a agir sem ação, o deleite que é yoga acontece, sem que tenhamos buscado.

Santos e místicos falaram sobre os supremos deleites da liberação. Liberação de quê? Da personalidade, da autoimagem “eu sou isso” ou “eu sou aquilo”.  O Nirvana Shakta de Sri Sankaracharya é uma canção de deleite. Cada um de nós pode aprender em nossa vida diária a cantar com o autor: “ bão há nada para buscar ou possuir – terras, famílias, propriedade, títulos. Nada precisa ser acrescentado ao ser que é a quintessência do deleite.”

Ó alegria! Ó maravilha e deleite!
Ó sagrado mistério!
Minha alma, um espírito infinito!
Uma viagem da Divindade!
Uma luz pura e substancial!
Daquele Ser maior com o qual nada se parece!
Thomas Traherne (Meu Espírito)

Texto Escrito por  Radha Burnier

20/12/2011

Meditação - Antes e Agora!


O que é meditação? De onde veio? O que pode fazer por mim?

A meditação encontra-se no meio de dois pólos; a concentração e a contemplação. É comumente associada a religiões orientais. Há dados históricos comprovando que ela é tão antiga quanto a humanidade. Não sendo exatamente originária de um povo ou região, desenvolveu-se em várias culturas diferentes e recebeu vários nomes, floresceu no Egito (o mais antigo relato), Índia, entre o povo Maia, etc. Apesar da associação entre as questões tradicionalmente relacionadas à espiritualidade e essa prática, a meditação pode também ser praticada como um instrumento para o desenvolvimento pessoal em um contexto não religioso.

16/12/2011

Entrevista com Zygmunt Bauman


O Núcleo de Pesquisa em Estudos Culturais através de produção da CPFL Energia e do Fronteiras do Pensamento nos apresentam um depoimento exclusivo em vídeo do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, gravado em sua casa na cidade de Leeds, Inglaterra, no dia 23 de julho de 2011, pela equipe da CPFL e do Fronteiras.

Bauman nos motiva a encarar um grande desafio contemporâneo: entender as mudanças que o advento da modernidade líquida produz na condição humana. E esse desafio orienta repensarmos os velhos conceitos que costumavam cercar as narrativas de nossas vidas. 

Aprendemos com Bauman a tratar com rigor conceitual - reconhecendo a fluidez entre os laços, entre os conceitos e os saberes - temas que ainda não haviam conquistado um estatuto acadêmico claro, como o amor, o medo e a felicidade.

Zygmunt Bauman fala de expectativas para o século XXI, internet, a necessidade de construção de políticas globais, a construção de uma nova definição de democracia, entre outros temas.


15/12/2011

Deixe que a árvore cresça


Buda ensinou que, como as coisas que crescem por si, uma vez que você tenha feito o seu trabalho, pode confiar os resultados à Natureza, ao poder do seu karma acumulado. Apesar disso, o seu esforço não deve cessar. Pouco importa se o fruto da sabedoria cresce depressa ou devagar – você não pode apressá-lo, assim como não pode forçar o crescimento de uma árvore que você plantou. A árvore obedece seu próprio ritmo. A sua função é cavar um buraco, regá-la, fertilizá-la e protegê-la das pragas. Esse é o seu trabalho: uma questão de fé. Porém, a maneira pela qual a árvore cresce é problema da árvore. Se você seguir essa prática, pode estar certo de que tudo correrá bem e de que a planta crescerá.

Sendo assim, você precisa compreender a diferença que existe entre o seu trabalho e o trabalho da árvore. Deixe o assunto da planta à planta, e responsabilize-se pelo seu. Se a mente não sabe o que deve saber, tentará fazer com que a árvore cresça, floresça e frutifique num dia. Esse enfoque está totalmente errado – é uma causa de imenso sofrimento. Apenas dedique-se à sua prática de maneira correta e deixe o resto por conta de seu karma. Então, se isso requerer uma, cem ou mil vidas, a sua prática se realizará em paz.

Achaan Chah

12/12/2011

Mantras para curar febre e dor de cabeça


É senso comum que a palavra falada possui certo tipo de poder na mente das pessoas, tanto positiva quanto negativamente. Quando algum enfermo escuta palavras de ânimo ou de alento, parece que uma nova força toma conta de sua alma, dando-lhe mais otimismo e segurança num iminente restabelecimento. Quando alguém se deprime por diversos problemas em sua vida, alegra-se ao ouvir determinada música que lhe renova o espírito. E não é sem motivo a frase “Quem canta seus males espanta”.

Alguns psicólogos ocidentais defendem que o mantra possui uma energia sonora que movimenta outras energias que envolvem quem o entoa. Blofeld observou que não importa a correção da pronúncia: encontrou o mesmo mantra entoado de forma muito diferente em países diversos, e sempre produzindo os efeitos esperados.

Outra explicação seria a mesma usada para o efeito dos mudras: um gesto repetido por tantas pessoas durante tantos séculos que criou um tipo de caminho energético - que podemos chamar de marca no akasha, ou no inconsciente coletivo - que é rapidamente seguido pela psique da pessoa que o executa.

1.)            Mantra para dor de cabeça:

OM NAMA SRI PADMA HUM KAR ANA THAYA
           HARA   KA PA LA  VYAT  HAM

           Diga sete vezes para curar a dor de cabeça.

 2.)      Mantra para impregnar a água e curar a dor de cabeça:

           OM HEMANTA PARVATA SRI VANTA TARU ATIHIKE
           TINI PUTRI SULI VISULI VAYUSULI GHORASULI SANGA
           LAIJAME SRI SULAPANI

A água deverá ser impregnada recitando este mantra quatorze (14) vezes.  Enquanto se recita este mantra sopre ar dentro da água pela boca.   Este mantra cura a dor de cabeça e todos os tipos de dor.

3.)      Mantra para curar a febre:

           OM KAMPA KAMPI KALANDA KUNDAM KUMA MARAI
           MAHADEVA  MARAI  JAU TU AMI  CUTAU  MAHADEVA
           SARISE  MICU AHO  MAHADEVA  NIRANJANA  NIRAKARAM
           NILAPAMSI  SORANA  CANDRAMA   AMRTA VARI SATAHA
           HINGULA   JAGURE  SAMNIPATA  EKAM  KARAHA  KERA 
           HAM  HI UKU  SAMNIPATA   IKANILAGITI

Coloque a mão sobre a cabeça do paciente enquanto recita este mantra.

Ele cura a febre.

4.)        Mantra Budista para tipos graves de febre:

OM  NAMO  BUDDAYA  DEVA
NAMO DHARMAYA  DATTA  NAMAH  SARVAYA

Este mantra do Senhor Buddha deve ser escrito sobre uma folha de banyan que deve ser passada através da chama do fogo. Assim fazendo o paciente se livra do tipo grave de febre.

Fonte: Ayurveda Saukhyam de Todaranada, Cap.4
Diagnosis and Treatment of Disease in Ayurveda.
Viadya  Bhagwan Dash  &  Lalitesh Kashyap

09/12/2011

Viagem Interna


Assista a esta inspirada produção da Índia que retrata a importância da meditação como instrumento para o autoconhecimento. Energia Cósmica, Self, Auto realização e mais...

07/12/2011

Monstruarium - D



Dahaka
Demônio da miologia persa

CON 50, FR 40, DEX 40, AGI 63
INT 30, WILL 20, CAR 30, PER 54

#Ataques [3], IP 10, PVs 60

Poderes Possíveis: rituais dos caminhos Animais 5, Ar 4, Água 4, Trevas 6 (Criar 3 Entender 3 Controlar 3).

Fraquezas Conhecidas: Só pode ser preso selado em montanhas.

Dahaka (Grande Serpente) é uma figura demoníaca que aparece nos textos e na mitologia persa Zoroástrica, onde é um subordinado de Angra Mainyu. Os nomes alternativos incluem Azi Dahak,Azhi Dahaka e Dahak.

Dahaka é descrito como um monstro similar a um dragão de três cabeças. Diz-se que tem mil sentidos, como o de matar das serpentes, dos escorpiões e de outras criaturas venenosas. Diz-se também que pode controlar as tempestades e trazer doenças. Este dragão foi derrotado pelo herói Thraetaona (ou Fereydoun), mas não podia ser morto, por isso foi selado à montanha Damavand.


Datagaliwabe
Criatura da Mitologia Africana

CON 50, FR 40, DEX 36, AGI 12
INT 30, WILL 18, CAR 20, PER 42

#Ataques [1], IP 8 (pele), PVs 55

Poderes Possíveis: Causar catástrofes naturais, Provocar doenças (WILL x WILL para resistir à doença).

Fraquezas Conhecidas: Se o feiticeiro ofendido for apaziguado ou morto, o Datagaliwabe volta para o seu plano natal.

Na mitologia Huli, Datagaliwabe é um gigante que pune as ofensas contra algum feiticeiro com doenças, catástrofes, acidentes fatais e morte em batalha.


Deumus
Demônio do folclore medieval

CON 14, FR 12, DEX 10, AGI 15
INT 12, WILL 12, CAR 5, PER 18

#Ataques [1], IP 0, PVs 13

Garras 30/0 1d6 +1

Poderes Possíveis: Pactos.

Fraquezas Conhecidas: Sal Grosso, Água Benta, Igrejas.

Criatura infernal que possui patas de grifo, uma coroa com quatro pontas e apenas quatro dentes afiados em sua boca. É representado sempre com uma serva, que está a torturar eternamente.


Domovoi
Criatura do Folclore russo

CON -, FR -, DEX -, AGI -
INT 18, WILL 20, CAR 18, PER 34

#Ataques [0], IP 0, PVs ? (só morre se não tiver fogo para se alimentar)

Poderes Possíveis: Cativar Animais, Curar Ferimentos Leves, Detectar Maldade, Purificar Alimentos e Falar com Animais.

Fraquezas Conhecidas: Precisa se alimentar de fogo .

Domovoi é o Espírito Guardião das casas, também conhecido como o espírito do fogo (por viver nele). Curiosamente, o fogo onde o Domovoi vive não é apagado por água. Ele é um velhinho peludo e diminuto, que vive nas lareiras das casas de fazendeiros. Ele sai à noite para cuidar dos animais e da fazenda. Fazendo serviços para o senhor da casa em troca de acolhimento e carinho. Ele é do tamanho de um rato caseiro, e é tratado maravilhosamente bem pela sua "Família".

O Domovoi nunca foi visto LUTANDO. Porém muitos afirmam que ele possua muitos poderes mágicos, e sim, é pura verdade. O Domovoi nunca levanta a mão a ninguém, um ser muito pacífico, procura achar em seu "oponente" a razão para ele querer o agredir. Apenas em últimas circunstâncias o Domovoi luta fisicamente. Isso significa, apenas quando ele estiver encurralado, não tiver chances ou não puder usar seus poderes (praticamente impossível). Caso contrário, ele foge rapidamente para uma fogueira ou algum lugar quente. Seus poderes são usados frequentemente, já que não os utiliza inicialmente para ataque.

05/12/2011

BREVE ESTUDO SOBRE OS 5 ELEMENTOS PARTE 2 DE 2


Os Ciclos dos Cinco Elementos

Ciclo de geração (Shen)

A noção de geração envolve o processo de produzir, crescer e promover, como a mãe gera o filho.

A madeira, por atrito e combustão, é capaz de gerar o fogo e promover sua intensidade. Com a combustão da madeira, restam as cinzas que alimentam a terra. Através de grandes pressões na terra são produzidos os metais, que, quando liquefeitos, fazem brotar as fontes de água, que são vitais para as plantas e geram o elemento madeira, reiniciando o processo de geração.

Do ciclo de geração exprime-se a qualidade dos elementos, com seu aspecto nutridor, gerando uma dinâmica favorável no processo de expansão.

Ou seja: quando os elementos interagem, pode ocorrer excesso ou insuficiência neles.

A terapêutica para devolver o equilíbrio deve considerar a seguinte regra:

  • tonificando a mãe, tonifica-se o filho. A seta circula no sentido horário;
  • sedando-se o filho, seda-se a mãe. A seta circula no sentido anti-horário.


Ainda com relação à sequência de geração, temos os seguintes exemplos:

O fígado é a mãe do coração. O fígado estoca o sangue, o sangue abriga a mente. Se o sangue do fígado estiver debilitado, o coração sofrerá.

O coração é a mãe do baço. O qi do coração empurra o sangue e consequentemente ajuda na função do baço de transporte.

O baço é a mãe dos pulmões. O qi do baço proporciona o qi dos alimentos para os pulmões, onde interage com o ar para formar o qi torácico.

Os pulmões são a mãe dos rins. O qi dos pulmões desce para encontrar o qi dos rins. Os pulmões também enviam os fluidos em descendência para os rins.

Os rins são a mãe do fígado. O yin dos rins nutre o sangue do fígado.

Ciclo de controle mútuo (ko)

A noção de dominância dá ideia de combate, restrição e controle existente em todos os processos biológicos, políticos, econômicos, no trânsito etc. Ela corresponderia ao mecanismo de feedback.

  • A madeira domina a terra: suas raízes penetram na terra.
  • A terra domina a água: as margens determinam o curso da água, represando-a.
  • A água domina o fogo: a água apaga o fogo.
  • O fogo domina o metal: o calor do fogo derrete os metais,
  • O metal domina a madeira: o metal tem a capacidade de cortar a madeira.


Nos ciclos de geração e controle mútuo, temos o seguinte exemplo:

Água (rins) tonifica se filho madeira (fígado), que, por sua vez, tonifica seu filho fogo (coração), e assim sucessivamente no ciclo de geração.

Além da relação mãe-filho, é necessário considerar o ciclo de controle, a fim de evitar o efeito de tonificação ou sedação sobre os elementos, sem o que aquele engendramento seria caótico.

Ou seja, observe que, ao tonificar a água, tonifica-se o filho madeira, que, por sua vez, tonifica o elemento fogo. A água, porém, seda o elemento fogo no ciclo de controle, promovendo o equilíbrio homeostático mais favorável.

Abaixo alguns exemplos de quando o controle se torna excessivo.

  • Quando o fígado (gan) gera excesso no controle do estômago e do baço, impede o qi do estômago de descer, causando náusea, e evita o qi do baço de ascender, causando diarreia.
  • Quando os rins (shen) geram excesso sobre o coração, se os rins forem deficientes, há possibilidade de o calor invadir o coração.
  • Quando o fogo do coração (xin) gera excesso sobre os pulmões, pode secar os fluidos, causando deficiência do yin dos pulmões.


Ciclo de contradominância

Ocorre nos casos extremos de alterações energéticas, quando o controlador passa a ser controlado.

No caso de o fígado (madeira) exercer contradominância nos pulmões (metal), pode estagnar em ascendência e obstruir o tórax e a respiração.

Quando os pulmões (metal) exercerem contradominância no coração (fogo), a fleuma no pulmão inibirá a circulação do qi do coração.
Elementos
Madeira
Fogo
Terra
Metal
Água
Órgão Yin
Fígado
Coração
Baço
Pulmões
Rins
Órgão Yang
Vesícula Biliar
Intestino delgado
Estômago
Intestino grosso
Bexiga
Estação
Primavera
Verão
Fim do verão
Outono
Inverno
Clima
Vento
Calor
Umidade
Secura
Frio
Sabor
Azedo/ácido
Amargo
Doce
Picante
Salgado
Órgão/Sentido
Olhos/visão
Língua/fala
Boca/paladar
Nariz/olfato
Ouvido/audição
Alimenta
Tendões
Vasos sanguíneos
Músculos
Pele
Ossos
Líquido emitido
Lágrimas
Suor
Saliva
Muco
Urina
Odor corporal
Rançoso
Queimado
Perfumado
Podre
Pútrido
Emoção
Cólera
Alegria
Ansiedade
Tristeza
Medo
Cor
Verde
Vermelho
Amarelo
Branco
Preto
Som
Grito
Riso
Canto
Choro
Gemido
Cereais
Trigo
Milho
Centeio
Arroz
Feijão
Animais
Frango
Carneiro
Vaca
Cavalo
Porco
Estação Equilíbrio
Verão
Fim do verão
Outono
Inverno
Primavera
Estação agravamento
Outono
Inverno
Primavera
Verão
Fim do verão

01/12/2011

O Budismo por Nietzsche


Com minha condenação do cristianismo, não gostaria de causar prejuízo a uma religião análoga, cujo número de fiéis é muito maior: o budismo...

... – O budismo é cem vezes mais realista que o cristianismo – herdou por atavismo a capacidade de propor problemas objetiva e friamente; surge depois de um movimento filosófico  que durou centenas de anos; a noção de “Deus” já estava liquidada quando surge.  O budismo é a única religião efetivamente positivista que a história nos apresenta, mesmo em sua teoria do conhecimento (um estrito fenomenalismo), não declara a “guerra ao pecado”, mas, conferindo à realidade seus direitos, declara “guerra ao sofrimento”. Ultrapassou – o que o distingue profundamente do cristianismo – o engano de si  mesmo que são as noções morais – ele se mantém, para empregar minha própria linguagem, além do bem e do mal. – Os dois fatos fisiológicos nos quais se apoia e que leva em consideração são: primeiro, uma acentuada sensibilidade que se manifesta sob a forma de uma capacidade de sofrer refinada; segundo, uma superespiritualização, uma longa vida nos conceitos e nos procedimentos lógicos, na qual o instinto pessoal foi lesado em benefício do instinto “impessoal” (- estados que pelo menos alguns de meus leitores, os “objetivos”, tanto como eu, conhecem por experiência). Em razão desses estados fisiológicos se produziu uma depressão: contra elas Buda procede com medidas higiênicas. Prescreve a vida ao ar livre, a vida errante; a moderação e a seleção na alimentação; a prudência em relação às bebidas alcoólicas; a prudência igualmente com relação a todas as paixões que afetam a bílis, que aquecem o sangue; a ausência de preocupação consigo mesmo ou com os outros. Exige atitudes que resultem em paz e em bom humor – encontra meios de se liberar da dependência de outrem. Concebe a bondade, o fato de ser bom como aquilo que promove a saúde. A oração está excluída, bem como a ascese; não há imperativo categórico, nenhuma coação de qualquer espécie, mesmo dentro da comunidade monástica (- da qual é permitido sair -). Tudo isso seria apenas o meio de aguçar sempre mais a supersensibilidade. É também pela mesma razão que não exige tampouco a guerra contra aqueles que pensam de modo diverso; sua doutrina proíbe radicalmente o sentimento de vingança, a aversão, o ressentimento (- “não é a hostilidade que põe fim à hostilidade”: esse é o tocante refrão de todo o budismo...). E isso com razão, pois justamente essas paixões seriam realmente insalubres, do ponto de vista da intenção principal do regime. Combate a lassidão intelectual que encontra e que se exprime por uma excessiva de “objetividade” (isto é, um enfraquecimento do interesse individual, uma perda do equilíbrio e de “egoísmo”), por meio de um estrito retorno dos interesses, mesmo os mais intelectuais, para a pessoa. Na doutrina de Buda, o egoísmo se torna um dever: o “uma só coisa é necessária”, o “como te livrar a ti mesmo do sofrimento”, regula e delimita todo o regime espiritual...

... As necessidades do budismo são um clima muito ameno, grande gentileza e grande liberdade nos costumes, nenhum militarismo; e ainda, que o  movimento tenha suas origens nas classes superiores e mais instruídas. Requer o bom humor, a serenidade, a ausência de desejo como objetivo supremo e esse objetivo é alcançado. O budismo não é uma religião na qual só se aspira à perfeição: o perfeito é a norma.

(Trechos dos capítulos 20 e 21 da obra O Anticristo; Tradução de Antonio Carlos Braga e publicação de Editora Escala.)