Os quatro C's que resultam no grande A

Um singelo rascunho de como eu compreendo atualmente a vida. Contemplação. Compreensão. Carinho. Compaixão. Atributos essenciais para trabalharmos nosso Ser...

A MAGIA NOSSA DE CADA DIA.

Milhares de vozes orgânicas transformadas em ondas de rádio e ondas eletromagnéticas que viajam de maneira invisível e imperceptível, na velocidade da luz...

INSATISFAÇÃO SEXUAL E A OBLITERAÇÃO DO SER.

Sexo é pecado? É antinatural? O que é o SER e o que isso interfere na insatisfação sexual...

O Terror do Amor

Ter amor é opiofágico. É um ciclo vicioso. Uma moeda de dois lados – o lado do ter e do não ter. Enquanto há algo para se consumir, o ter prevalece e a falsa felicidade impera, quando já se consumiu todo amor...

A FELICIDADE NÃO É REAL.

Tampouco a infelicidade. Descubra o porquê...

30/10/2011

Ela matou Deus


Abri meus olhos. E o que vi?

Cabelos aurorescentes, ondulados e sísmicos. Um rosto delicado, sobrancelhas fortes, olhos penetrantes e lábios entreabertos. Lábios que me revelavam a fonte de todos os prazeres. Lábios que procuravam dizer algo.

Estendi minha mão.

O gesto pretendia ser de aliança, mas o rosto angélico se afastou e deixou o corpo feminino se revelar. Quando vislumbrei tamanha obra prima, a peça em sua totalidade, conclui o que mais temia.

Deus estava morto.

Morto.

A mulher que estava diante de meus olhos não poderia existir sem ter sido concebida ao custo do  consumo de toda essência divina.

Deus estava morto.

Ela estava viva.

Minhas mãos tremiam. O coração em síncope.

Ela se afastou um pouco mais. Era a Eva que concebia Adão para ser seu consorte. Era o sol que aquecia toda uma galáxia. Era o centro do universo. Era vida. Era fogo alquímico. E como todo fogo  precisa consumir algo para existir, ela havia consumido Deus.

Tentei me aproximar uma vez mais. Ela se afastou. Mas foi aí que percebi, mais uma vez a faísca de lucidez, que não era ela que se afastava de mim. Mas sim eu que caía em um abismo infinito toda vez que tentava me aproximar.

Desisti.

Deus estava morto.

Ela estava viva.

Isto era o suficiente para mim.

Escrito por Leonardo Triandopolis Vieira.

27/10/2011

De quantas vidas eu preciso para atingir a Iluminação?


De nenhuma. Você  É iluminado.

Com certeza muitos reagirão com extrema repulsa a esta resposta. Dirão que isto é um absurdo, que é preciso muito esforço e dedicação para se chegar ao “elevadíssimo posto” de ser iluminado. Outros, um pouco alterados, replicarão: e os assassinos, criminosos etc. Também são todos iluminados? Claro que sim, retorno com um sorriso. Por que não seriam? Porque eles causaram sofrimento. Mas o que é o sofrimento? Porque eles são maus. Mas o que é a maldade? Para quem come carne, por exemplo, pagar para matar outro ser humano é um crime imperdoável. Para um vegetariano, alguém que compre carne e produtos derivados comete o mesmo crime de pagar a alguém para que se mate um ser vivo (afinal, homens e animais pertencem ao mesmo reino, são sensíveis - sencientes). Todas as discussões e conflitos externos sempre caem em um loop infinito, se tornam um muro de isso e aquilo que cresce incansavelmente, se solidificando cada vez mais e ofuscando o horizonte.

Por que isso acontece?

Ontem, amanhã, séculos, eras, encarnações, reencarnações, bem, mal... Tudo isso é Maya. Ou seja, invenções e obstáculos criados pela mente. Em A Voz do Silêncio lemos a seguinte oração: “A mente é o maior aniquilador do Real. Que o discípulo aniquile o aniquilador.” A mente é, portanto, má? A mente não é má e nem bondosa, ela apenas É. É como uma criança. Quanto mais você brinca com ela, mais ela quer brincar com você. Você pode até se cansar de brincar com ela, mas ela continuará a te incomodar querendo que não saia jamais da brincadeira. Aniquilar não é ser maldoso com a mente, é apenas não se identificar com ela. Não se identificar não é uma atitude negativa e nem positiva. Não pode ser uma atitude, tem que simplesmente Ser. Ignore uma criança e você verá o que acontece com ela. Mas aprenda a lidar com uma criança, assim como uma mãe que a cria para o mundo e não para si mesma, e você verá o que ela realmente É.

Se todos nós somos iluminados, por que este mundo – que você chama de Maya (Ilusão) – ainda existe? Ou seja, se sou um iluminado por que estou aqui preso nesta ilusão?

Ninguém está preso. Nós apenas estamos construindo muros de sombra ao nosso redor. Mas não estamos nos prendendo, pois da mesma forma que construímos o muro podemos derrubá-lo.

Deixe-me ser um pouco mais ilustrativo. Por que nós percebemos a luz? Por que nós sabemos que a luz existe? Simplesmente porque as sombras dão forma à luz. Se as sombras não existissem nunca saberíamos o que é a luz. Tudo seria apenas luz. Mas se tudo fosse apenas luz, não teria definição, não teria forma, não haveria consciência. Tudo seria plena inconsciência. Nada existiria, apenas a não-existência.

Quando nós buscamos respostas e explicações no exterior, nós apenas edificamos mais muros ao nosso redor e, ao invés de darmos forma à luz, apenas a ofuscamos. É por isso que as grandes fontes de sabedoria sempre nos obrigam a voltar para o nosso interior. Porque dentro de nós todos somos luz. Todos nós somos iluminados! Nós criamos as sombras para perceber uns aos outros, para poder ter consciência de que somos luz.   O que aconteceu foi que, em algum ponto, nossos muros ficaram tão densos e altos que provocamos a separação da luz. Esquecemos-nos de Ser e nos viciamos no Ter. Ter um corpo, ter várias vidas, ter medo, ter felicidade, ter dor, ter alegria, ter dinheiro, ter alguém...

Somos lâmpadas com medo de queimar. Mas o que acende uma lâmpada? A eletricidade. A eletricidade que acende as lâmpadas é a mesma, não importa a cor, tamanho, forma ou tempo de utilidade. Mesmo se uma lâmpada queimar ou quebrar, a energia será a mesma e continuará a existir no mesmo lugar. Mesmo se trocar uma lâmpada por outra, a energia que a anima ainda continuará sendo a mesma.

Por isso que sempre respondo à pergunta que dá título a este artigo com a seguinte resposta:

Você não precisa de nenhuma vida para se iluminar. Você  É iluminado.

O segredo é só não exagerar na construção de seu muro de sombras.

Se preocupe com o Ser e não com o Ter.

Namastê!

Texto de Leonardo Triandopolis Vieira.

26/10/2011

Feliz Diwali!


Chegou novamente o tempo de acender pequenas lamparinas, de pendurar as lanternas coloridas nas casas, de fazer pújá, de visitar os amigos e os vizinhos e de celebrar à volta da mesa familiar a alegria que traz a festa do Diwali, o festival das luzes. A luz representa a libertação da ignorância.

Existem várias suposições sobre a origem desse festival. Alguns alimentam que ele celebra o casamento de Lakshmi com Vishnu.  Em Bengala, o festival é dedicado a Kalí. É também comemorado como o dia em que Rama, de forma triunfante, retornou para Ayodhya, após ter derrotado Ravana. Nesta mesma data, também, Sri Krishna matou o demônio Narakásura.

A Índia é um país onde o calendário solar é uma enorme lista de festivais celebrados em seus meses respectivos. Divali, o festival das luzes, é um deles, e é celebrado no início da estação de inverno na índia, acontece sempre entre o final de outubro e a primeira quinzena de novembro, durante a lua crescente. Pobre ou rico, velho ou jovem, religioso ou ateu, todos na Índia celebram Divali. Casas são iluminadas, pintadas e especialmente decoradas para a ocasião. Por todo o país, o festival é saudado com o mesmo entusiasmo pelas pessoas, tirando a escuridão e recebendo a luz em suas vidas. Essa comemoração é muito semelhante ao natal ocidental. Entretanto, a celebração do festival tem significado diferente de estado para estado, segundo as lendas e os rituais de cada um deles.

A palavra Divali é proveniente do Sânscrito Dipávali, dipa significa luz e avali, fila, traduzido, fileira de luzes. Por vezes é transliterado para o inglês como Deepavali. A historia do Divali, ou mais corretamente Dipávali, é repleta de lendas, baseadas nos Puránas. O tema central dessas lendas está na vitória do bem sobre o mal, mas cada história varia um pouco na forma da sua apresentação e conteúdo. A origem do Dipávali remonta à proto-história, logo, de tradição predominantemente oral. E, por algum mistério, a tradição desta celebração épica continua viva há milhares de anos.

O épico:

De acordo com o Rámayana (caminho de Ráma), o Dipáwali comemora o retorno de Ráma (Ráma é um dos avatares de Vishnu), o filho mais velho de Dasharatha de Ayodhya, do seu exílio com Sítá e seu irmão Lakshamana Dasharatha, teve três esposas Koshalayá, Keykayí e Sumitrá e quatro filhos Ráma, Bharata, Lakshamana e Shatrughan. Ráma foi o filho da rainha Koshalayá e Bharata foi o filho da Rainha Keykayi. Keykayi desejava que Bharata fosse o próximo rei, enquanto o rei Dasharatha desejava que fosse seu filho mais velho. Mas a ciumenta Keykayi fez uso de dois desejos que o rei Dasharatha tinha lhe concedido e enviou Ráma para o exílio nas florestas, por um período de catorze anos. Durante esse tempo, Ráma lutou e venceu tênues batalhas no sul, que separa o sub-continente Indiano, (acredita-se que seja onde hoje se localiza o Srí Lanka) matando Ravana, um rei demoníaco, que tinha violentamente tomado, como esposa, Sítá. Divali marca sua volta vitoriosa para seu reino junto com Hanuman, o Vanar (general) que o ajudara a alcançar sucesso.

A população de Ayodhya iluminou toda a cidade com dipika (lamparinas a óleo) e fogueiras para celebrar o retorno de seu rei.

Na época devia ser um espetáculo magnífico de se ver, pois não existia luz elétrica e cada casa era iluminada por uma ou várias dessas lâmpadas; nas ruas, fileiras de fogueiras foram acesas para recepcioná-los. Esta celebração ocorre 20 dias após o dusera, no amavashya, o 15º dia mais escuro do mês Hindu, na noite da lua nova Ashwini (ásho) (outubro / novembro).

O mantra que fazemos no Diwali:

            Ayodhyavasi Rám, Rám, Rám
            Dasharathánandana Rám
            Pathita pavana janaki jívana Sítá mohana Rám


As pessoas expressam sua felicidade acendendo diyas ou dipikas de barro ou ferro e decorando as casas para dar as boas vindas a Lakshmi, deusa da riqueza e prosperidade, explodindo rojões e convidando o próximo para suas casas, para banquetes grandiosos. A iluminação de lâmpadas é uma forma de pagar a cortesia à divindade, para realização de saúde, riqueza, conhecimento, paz e fama, e isto também expressa bondade. É uma época que marca o começo do Novo Ano Hindu, como um novo começo para tudo.

Esse é apenas um dos aspectos desse festival lendário de quatro dias de duração e cada um dos dias tem uma historia própria para contar, cheia de rituais e mitos.

O Primeiro dia é chamado Dhamteras ou Dhamtryodashi, que cai no décimo terceiro dia do mês de Ashwin. A palavra Dhama significa riqueza. Este dia tem grande importância para a comunidade rica. Acreditava-se que, segundo o horóscopo, o filho mais velho do rei Hima morreria no quarto dia de casamento, picado por uma cobra. Assim, naquele quarto dia de casamento sua preocupada esposa colocou lâmpadas inumeráveis em todo lugar e pôs todo o tipo de ornamentos, montes de ouro, e moedas de prata em uma pilha grande na entrada da casa do marido. E ela continuou contando estórias e cantando antigas canções através da noite. Quando Yama, o deus de morte, chegou na forma de uma serpente, o brilho daquelas luzes cegou seus olhos e ele não pôde entrar na câmara do Príncipe. Assim, ele subiu na pilha dos ornamentos e moedas e ficou sentado a noite inteira, escutando os mantras e as canções melódicas. Pela manhã, ele calmamente foi embora. Assim a esposa salva seu marido e, desde então, este dia de Dhamteras veio ser conhecido como o dia de Yamadipadáma e lâmpadas são postas queimando por toda a noite, em homenagem a Yama, o deus de Morte.

O Segundo dia é chamado Narakachaturdashi ou Chhoti Diwali, que cai no décimo quarto dia do mês de Ashwin.

Este é o dia de pré-divali, associado à lenda do momento em que Krishna e sua esposa Satyabhama vencem o demônio Naraka. De acordo com os Puránas, Naraka, o filho de Bhudeví, adquiriu de Bráhma uma força descomunal, após uma severa penitência (tapas), desencadeando, imediatamente, um reino de terror na cidade de Kámarupa. Os Devas incapazes de combater seu poder invencível recorreram a Krishna. Mas Naraka não poderia ser morto, a não ser pelas mãos de sua progenitora, Bhudeví, que já havia morrido há muito tempo. Porém, Krishna pede a sua esposa, Satyabhama, que, embora não saiba, é a reencarnação de Bhudeví, para ser a sua cocheira durante a batalha com o exército de Naraka. Krishna força um confronto com o próprio Naraka e finge ser mortalmente ferido por uma flecha dele; em desespero, Satyabhama (Bhudeví) pega o arco de seu marido (Krishna) e mira em Naraka, este, se valendo da sua invulnerabilidade, sem saber que ela, era na verdade, a reencarnação de sua mãe, é morto imediatamente, como previa a lenda. Esta lenda conta com uma moral tipicamente indiana, de que mesmo os pais não devem hesitar em punir suas crianças quando estão traçando o caminho errado, e que o bem da sociedade deve sempre prevalecer acima das suas próprias ligações familiares.

O Terceiro dia do festival de Divali é o mais importante, de Lakshmí - pújá, que é inteiramente dedicado ao propósito da personalidade Lakshmí. Este é o dia de Amavashya, também conhecido pelo nome de Chopada-pújá. O dia em que Lakshmí anda pela noite escura de Amavashya. Acreditam, também, que neste dia auspicioso, Krishna descartou-se de seu corpo. Uma estória mais interessante, relacionada com este dia, está na narrativa sobre um pequeno menino chamado Nachiketa, que acreditava em Yama, o deus da morte. Neste dia ele encontrou Yama em pessoa e ficou confuso, vendo a calma e sóbria postura dele. Yama explicou ao Nachiketa que, neste dia de Amavashya, somente ao passar pela escuridão da morte, o homem vê a luz da mais alta sabedoria e, então, sua mente pode escapar da escravidão do medo da sua própria mortalidade. Nachiketa compreendeu a importância da vida no mundo e o significado da morte, todas as suas dúvidas foram tiradas e ele participou, por inteiro e de coração das celebrações do Divali.

Bali Chakravarthya era o rei do mundo e seu poderoso reino havia se transformado em uma ameaça aos Dêvas. Muito preocupados, eles recorrem a Vishnu que, imediatamente, intercede na forma de um avatara anão chamado Vamana. Como Bali era famoso por manter sua palavra a qualquer custo e ser um rei justo para o seu povo, o pequeno Vamana foi visitá-lo para fazer um pedido. - Por favor, ó meu rei, peço-lhe que me conceda um pequeno pedaço de terra que eu consiga cobrir com três passos destas minhas curtas pernas. O rei, como não via nenhuma ameaça no pequenino, deu sua palavra. Este, por sua vez, transformou-se em Vishnu, com sua forma infinita, e no primeiro passo, cobriu os céus, no segundo, o mundo inteiro, e como não havia mais nenhum outro lugar, Bali ofereceu a sua própria cabeça para Vishnu pisar. Assim que Vishnu pisou sobre a sua cabeça, Bali foi projetado para o sub-mundo, Pathala Loka, mas pelo seu gesto de entrega, Vishnu concedeu que Bali retornasse uma vez ao ano para a terra, para trazer a sua sabedoria, iluminando milhares de lâmpadas para dispersar a escuridão da ignorância e espalhar a radiação do amor e compaixão.

O Quarto dia é o final das Festividades do Divali, chamado Kartika Shuddhi Padwa, também conhecido, simplesmente, como Padwa ou VarshaPratipáda, que marca a coroação do rei Vikramáditya o Vikarama-samvat começou neste dia.

O dia que segue Amavasya, e é somente nesse dia que Bali sairia de Pathala Loka para Bhu Loka, é conhecido também como Bali Padyami.

Ao norte da Índia é executado o Govardhana-pújá. O Vishnu Púrana conta que o povo de Gôkula comemorava sempre após o final da estação das monções com um festival dedicado a Indra. Mas, em um ano em particular, Krishna parou as preces oferecidas a Indra que, irado, produziu um dilúvio para submergir Gokula. Mas Krishna arrancou a montanha Govardhana e usou-a como um guarda-chuva salvando a cidade. Este dia é também observado como Annakuta e orações são oferecidas nos templos.

O Quinto dia é uma tradição pós-Divali, conhecido pelo nome de tikka ou Bhaiya-duj. Este dia é observado como um símbolo de amor entre as irmãs e irmãos. Acredita-se que no dia de Yamarája, o deus de morte visita sua irmã Yamí e ela coloca a forma do auspicioso (swástika) em sua testa, uma pasta feita de açafrão com arroz. Eles comeram, falaram, desfrutaram e trocaram presentes especiais como símbolo de seu amor mútuo. Yamarája anuncia que qualquer um que receber o tilak de sua irmã, neste dia, terá proteção, por todo o ano, para afastar todos os perigos. Desde então, é imperativo ao irmão ir para casa da sua irmã para celebrar o Bhaiya Duj.

Feliz Diwali!

Texto de Andre De Rose (Via e-mail de Erick Schulz)

25/10/2011

Jogo Sustentabilidade


Hoje trago para vocês o jogo Sustentabilidade, lançado pela Game Office, selo da empresa Toyster, no ano de 2009.

Sinopse

As agressões feitas ao planeta pelos homens atingiram proporções insuportáveis e exigem ações imediatas. Conscientização e novas tecnologias são fundamentais. Este jogo aborda os problemas e provoca todos a pensar nas soluções, incentivando atitudes conjuntas e solidárias. Jogando você vai perceber o quanto pode participar. Além de uma agradável diversão, é também uma possibilidade de reflexão.

Características & Componentes

Número de Jogadores: 2 a 6

Idade Recomendada: a partir de 10 anos.

Itens: 1 pedra marcadora de Destruição, 1 Bomba Relógio, 6 peões de cores diferentes, 1 dado, 24 marcadores de crise Poluição cinzas, 24 marcadores de crise Desmatamento vermelhos, 24 marcadores de crise Lixo pretos, 24 marcadores de crise Ameaça Nuclear amarelos, 4 marcadores de ciência, 4 marcadores de consciência, 1 barco, 53 cartas de ação, 28 cartas de regiões, 4 fichas de problemas e 1 tabuleiro.

O Jogo

O conceito de Sustentabilidade parte da promoção de um futuro melhor agindo em 3 bases fundamentais: Social, Ambiental e Econômica. Um desenvolvimento sustentável é aquele em que os indivíduos vivem adequadamente respeitando diversidade cultural, valores sociais e distribuição justa de custos e benefícios; têm uma economia que custeie a vida adequadamente e que se utilizem dos recursos naturais de maneira consciente e renovável.

Sustentabilidade é um jogo cooperativo, ou seja, nele os participantes não disputam uns contra os outros. Mas sim trabalham em equipe para o bem e sucesso coletivo. O objetivo do jogo é limpar definitivamente a Terra, antes que a pedra marcadora chegue à última casa da trilha da Destruição. Para isso é preciso: 1 – eliminar do tabuleiro todas as Crises que assolam o planeta; e 2 – chegar ao final dos caminhos da Ciência e Consciência.

Os jogadores vencem o jogo se conseguirem frear a Destruição antes da pedra marcadora chegar aos 80 pontos. Caso contrário, a vida na Terra torna-se insustentável. E todos perdem.

Opinião

O jogo é muito bem produzido e proporciona um desafio efetivo (até agora eu e meus amigos não conseguimos ganhar do jogo!). Não é enjoativo e as partidas duram em torno de 40 a 60 minutos. Funciona bem tanto com o mínimo como com o máximo de jogadores permitidos.

Créditos

Sustentabilidade foi criado por Fabiano Onça e ilustrado por Tatiana Paiva.

Avaliação Geral

Estratégia: OOOOO
Sorte: OOOOO
Festa: OOOOO
Blefe: OOOOO
Diversão: OOOOO

OBS: a avaliação é feita com base na avaliação das 5 estrelas, comumente utilizada para avaliar hotéis. Quanto mais bolas riscadas no item, melhor é a qualificação.

24/10/2011

Crianças índigo


Crianças índigo é uma teoria que afirma que, supostamente, uma nova geração de crianças com habilidades especiais estejam nascendo e que estariam trazendo uma "Nova Era" para a Humanidade. Essas crianças, segundo a teoria, teriam habilidades sociais mais refinadas, maior sensibilidade, desenvolvimento profundo de questões ético-morais e portariam personalidades peculiares que possibilitariam facilmente sua identificação em meio a outras crianças.

Logo em seguida transcrevo um texto de Dailton Menezes sobre o assunto, e logo após um net-book com mais detalhes sobre o tema:

As Crianças Índigo

A partir da década de 80, elas começaram a chegar, mais e mais. São crianças espetaculares. Elas estão chegando para ajudar na transformação social, educacional, familiar e espiritual de todo o planeta, independente das fronteiras e de classes sociais. São como catalisadores para desencadear as reações necessárias para as transformações. Elas possuem uma estrutura cerebral diferente no tocante ao uso de potencialidades dos hemisférios esquerdo (menos) e direito (mais). Isso quer dizer que elas vão além do plano intelectual, sendo que no plano comportamental está o foco do seu brilho. Elas exigem do ambiente em volta delas certas características que não são comuns ou autênticas nas sociedades atuais. Elas nos ajudarão a destituir dois paradigmas da humanidade:

1. Elas nos ajudarão a diminuir o distanciamento entre o PENSAR e o AGIR. Hoje na nossa sociedade todos sabem o que é certo ou errado. No entanto, nós frequentemente agimos diferentemente do que pensamos. Dessa maneira, estas crianças vão nos induzir a diminuir este distanciamento gerando assim uma sociedade mais autêntica, transparente, verdadeira, com maior confiança nos inter-relacionamentos.

2. Elas também nos ajudarão a mudar o foco do EU para o PRÓXIMO, inicialmente a partir do restabelecimento da autenticidade e confiança da humanidade, que são pré-requisitos para que possamos respeitar e considerar mais o PRÓXIMO do que a nós mesmos. Como consequência, teremos a diminuição do Egoísmo, da Inveja, das Exclusões, resultando em maior solidariedade e partilha.Você pode estar se perguntando: Como estas crianças vão fazer tal transformação? Através do questionamento e transformação de todas as entidades rígidas que as circundam. Começando pela Família, que hoje se baseia na imposição de regras, sem tempo de dedicação, sem autenticidade, sem explicações, sem informação, sem escolha e sem negociação. Estas crianças simplesmente não respondem a estas estruturas rígidas porque para elas é imprescindível haver opções, relações verdadeiras e muita negociação. Elas não aceitam serem enganadas porque elas têm uma "intuição" para perceber as verdadeiras intenções e não têm medo. Portanto, intimidá-las não traz resultado, porque elas sempre encontrarão uma maneira de obter a verdade. Elas percebem as verdadeiras intenções e as fraquezas dos adultos.


A segunda entidade vulnerável à ação dos Índigos é a Escola. Hoje o modelo de ensino é sempre imposto sem muita interação, sem escutar e sem a participação dos estudantes. Simplesmente este modelo é incompatível com os Índigos, sendo, portanto, o pior conflito, muitas vezes superior ao existente com a Família, principalmente pela falta de vínculos afetivos ou amor. Como elas possuem uma estrutura mental diferente, elas resolvem problemas conhecidos de uma maneira diferente, além de encontrar formas diferentes de raciocínio que abalam o modelo atual de ensino.

Assim, através do questionamento, elas influenciarão todas as demais entidades, tais como: Mercado de Trabalho, Cidadania, Relações Interpessoais, Relações Amorosas e Instituições Espirituais, pois elas são essencialmente dirigidas pelo hemisfério direito. 

Infelizmente, a missão dos Índigos é muito difícil, pois sofrerá rejeição de algumas entidades da nossa sociedade. Antes dos anos 80, os Índigos morriam muito cedo porque a frequência de energia do planeta não era favorável a eles. Depois da nova frequência e com um montante maior de crianças, eles começaram a causar transformações maravilhosas no nosso planeta e em breve, após uma geração, nós perceberemos claramente as modificações.

Clique na capa para Ler! 


23/10/2011

A Escravidão Está Na Mente


Uma bem conhecida sentença em um dos Upanishads, afirma que a mente, por si só, é causa, tanto da escravidão, como da libertação do homem. A maioria das pessoas acreditam que está presa pelas circunstâncias e agem como se fossem vítimas, porque não compreendem as forças e condições existentes em torno delas. O homem primitivo, que observava o relâmpago e o trovão, o desaparecimento do sol e a descida da escuridão sobre a terra e vários outros fenômenos, sentia-os como ameaças e que ele devia apaziguar os deuses. E, para isso, recorria a feiticeiros, aprendia encantamentos, erigia colunas totêmicas e fazia todo tipo de coisas para afastar o mal que ele acreditava pudesse sobrevir. Os mesmos fenômenos, vistos pelo homem moderno, não geram nele mais o medo, porque o conhecimento o fez compreender as leis e forças operando por detrás dos fenômenos.

Há uma teia de forças na natureza que cria as condições nas quais as pessoas vivem. Elas incluem forças como a gravidade, a eletricidade e o magnetismo. O homem sabe como essas forças funcionam e é capaz de predizer as condições que serão criadas. Pode controlar as circunstâncias em torno dele, alterando e regulando tais leis. O conhecimento habilita-o a mudar as condições e a não considerar a si mesmo como vítima delas. Esta é a posição do homem agora em relação àquela parte do mundo fenomênica que passou a compreender.

Voos à Lua e comunicação através de satélites com distantes partes da terra são maneiras de conquistar o ambiente. Mas o conhecimento do homem, mesmo agora, pertence a um campo muito limitado. Os homens brilhantes que podem manipular a natureza e neutralizar as forças de gravidade, etc., são também vítimas das circunstâncias no campo psicológico. A ignorância torna-os temerosos e inseguros e tão escravizados pelas forças interiores, quanto o homem primitivo o era em relação às forças externas, físicas. No campo psicológico também, as forças criam as condições e aquele que quiser ser livre e destemido, deve compreender as leis que operam. Uma das três grandes verdades proclamadas no livro “O Idílio do Lótus Branco”, declara: 

“CADA HOMEM É SEU ABSOLUTO LEGISLADOR, O DISPENSOR DE GLÓRIA OU ESCURIDÃO PARA SI MESMO, O DECRETADOR DE SUA VIDA, RECOMPENSA E PUNIÇÃO”.

Em outras palavras, cada homem cria as condições ao seu redor, o seu  carma. A escravidão nada mais é senão a prisão construída pelas forças cármicas que cada um cria. A escravidão diz-se estar no ciclo de nascimentos e mortes, a compulsão para o sofrer. São modos diferentes de afirmar a mesma coisa.

A maioria das pessoas acredita que pode escapar das consequências de seus atos, mentais e físicos. Existem algumas que reconhecem, pelo menos teoricamente, que não é possível escapar das consequências das forças que liberam, mas não creem realmente nisso. Se acreditassem no carma, seriam extremamente cuidadosas acerca de tudo o que fazem, o que pensam e sentem, seu relacionamento com as outras pessoas e assim por diante. A fraqueza da crença é tornada evidente pela negligência na conduta. É possível escapar às consequências de um ato no mundo físico durante o curso de uma vida. No caso de uma pessoa que rouba, ela pode ser presa imediatamente ou sua falta pode permanecer encoberta durante muito tempo; mas não pode escapar dos resultados indefinidamente, pois “os moinhos de Deus moem lentamente”, trituram até pedaços extraordinariamente pequenos. No entanto, o que é mais sério não é a descoberta do roubo e a pessoa ser presa, mas o efeito da consequência imediata no campo psicológico.

Aquele que engana outra pessoa e pensa que pode ir embora, ilude-se dolorosamente. Muitas pessoas encobrem fatos ou os deturpam ao relatá-los, pretendendo serem diferentes do que são. Não é raro se mostrar uma face diferente sob circunstâncias diferentes. Tudo isso acontece porque no fundo da mente há um sentimento de que se pode escapar. Na verdade, porém, há um efeito imediato quando há qualquer ação. Quando há um ato de enganar, dá surgimento a um certo “momento” na psique da pessoa. Esta é a imediata, mas invisível consequência. Há muitas coisas na psique que não são percebidas. Há as memórias conscientes e também as inconscientes. Se você encontra alguém a quem não vê ou na qual você não pensa há anos em sua mente consciente, pode não haver memória dessa pessoa, se ela é desta ou daquela maneira. Tudo desaparece. Posteriormente você a encontra e a reconhece. Esse reconhecimento significa que, embora a mente consciente não mantivesse nenhuma memória, a inconsciente manteve-a e essa recordação veio à superfície. O reconhecimento implica em comparar como agora ela aparece, seu comportamento, seus gestos, etc.

Contudo, há memórias mais profundas. As pessoas têm recordações da infância que estão além da lembrança, exceto sob hipnose ou em momentos de crise. Atrás do limiar da memória consciente há toda uma área, como um iceberg oculto. Se a energia é liberada na psique, o “momento” também pode submergir abaixo do nível consciente. Quando há uma oportunidade adequada, ele consegue manifestar-se. Por exemplo, quando uma ação é fraudulenta, como dissemos antes, um “momento” é criado, que pode estar oculto e dormente, abaixo do nível consciente. Num determinado instante, transforma-se num impulso para fazer o mesmo tipo de coisa. Isto se torna um círculo vicioso, de escravidão; a ação que cria a tendência, a tendência que impele à ação, seja ela de fraude, medo ou inveja, ou uma mistura de vários tipos.

No ser humano existem inúmeras tendências “empurrando” a pessoa indiretamente, queira ou não, saiba ou não. Quando uma pessoa sofre de timidez ou medo, cada sombra a faz sentir que pode haver um inimigo oculto. Quando há orgulho, um homem imagina que há intenção de ofendê-lo, mesmo diante de uma afirmação inocente a seu respeito. Além disso, a mente inconsciente conecta o sentimento com características externas pertencentes à outra pessoa – de quem o perigo ou o insulto é pensado decorrer. Assim, as pessoas têm reações compulsivas contra negros ou brancos, judeus, etc. e contra todos os tipos de coisas. “Momento”, tendências e compulsões vêm à tona no campo da ação, não apenas do passado recente, mas das profundezas até de nossa natureza animal. A maioria das pessoas age de acordo com esse profundo condicionamento.

Enquanto há compulsão de dentro, um “momento” sobre o qual não há controle, não há liberdade de modo algum. É a escravidão que  a mente cria, porque está num estado de não apercebimento, já que não se dá ao trabalho de descobrir o que está acontecendo a si mesma.

Os condicionamentos da mente criam enormes problemas – de cor, nacionalismos, diferenças raciais, etc. Por causa desse condicionamento existente, ela identifica-se com a família, a comunidade, a religião, etc. Mas a mente pode libertar-se se vê que está criando círculos dentro dos quais está escravizada. Não é necessário que alguém seja vítima de qualquer circunstância. Em lugar de criar “momentos” de insinceridade ou medo através do não apercebimento, a pessoa pode gerar outras energias, tais como paciência, afeição e calma. Estas regras surgem através do apercebimento e têm uma qualidade de estabilidade. Não são reações.

Atrás da vigilância e do cuidado exercidos na vida diária, a pessoa pode começar a perceber o que é o estado de liberdade. Dentro da mente há possibilidades de escravidão, como de liberdade. Não se tem de rezar a algum Deus, encontrar um sacerdote, para libertar a si mesmo, mas apenas descobrir o que está profundamente no interior. O Bhagavad Gita fala do homem estável, que não é dependente, porque as circunstâncias não têm poder sobre ele. Isto é o que todos os seres humanos têm de aprender. Pela ativa vigilância, a pessoa cessa de ser vítima das condições e torna-se uma fonte de energia espiritual.

 Radha Burnier 

21/10/2011

Acabando com alguns mitos onívoros e vegetarianos.


A alimentação vegetariana influencia o humor, tornando seus adeptos menos agressivos.

Não há confirmação científica de que apenas o consumo de carne aumenta a agressividade do indivíduo.

Entre as pessoas que modificaram a alimentação por razões éticas ou filosóficas, o foco da atenção e postura diante da vida costuma ser diferente dos do onívoro em geral. A conscientização em relação à morte e à agressividade ajuda a redirecionar ou dissipar a agressividade. Mas é importante ressaltar que alguns vegetarianos, inconformados com a barbárie cometida contra os animais, se tornam bastante agressivos.

Podemos também enxergar a questão por um ângulo espiritualista, segundo o qual a energia sutil é transferida ao alimento ingerido. Desse ponto de vista, a dor e o sofrimento do anima abatido são incorporados ao indivíduo que se alimenta da sua carne, tornando possíveis todos os distúrbios emocionais. Mas, lembrando, a ciência médica não dispõe de ferramentas adequadas para fazer essa avaliação.

Vegetarianos comem mais agrotóxicos.

Vamos rever a cadeia alimentar que aprendemos nas aulas de ciências e biologia na escola. Alguns componentes podem ser acumulados no organismo. O DDT, por sua característica de se acumular no organismo, foi um produto químico muito estudado nesse contexto e utilizado como exemplo clássico do que ocorre na cadeia alimentar. Assim, se 1 grama de planta tem x DDT e o gafanhoto comeu 10 gramas, ele fica com 10x de DDT no seu organismo. O pássaro que comeu 10 gafanhotos terá 100x de DDT. O ser humano que comeu 10 pássaros terá 1.000x de DDT no seu organismo. Observe que a contaminação aumenta conforme se sobe na cadeia alimentar. Assim, ao ingerir um animal, incorporamos uma quantidade maior de agrotóxicos e compostos do que ao ingerirmos os vegetais, desde que esses compostos permaneçam de forma cumulativa no animal. Essa contaminação é maior ainda se o animal foi criado confinado, ingerindo rações (que são feitas de vegetais cultivados industrialmente e que contêm agrotóxicos). O animal criado livre na natureza tende a ser menos contaminado.

Vegetarianos devem praticar atividades físicas com cuidado.

Por quê? A perna deles cairá? Essa ideia só pode existir na cabeça de quem acha que a dieta vegetariana é inadequada em termos nutricionais e que os vegetarianos vão desmontar ao tentar contrair um pouco mais os músculos. A dieta vegetariana permite a prática de atividades físicas exaustivas com o mesmo desempenho de atletas onívoros. Os estudos sobre atividades de longa duração mostram esse fato com muita clareza.

São exemplos de atletas vegetarianos: Carl Lewis (medalhista olímpico nos 100 metros rasos), Dave Scott (tetracampeão do Ironman), Éder Jofre (bicampeão mundial de boxe), Edwin Moses (122 vitórias consecutivas nos 400 metros com barreiras, 2 medalhas de ouro olímpicas, 2 títulos mundiais, 4 recordes mundiais)...

Somos naturalmente vegetarianos. Conseguimos a vitamina B12 do solo e da pouca higiene dos alimentos na Antiguidade.

Não é o que os dados de evolução indicam. Não vou entrar nos aspectos religiosos da existência humana, mas apenas nas questões históricas.

Há mais de 3 milhões de anos existiu um hominídeo chamado Paranthropus bosei. Segundo suas características fósseis, ele era vegetariano. Esse hominídeo não era exatamente como nós e se alimentava de partes dos vegetais que hoje não conseguimos. Ele foi dizimado na era das glaciações, pois houve escassez de alimentos vegetais. Todos os demais hominídeos, inclusive nossos ascendentes, eram onívoros. Alguns comiam carne em quantidades consideráveis. A ideia de que antigamente o ser humano vivia em completa harmonia com a natureza não  encontra respaldo em inúmeras pesquisas. A vida era bem selvagem (talvez não menos do que hoje, mas de uma forma diferente) e a caça, uma necessidade.

A história da medicina e da nutrição mostra com clareza as inúmeras carências nutricionais que sempre existiram, mas que não eram diagnosticadas por falta de conhecimento. As descobertas vieram aos poucos, como é de esperar. O mais provável é que nossos ancestrais obtivessem a vitamina B12 não por causa da má higiene (ela é produzida por bactérias), mas porque comiam carne mesmo. Porém, a dieta vegetariana não significa contrariar a natureza. Diversos estudos científicos comprovam que a dieta vegetariana, nos tempos atuais, traz muitos benefícios para a saúde. No mundo atual, temos plenas condições de viver com saúde plena sem nos alimentar de animais.
O trato gastrointestinal dos seres humanos é mais parecido com o de animais herbívoros.

O trato gastrointestinal humano está apto a digerir todos os alimentos, inclusive a carne. Temos enzimas digestivas que executam todo o processo. Nosso sistema digestório não é carnívoro e nem herbívoro. No entanto, ele poder ser vegetariano ou onívoro. Mas no caso dos onívoros, com uma ingestão mínima possível de carne – como já foi mostrado em muitos estudos científicos.

Ser vegetariano significa ser saudável.

Claro que não! A saúde decorre de uma composição bastante ampla de fatores, e a alimentação é apenas um deles. Há onívoros mais saudáveis do que vegetarianos. O que acontece – e os estudos científicos mostram – é que os vegetarianos tendem a adotar um estilo de vida mais saudável do que os onívoros. Se for esse o seu caso, sua saúde deve melhorar. Caso contrário, não espere muitas modificações.

A carne contém aminoácidos que nenhum outro alimento contém.

Precisamos ingerir os aminoácidos que nosso corpo não consegue produzir. Eles são chamados de aminoácidos essenciais. Todos existem em abundância no reino vegetal e na dieta vegetariana. Cada alimento apresenta teor próprio de aminoácidos, mas não há ausência deles nos alimentos vegetais. A simples combinação de arroz com feijão fornece tudo de que precisamos.

Entre os aminoácidos não essenciais, ou seja, aqueles que não precisamos ingerir porque são produzidos por nosso organismo, o reino vegetal não dispõe apenas da taurina. Porém , isso não prejudica em nada a nutrição dos vegetarianos. Nosso corpo produz toda a taurina de que necessitamos. Só os bebês precisam ingerir taurina, pois ainda não conseguem produzi-la. Nesse caso ela é suprida pelo leite materno, e, na impossibilidade da sua utilização, pelas fórmulas infantis especiais para lactentes. Sem contar que, nessa fase da vida, a criança não come carne.

Sendo assim, não há risco algum de carência de aminoácidos em uma dieta vegetariana que tenha um mínimo de planejamento, mesmo vegana. Os estudos científicos não apontam carência.

Parar de comer carne deixa o corpo fraco.

O corpo só fica fraco se o estado psicológico estiver titubeante ou se a pessoa comer apenas verduras (ou seja, se esquecer dos legumes, frutas...). Se o aporte de calorias e demais nutrientes for adequado, não há motivo algum para ter qualquer grau de debilidade.

Se temos dentes caninos é porque precisamos comer carne.

Então precisamos avisar alguns animais frugívoros, pois muitos deles possuem dentes pontiagudos e só comem frutas.

A cura de certos problemas de saúde exige carne.

Não é verdade. Qualquer problema de saúde ou deficiência nutricional pode ser corrigida perfeitamente sem carne alguma. Se você é vegetariano e o mandaram comer carne por motivo de doença, desconfie. Há algo errado aí.

Esses e muitos outros esclarecimentos podem ser encontrados no livro Virei Vegtariano: e agora? Do Dr. Eric Slywitch, publicado pela Editora Alaúde.

18/10/2011

Auriculoterapia

Através da auriculoterapia podemos avaliar e tratar desequilíbrios que podem causar as mais variadas disfunções ou doenças, muitas vezes antes mesmo destas surgirem.
As orelhas possuem pontos ou áreas de reflexo que correspondem a todos os órgãos e funções do corpo. Quando estes são estimulados por sementes fixas por um pequeno esparadrapo, o cérebro recebe um impulso que desencadeia uma série de fenômenos físicos, relacionados com a área do corpo, produzindo o equilíbrio.

O conhecimento da auriculoterapia está se expandindo e enriquecendo à medida que as pessoas passam a observar e relacionar os pontos com suas emoções e imagens interiores, além dos próprios órgãos e funções do corpo.
Por exemplo: Ponto correspondente ao coração: tem função tranquilizante; Ponto correspondente ao rim: tonifica a energia vital do corpo.

10/10/2011

Uma história Sufi.

Um velho e um jovem estavam viajando e traziam um burro preso em uma corda. Aproximavam-se de uma cidade e vinham, ambos, andando ao lado do burro. Crianças, que iam para a escola, passaram por eles, desataram a rir e a caçoar dizendo: “ Vejam esses tontos: tem um burro sadio e estão caminhando. Ao menos o velho poderia montar no burro.”

Ouvindo as crianças, o velho e o jovem disseram: “Que fazer? As pessoas estão caçoando e logo entraremos na cidade, por isso, é melhor fazermos o que essas crianças dizem.” Então, o velho montou no burro e o rapaz o foi seguindo.

Adiante, outro grupo de pessoas, quando se aproximavam, olhou para eles. E as pessoas disseram: “Vejam! O velho está montado no burro e o pobre rapaz vai caminhando. Isso é absurdo! O velho pode caminhar, mas o rapaz deveria estar montado no burro.” Assim, mudaram de lugar: o velho passou a andar enquanto o rapaz montou no burro.

Então encontraram outras pessoas que disseram: “Olhem para esses tontos. E esse rapaz parece bem arrogante. Talvez o velho seja seu pai, ou seu professor e está andando, enquanto ele vai montado – isso é contra as regras!” Então, o que fazer? Decidiram, ambos, que havia uma única possibilidade: ambos deveriam montar no burro; e fizeram isso.

Então novas pessoas disseram: “Vejam esses dois, como  são violentos! O pobre burro está quase morrendo – e duas pessoas montadas nele! Seria melhor que carregassem o burro às costas.”

De novo discutiram o assunto e, então, chegaram a um rio onde havia uma ponte, Estavam quase na entrada da cidade e pensaram: “É melhor que nos comportemos conforme pensam as pessoas desta cidade, se não podem pensar que somos idiotas.” Procuraram um bambu, nele penduraram o burro, puseram o bambu às costas e o carregaram. O burro tentou rebelar-se, como fazem os burros, pois não podem ser forçados muito facilmente. Tentou escapar, porque não acreditava na sociedade e no que os outros estavam dizendo. Mas os dois homens eram demais para ele; forçaram-no e ele teve de render-se.

Bem no meio da ponte encontraram um grupo de pessoas e todas elas se juntaram em torno dos viajantes, dizendo: “Vejam esses malucos! Nunca vimos idiotas tão grandes; um burro é para ser montado e não carregado nos ombros. Vocês ficaram loucos?”

Os dois estavam ouvindo e a multidão aumentando. O burro ficou agitado, tão agitado que saltou e transpôs a ponte, tombando no rio, onde morreu. Os dois homens desceram; o burro estava morto. Sentaram-se ao lado dele e o velho disse: “Agora ouve...” Essa não é uma história comum – o velho era um Mestre sufi, uma pessoas Iluminada, e o jovem era um discípulo. O velho Mestre estava tentando dar-lhe uma lição, porque os sufis sempre criam situações. Dizem que, a não ser que vivas uma situação, não consegues aprender profundamente. Aquilo foi, pois, apenas uma lição para o jovem. Então, o velho disse: “Vê: tal como este burro tu morrerás, se ouvires demais as pessoas. Não te preocupes com o que os outros dizem, porque há milhões de outros e todos tem suas próprias mentes: cada qual dirá alguma coisa, cada qual tem sua opinião e, se deres atenção a opiniões, isso será teu fim.”

09/10/2011

Você é bonita(o) ou feia(o)?

... As coisas não são bonitas, nem feias; são, simplesmente como são. A qualidade de ser bonito ou feio foi introduzida por você; é interpretação tua.

Que queres dizer quando dize que algo é bonito? Há algum critério para a beleza? Podes provar que algo é belo? Alguém ao teu lado pode estar pensando: – “Isso é feio!” – portanto, não há nada de objetivo; ninguém pode provar que coisa alguma seja bela. Milhares e milhares de livros foram escritos sobre estética; definir o que é a beleza foi uma longa e árdua jornada para intelectuais, pensadores e filósofos – não obstante, não o conseguiram. Escreveram grandes livros, grandes tratados, andaram à volta do caso inúmeras vezes, mas ninguém foi capaz de apontar exatamente a definição de beleza. Não, isso parece impossível, porque nada existe a que se possa chamar beleza ou feiura; tudo isso é interpretação.

Primeiro, achas uma coisa bela. Por isso é que te digo que primeiro crias a armadilha e, então, cais nela. Primeiro, pensas que um rosto é belo – mas isso é tua criação, imaginação, é tua mente interpretando; isso não existe, é apenas psicológico – e, então, cais na armadilha. Cavas o buraco, tombas nele e, depois, gritas, pedindo socorro; gritas para que alguém venha salvar-te.

Nada é necessário – diz Tantra. Observa, simplesmente, teu próprio estratagema – é tua própria criação.
Que queres dizer ao afirmar que algo é feio? Se o homem não estiver na Terra haverá, aqui, feiura e beleza? As árvores aí estarão e florescerão; as chuvas cairão naturalmente, o verão e as demais estações seguir-se-ão umas às outras – mas não haverá feiura ou beleza; tais coisas desaparecerão como homem e sua mente. O sol nascerá, o céu ficará cheio de estrelas à noite, mas nada será belo, nada será feio. Tudo não passava de rumores criados pelo homem. E se ele não mais estivesse ali, as interpretações desapareceriam...

... E lembra-te: Tantra é forma desprendida e natural. Quer levar-te ao mais profundo fenômeno natural da vida. Quer ajudar-te a sair da mente, porque a mente cria distinções, diz que isso deve ser escolhido e aquilo deve ser evitado. Àquilo deves apegar-te, e daquele outro deves fugir; evitando-o. Observa todo o fenômeno. Basta que lances um olhar, nada mais é necessário; apenas um olhar para toda a situação.

... Consideras certos olhos bonitos. Por quê? Aqueles olhos podem ter uma qualidade, uma qualidade química ou elétrica; podem estar liberando alguma energia – e tu te sentes impressionado por ele.Diz-se que certos olhos são hipnóticos, como os olhos de Adolf Hitler. No momento em que certos olhos te fitam, algo acontece em ti e dizes que tais olhos são muito belos. Que queres dizer quando falas em beleza? Está sendo impressionado.

Na verdade quando dizes que uma coisa é bela, estas dizendo que foste impressionado por ela de uma forma agradável, isso é tudo. Quando dizes que alguma coisa é feia, estás dizendo que foste impressionado em sentido contrário. És repelido, ou atraído. Quando és atraído, é belo; quando és repelido, é feio. Mas és tu, e não o objeto, porque o mesmo objeto pode atrair (ou repelir) outra pessoa.

Isso acontece todos os dias; gente sempre espantada a propósito de outras pessoas. Dizem: – “Aquele homem apaixonou-se por aquela mulher, é espantoso!” Ninguém quer acreditar que tal coisa possa suceder, pois aquela mulher é feia. Mas, para aquele homem, aquela mulher é a própria encarnação da beleza. Que fazer? Não pode haver critérios objetivos; não há nenhum.

Tantra diz que deves te lembrar de que, sempre que escolhes alguma coisa, sempre que decides ser a favor disto, ou contra aquilo, trata-se de sua mente pregando peças. Não digas que algo é belo! Dize, simplesmente: “Estou impressionado de uma forma agradável”, assim a base permanece sendo “eu”. Se transferires o fenômeno todo para o objeto, então teu casso nunca poderá ser resolvido, porque perdeste o primeiro passo, perdeste a raiz. A raiz és tu, de forma que, se és afetado, significa que tua mente é, de certa forma, afetada. E, assim sendo, essa impressão, essa impressionabilidade cria a armadilha e tu começas a agir.

Primeiro crias um belo homem, depois começas a caça e corres atrás dele. E, depois de viver alguns dias com um belo homem – ou com uma bela mulher –, todas as fantasias caem por terra. De repente, tu te tornas consciente, como se tivesses sido iludido, de que aquela mulher parece comum. Pensaste que se tratava de uma Angelina Julie ou de uma Jessica Alba, ou pensaste que se tratava de um Leonardo Dicaprio ou um Brad Pitt e, de repente, depois de alguns dias, os sonhos se evaporaram, a mulher tornou-se comum, o homem tornou-se comum. Então, sentes-te aborrecido, como se o outro te houvesse iludido.

Ninguém te iludiu e nada mudou no homem ou na mulher; tua fantasia é que se desvaneceu – porque fantasias não duram muito tempo. Podes sonhar com elas, mas não podes mantê-las longamente. Fantasias são fantasias! Assim, se realmente desejas continuar com tua fantasia, sempre que vires uma mulher bonita, foge, imediatamente, para o mais longe que puderes. Então poderás recordá-la, sempre, como a mais bela mulher desse mundo. Então, a fantasia jamais se tornará realidade. Então, não haverá despedaçamento, Tu sempre suspirarás, chorarás, cantarás, pela bela mulher – mas nunca te aproximes dela!

Bhagwan Shree Rajneesh,
Tantra – A Suprema Compreensão.

06/10/2011

A criança em seu mundo.

De acordo com o educador Mário Sérgio Cortella, nós estamos saqueando o futuro por antecipação. Significa que nós estamos gastando os meios que permitiriam a existência de próximas gerações. Segundo sua análise, nós anunciamos às crianças: - Não haverá futuro, não haverá meio ambiente, não haverá segurança, não haverá trabalho. Vocês não têm presente! A criança tem o mundo da imaginação, da poesia, da fábula, da infância, e muitas vezes, os adultos não conseguem entrar nesse mundo. Mas, segundo o próprio educador, é preciso criar relações mais próximas com as crianças e saber quais são as suas necessidades e desejos para que possamos formar cidadãos conscientes e atuantes. 

04/10/2011

Falando Sobre Jogos.

Subestimados e pouco utilizados os jogos, os brinquedos a as brincadeiras em geral revelam-se como extraordinárias ferramentas ou meios para a utilização da capacidade criativa e o exercício da imaginação, adaptáveis a qualquer faixa etária ou condição humana, quer profissional, educacional, artística, terapêutica, simuladora, experimental, pedagógica ou visando apenas o prazer. Tratam-se de recursos favorecidos, que podem ser usados de forma determinante para o incremento da qualidade de vida e do desempenho adulto frente às incertezas do cotidiano. 

03/10/2011

A origem do Tarô.

Nos tempos em que os sacerdotes egípcios eram ainda guardiões dos Mistérios Sagrados. O Grande Hierofante, prevendo uma época de declínio espiritual da humanidade e a perseguição ao ensinamento sagrado, convocou ao templo todos os sábios sacerdotes do Egito para que, juntos, pudessem achar um meio de preservar da destruição os ensinamentos iniciáticos, permitindo, assim, o seu uso às gerações de um futuro distante.

Como os nativos não dominavam a escrita, as instruções eram ministradas através do Medu-Netru (símbolos), que os arqueólogos atuais denominam "hieróglifos". Os caracteres gráficos falavam diretamente ao subconsciente e despertavam a inteligência dormente no íntimo daqueles seres, colocando-os em contato direto com o Grande Arquiteto do Universo.

Esses hieróglifos foram gravados por Toth em 78 lâminas de ouro, subdivididas em 22 arcanos (segredos) maiores e 56 arcanos menores, que encerravam todo o conhecimento oculto, compondo uma espécie de livro que recebeu o nome de Tarô, que significa "Rota" ou "Caminho".

Assim foi feito e o grandioso sistema simbólico da Sabedoria Esotérica - O TARÔ - foi dado à humanidade sob a forma de um baralho de 78 lâminas, apresentado como um jogo. Um jogo, pois de que outra maneira os mistérios perdurariam senão através do vício, característica notória, até os dias atuais, da humanidade.

Curiosidade: Do Tarô se originaram todos os jogos de cartas que conhecemos (Pôquer, Rouba monte, Canastra...). Os jogos de cartas são compostos de 52 cartas, ao contrário do tarô que são 78. 26 cartas a menos. Na Kabbalah, 26 é o número de Deus. Então os jogos de cartas, como o pôquer, por exemplo, é um jogo de nipes sem Deus.