Os quatro C's que resultam no grande A

Um singelo rascunho de como eu compreendo atualmente a vida. Contemplação. Compreensão. Carinho. Compaixão. Atributos essenciais para trabalharmos nosso Ser...

A MAGIA NOSSA DE CADA DIA.

Milhares de vozes orgânicas transformadas em ondas de rádio e ondas eletromagnéticas que viajam de maneira invisível e imperceptível, na velocidade da luz...

INSATISFAÇÃO SEXUAL E A OBLITERAÇÃO DO SER.

Sexo é pecado? É antinatural? O que é o SER e o que isso interfere na insatisfação sexual...

O Terror do Amor

Ter amor é opiofágico. É um ciclo vicioso. Uma moeda de dois lados – o lado do ter e do não ter. Enquanto há algo para se consumir, o ter prevalece e a falsa felicidade impera, quando já se consumiu todo amor...

A FELICIDADE NÃO É REAL.

Tampouco a infelicidade. Descubra o porquê...

28/09/2011

O Veneno Está na Mesa.

O Brasil é o país do mundo que mais consome agrotóxicos: 5,2 litros/ano por habitante. Muitos desses herbicidas, fungicidas e pesticidas que consumimos estão proibidos em quase todo mundo pelo risco que representam à saúde pública.

O perigo é tanto para os trabalhadores, que manipulam os venenos, quanto para os cidadãos, que consumem os produtos agrícolas. Só quem lucra são as transnacionais que fabricam os agrotóxicos. A idéia do filme é mostrar à população como estamos nos alimentando mal e perigosamente, por conta de um modelo agrário perverso, baseado no agronegócio.

26/09/2011

A Magia nossa de cada dia.

Milhares de vozes orgânicas transformadas em ondas de rádio e ondas eletromagnéticas que viajam de maneira invisível e imperceptível, na velocidade da luz, de um canto do mundo para outro canto do mundo. Imagens bidimensionais,  tridimensionais e multidimensionais também viajam da mesma forma. Informação e conhecimentos quase infinitos preenchendo a atmosfera terrestre. Tudo invisível e imperceptível para os nossos sentidos, mas, que, canalizados em determinados objetos, nos permitem decodificar e assimilar dentro do nosso padrão sensorial. Pessoas capazes de alterar e/ou incitar a produção/alteração de determinados hormônios com apenas simples palavras e/ou gestos.

A Magia existe? Alguém me pergunta.

Eu respondo que sim. Basta prestar um pouco de atenção. A magia está em todo canto, em todos os momentos. Em todos nós!

A Magia é maligna ou benéfica? A Magia é apenas Natural.

Celular, internet, micro-ondas... Tecnologia. Que palavra é melhor para designar os avanços da humanidade do que tecnologia? As pessoas podem não saber nada sobre o que significa tecnologia, mas são poucos os que vivem sem celular, televisão, internet e automóveis hoje em dia. Tecnologia.

O que significa a palavra tecnologia? Da onde ela veio?

Tecnologia é uma palavra que tem origem na junção das palavras gregas techné e logos (ou logia),  arte e estudo respectivamente. Tecnologia, o estudo da arte. O estudo da arte? O estudo da técnica? Os magistas e ocultistas, da antiguidade, se referiam à magia apenas como a Arte. Podemos, dentro da visão moderna, definir tecnologia como a aplicação de recursos para resolução de determinados problemas. O que era, exatamente, o que se pretendia com a magia na antiguidade! Nomes diferentes. Objetivos iguais.

Mas hoje em dia quando se fala em Magia evocam-se dois tipos de reações negativas nas pessoas. O primeiro tipo de reação é a do descrente religioso e a segunda é a do descrente racionalista.

O primeiro tipo de descrente é o que tem firmes crenças religiosas e vê qualquer outra coisa como aberração. Mas um católico, por exemplo, indo à missa, experimenta um ato de pura Magia cerimonial que poderia ser interpretado por um estranho como tendo conotações canibais, mas que invariavelmente tem um profundo impacto no participante. Ocorreu uma mudança em sua consciência. Sentiu-se mais perto de Deus. Um recurso foi aplicado para resolver um problema.

O outro tipo de descrente, o racionalista, não religioso, está certo de que o ritual mágico não exerce papel nenhum na vida dele. Mas a menos que seja o tipo de pessoa que nunca se apaixonou, mesmo no menor grau, estaria de fato muito errado. O ato de amor é em si mesmo uma cerimônia mágica, capaz de efetivar as mais extensas alterações na consciência de todos. O amante precisa apenas sorrir, ou erguer uma sobrancelha para causar convulsões na amada. O casal compartilha pequenos rituais e atos e palavras secretas que não fazem sentido para um estranho, mas que são carregados de significados para os amantes. Gestos simples passam a ter um efeito devastador. Qualquer que seja o resultado do namoro,  sua mera existência faz algo para expandir a psique. Magia em alto grau. Alterações ocorrendo na consciência! O que é o namoro se não um recurso aplicado para resolver um problema (concretizar a paixão dos enamorados).
Magia.

E da onde veio a palavra Magia?

A etimologia da palavra Magia provém da Língua Persa, magus ou magi, que significa sábio. Da palavra "magi" também surgiram outras tais como "magister", "magista", "magistério", "magistral", "magno" etc. Também pode significar algo que exerce fascínio, num sentido moderno, como quando se fala, por exemplo, da magia do cinema. E o que é um sábio (ou um magi, magista)? É alguém que detém o conhecimento.

A grande maioria das pessoas utiliza um celular, mas não sabem como o celular funciona, não saberiam construir um com as próprias mãos. Porque não detêm o conhecimento para tal. Seja um clérigo de determinada religião, um cientista, um engenheiro tecnológico, um membro de alguma sociedade esotérica... Todos detêm um determinado tipo de conhecimento. Aspectos e partes de um todo. Magia.

E o primeiro passo para lidar com a Magia nossa de cada dia?

Não acredite em nada, mas esteja sempre aberto a tudo!

Namastê!

Texto escrito por Leonardo Triandopolis Vieira

23/09/2011

Conto: Um Clic Mágico.

As bicicletas, constantes e fluídicas, circundavam-na. Como aquelas belas e majestosas árvores circundavam o pálido rio. Um sorriso mudo, como o sol que se espreguiça entre as nuvens, iluminava a simétrica face – cujos cabelos, inflamados de tom auroral, deixavam as faces dos ciclistas em segundo plano. Ela estava onde queria estar.

Ana segurou firme a câmera fotográfica em suas mãos. A cor preta da máquina escondia a explosão de cores que atravessavam a lente. Uma lente mágica. Que permitia a Ana capturar imagens por de trás do Véu. Mas que Véu? O Véu da realidade. O Véu que nós, humanos, jogamos sobre a face do mundo – com nossa banalidade.

Ana estava onde queria estar.

Os ciclistas eram suas estrelas e ela, o próprio sol. Ana brandiu sua câmera. Sim, brandiu. Pois era como se a majestosa rainha Titânia brandisse sua espada de sonhos. A destreza com que ela moveu a ferramenta mágica ajustou a lente e focou o que ninguém mais no mundo poderia ver era feérica.

Enormes peixes trajando cachecóis, e com pernas longilíneas, pedalavam bicicletas de musgo e lodo aquático. Clic. Ela congelou a cena e guardou a foto em seu coração. Um coração de mãe, diga-se de passagem. Ana nunca deu à luz uma criança, mas a própria luz  era ela. E corações de mãe pertencem àqueles que são luz.

Mas o que a fotógrafa das coisas além Véu não percebeu foi que ela não era a única a usar flashes e lentes mágicas. E, sem sequer imaginar, ela foi capturada pelas lentes do Observador.

O Observador a viu sem que ela o visse. Sorriu para ela sem que ela, para ele, sorrisse. Clic. Ele a capturou com sua câmera especial. E Ana, na foto, estava como ela realmente era. Ali se encontrava uma garota vestindo calça vermelha, blusas sobrepostas em marrom e branco, casaco, cachecol e mochila. A máquina fotográfica em sua mão destra e a feminina face em silêncio. Mas um silêncio muito falador. Que falava tudo o que Ana era. Tudo, menos banal. Ana apareceu para a foto do observador exatamente daquele jeito. Mesmo com toda magia da máquina alheia, Ana era apenas o que era.

Era mágica. Era feérica.

O Observador sorriu. Um sorriso largo e gostoso. Pois bastou um clic para descobrir que nem todos os humanos eram assolados pela banalidade. Ana estava ali. Ela era a prova disso. Ele arrancou uma escama de um dos peixes ciclistas e soprou. A escama voou e passou a milímetros de Ana para, logo em seguida, mergulhar no rio – não mais pálido.

O Observador se foi.

Mas não partiu sem deixar um presente para o mundo. Talvez, quem sabe, pela sincronia dialética do silêncio ou pelas brumas da sanidade, o mundo veio a tomar ciência desta foto como sendo a foto tirada por algum amigo de Ana, ou por outra pessoa. Quem sabe? É óbvio que Ana sabe. Mas a foto está aí e nela se pode ver tudo, menos banalidade.

Como é possível desbanalizar o banal no mundo? Em algum canto do sonhar o Observador agora sabe a resposta.

Basta um clic. E pessoas com uma câmera mágica.

OBS:  Agradecimento especialíssimo para a querida amiga Ana Paula! Dona da foto e da inspiração! Namastê!

18/09/2011

Ritualize o seu dia a dia.


A professora de yoga Renata Mendes ensina como ritualizar nosso dia a dia com mantras e deuses. Confira...

15/09/2011

Sufismo: A doutrina dos Faquires parte 2

Continuando com os posts sobre a doutrina dos faquires. Agora comentando sobre o objetivo, a magia e o governo sufi.
Objetivo do Sufismo.

A teoria do sufismo é de que o homem, em seu estado normal, parte animal, parte espírito, é incompleto. Toda a doutrina e ritual sufis se dedicam a purificar aquele que busca e transformá-lo, portanto, em In-sán-i-Kámil – homem perfeito ou homem completo. Considera-se que uma pessoa pode estar apta a atingir esse estado de completude por si mesma ou através de outros meios que não o sufismo. Porém está implícito que o sufismo é o caminho estabelecido, com seu método prescrito e a orientação dos mestres que já trilharam o caminho.

Quando o aspirante atingiu o estado de integridade, que é o objetivo do culto, está então com o infinito; e os conflitos e incertezas, aos quais ele como mero mortal estava sujeito, já não mais existem. Esse último estágio de desenvolvimento é conhecido como wasl, união.

A vida monástica, no entanto, é profundamente evitada por todos os pensadores sufis. Seus motivos são que, se um homem priva a sociedade de seus serviços e atividade, está sendo antissocial. Sendo antissocial, ele está indo contra o plano divino. Deve, portanto, na palavras do primeiro princípio do sufismo “estar no mundo, mas não ser do mundo!” (Dar dunya básh: az dunya mabásh!).

A hierarquia dos santos sufis muçulmanos é, portanto, conhecida por suas ocupações assim como por seus títulos. Assim, um Attár era químico, um Hadrat Baháuddin Naqshban era pintor, e assim por diante. Certos reis da Índia e da Pérsia ao se tornarem sufis assumiram outras ocupações extras para pagar por sua manutenção, permanecendo como governantes e não tomando nada do tesouro por sua própria conta.

O Governo invisível do sufismo.

O chefe de todo o sistema sufi é o Qutub: ele é o mais iluminado de todos os sufis, atingiu o grau de wasl (“união com o infinito”) e, segundo alguns, detém o poder sobre todo o organismo sufi. Outros afirmam que o Qutub tem também considerável poder político ou temporal. De qualquer forma, sua identidade é conhecida de muitos poucos. Ele se comunica apenas com os líderes das ordens. As conferências são feitas telepaticamente ou então através de anulação do “tempo e espaço”. Diz-se que o último fenômeno significa que os sufis do grau de wasl podem transportar-se a qualquer parte instantaneamente, fisicamente, pelo processo de descorporificação.

O Qutub é servido por quatro deputados, os awtád, ou pilares, cujas funções são de manter o controle e o poder sobre os quatro cantos da Terra e relatar-lhe constantemente o estado de coisas em cada país. Abaixo dos awtád estão os 40 absal (aqueles que se transformaram espiritualmente), e abaixo deles 70 nobres, que por sua vez comandam 300 senhores. Os santos sufis que não ocupam um posto determinado nessa hierarquia são chamados santo: wali.

Milagres e poderes dos sufis.

Quais são os milagres e poderes atribuídos aos santos sufis? Se bem que quase não haja fenômenos taumatúrgicos que não tenham sido reivindicados por alguma autoridade como já realizados pelos dervixes, alguns milagres são mais característicos do culto do que outros. O primeiro – conforme a crença de que o tempo não existe – é a anulação do tempo convencional. As histórias sobre esse fenômeno são muitas e variadas.

Talvez a mais famosa seja o caso do xeque Shahab-el-Din. Diz-se que ele podia induzir a aparição de frutas, pessoas e objetos absolutamente segundo a sua vontade. Conta-se que uma vez ele pediu ao sultão do Egito que mergulhasse a cabeça num recipiente com água. Instantaneamente o sultão se viu transformado num marinheiro de um navio naufragado, jogado à praia de alguma terra inteiramente desconhecida.

Ele foi recolhido por lenhadores, levado à cidade mais próxima (jurando vingança contra o xeque, cuja magia o havia colocado nessa situação), e começou a trabalhar como escravo. Depois de alguns anos ganhou sua liberdade, começou um negócio, casou-se e se estabeleceu. Mais tarde veio a empobrecer outra vez e tornou-se carregador autônomo, na tentativa de sustentar sua esposa e sete filhos.

Um dia, acontecendo estar na praia de novo, mergulhou na água para banhar-se.

Imediatamente encontrou-se de novo em seu palácio no Cairo, novamente rei, rodeado de cortesões, com um xeque muito grave à sua frente. A experiência toda, que lhe pareceu ter durado toda uma vida, tinha levado apenas alguns segundos.

Essa aplicação da doutrina de que “o tempo não é sentido para os sufis” é refletida no famoso exemplo da vida de Maomé.  Conta-se que o profeta, quando se preparava para sua milagrosa “marcha noturna”, foi levado ao céu, ao inferno e a Jerusalém pelo anjo Gabriel. Depois de quatro vintenas e dez conferências com Deus, retornou à Terra: a tempo de agarrar um copo de água que tinha sido derrubado quando o anjo o levou.

Além da inexistência do tempo, o espaço quase não importa ao adepto sufi que quer viajar. O transporte de muito dos mais famosos professores sufis é tido como fato corriqueiro. Sufis já foram vistos ao mesmo tempo em lugares separados por muitos milhares de quilômetros. O xeque Abdul-Qadir Gelani, um dos mais celebrados santos do sufismo, era capaz de viajar milhares de quilômetros num piscar de olhos, a fim de estar presente ao funeral de algum amigo adepto.

Caminhar sobre a superfície das águas e voar enormes distâncias à vista das pessoas no solo são outras que se diz serem regularmente pelos iniciados.

Milagres, enquanto tais, são tidos como possíveis apenas para profetas. Mas sustenta-se que as maravilhas (karámát) são possíveis a grande número de sufis. As atividades dos magos são classificadas como istidraaj, que quer dizer meros truques e trabalhos furtivos.

Continua...

12/09/2011

Reflexologia Podal

Reflexologia Podeal trata-se da arte de curar através da massagem nos pés, seguindo o princípio de que todos os órgãos do corpo, inclusive o cérebro, estão conectados através de canais de energia ativados em pontos específicos. Portanto, quando nossos pés estão cansados, assim está nossa mente e corpo.

Existem mais ou menos 70 mil terminações nervosas (e meridianos) em nossos pés. Aplicando pressão ou calor nestes terminais nervosos ocorre um estímulo reflexo de um órgão do corpo no Sistema Nervoso Central (SNC), que imediatamente inicia uma gama de atividades internas verificando o estado e o funcionamento do órgão que está sendo estimulado.

O SNC passa a dar uma atenção extra a este órgão ou sistema, ativando ou diminuindo a atividade atual do mesmo. No sistema digestivo, por exemplo, a Reflexologia é eficaz no combate a várias doenças, como úlcera, gastrite, azia, prisão de ventre, má digestão, hepatite, icterícia, gordura no fígado, pedra na vesícula, enxaqueca, tontura, insônia, sinusite, artrite, gota, hérnia-de-hiato, doença de Crohn, diarréias e hemorróidas.

Também é eficaz para o tratamento de infecções, como asma brônquica, bronquite, enfisema, rinite alérgica, sinusite, faringite, rouquidão, resfriados, tosse e pneumonia. Além disso, ainda apresenta excelentes resultados nos tratamentos da dor ciática, dores lombares, hérnia de disco, dor de cabeça, torcicolo, dores nas costas, LER - Lesão por Esforço Repetitivo ou DORT - Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho, artrite, artrose, osteoporose, espasmo muscular, bursite, tendinite, fibromialgia, inflamação no tecido fibroso, câimbras e reumatismo.

O intervalo entre cada sessão de tratamento deve ser de sete dias. São recomendadas pelo menos dez sessões. “É muito importante o contato do terapeuta com o paciente. É nessa conversa inicial que serão detectados os problemas e definidos os pontos de aplicação”, completa.


09/09/2011

Sufismo: A doutrina dos Faquires parte 1


O ocidente, que se orgulha com alguma razão de ter salvo do esquecimento muitos aspectos da cultura e do conhecimento orientais, foi profundamente influenciado pelo tasawwuf, a doutrina dos faquires. No entanto, quantas pessoas são capazes de dizer o que é isso?

Ioga, shinto, budismo, taoismo e confucionismo, todos tem seus devotos na Europa e na América. O sufismo, no entanto – última das sanções místicas dos árabes, persas, turcos e do resto do mundo mulçumano – permanece como o último livro fechado do Oriente misterioso.

É o sufismo uma religião? Um culto oculto? Um modo de vida? É, em parte, todas essas coisas e em parte nenhuma delas. Dentre os 400 milhões de seguidores do islamismo, o tasawwuf detém um poder que nenhum credo político, social ou econômico conhece ali ou em qualquer parte.

Organizada de maneira semimonástica, semimilitar essa incrível filosofia era partilhada por elementos tão distintos quanto os antigos alquimistas árabes – os irmãos da pureza – os guerreiros  Mahdist do Sudão e os grandes poetas clássicos da Pérsia. Sob o nome de faquir (literalmente: humilde) os dervixes do Império Turco assolaram Viena. Estimulados pela poesia mística sufi, os afegãos conquistaram a Índia.

E, no reverso da moeda, a literatura e a cultura sufis foram responsáveis por parte da notável arquitetura e arte da Ásia...

Origem.

Historiadores sufis atribuem sua fundação ao próprio Maomé, mas já se disse que esse culto esotérico data das primeiras tentativas do homem para liberar seu ego das coisas materiais – Místicos e magos desse tipo eram conhecidos na Arábia mesmo antes de Maomé. A maioria dos sufis sustentava que o culto vem desde o próprio Adão e é na verdade a única “tradição secreta” real do alto ocultismo. O sufismo é um modo de vida distinto e muito completo, tendo como alvo a realização do suposto papel do homem (e da mulher) na vida.

Missão.

O homem, dizem os santos sufis, é parte do todo eterno, do qual derivam todas as coisas e ao qual retornaremos. Sua missão é preparar-se para esse retorno. Isso só pode ser obtido através da purificação. Quando a alma humana é corretamente ligada ao corpo e obteve completo controle sobre ele, então o homem parece em sua forma perfeita: o homem perfeito emerge, de fato, muito semelhante ao super-homem, possuindo poderes notáveis, que figuram tanto nas aspirações do ocultismo oriental quanto nas do ocidental.

São estes os passos pelos quais um devoto progride em direção ao seu fim. Organizado em ordens que lembram as ordens monásticas da Idade Média, a primeira condição para aceitação do recruta é que ele esteja “no mundo, mas não seja do mundo”. Esse é o primeiro aspecto importante em que o culto difere de quase todas as outras filosofias místicas. Pois é fundamental que cada sufi devote sua vida a alguma ocupação útil. Sendo seu objetivo tornar-se um membro ideal da sociedade, conclui-se naturalmente que ele não pode isolar-se do mundo.

Faquir.

Apesar de a palavra faquir ter vindo a ser usada no Ocidente para indicar um acrobata ou mágico itinerante, seu sentido real é meramente “humilde”. A humildade do que busca é o primeiro requisito. Ele deve renunciar à sua luta por objetivos meramente mundanos até que tenha sua razão de viver na perspectiva correta. Isso, na verdade, não é contraditório. Pois um homem pode legitimamente gozar as coisas do mundo, desde que tenha aprendido a humildade em sua aplicação.

O que deu ais sufis – em seus papéis de  faquires e dervixes – esse halo de invulnerabilidade, infalibilidade e superioridade é a aplicação dessa doutrina.

Continua...

05/09/2011

Raja Yoga


A mensagem e a prática para o Agora.
Olhos para ver.

Ouvidos para ouvir.

Boca para se alimentar e silenciar.

Mente para esvaziar.

E o Agora para Meditar!
Namastê!

03/09/2011

Massagem Modeladora

A massagem modeladora é executada utilizando movimentos rápidos, repetitivos e firmes sobre os tecidos do corpo favorecendo a quebra das células de gordura localizada que são diluídas na corrente sanguínea.

Essa técnica de massagem consegue atingir as camadas de tecido com o maior nível de concentração de gordura como, por exemplo: a barriga, pernas, braços e cintura. O profissional que aplica a massagem modeladora utiliza cremes específicos que auxiliam na redução de medidas, combate a gordura, celulite e  flacidez.

Segundo pesquisas disponíveis na Internet, a flacidez atinge principalmente as mulheres, em locais como pernas, rosto, braços e glúteos. A massagem pode auxiliar no tratamento, porém desde que aliada a hábitos de vida saudáveis como atividade física e uma alimentação balanceada.

Benefícios da Massagem Modeladora:

  • Celulite (Lipodistrofia Ginoide):
  • Auxilia no combate à celulite, resultado de um distúrbio no metabolismo de líquidos e lipídeos do corpo.
  • Flacidez: Atua na falta de tônus muscular ou perda da elasticidade da pele. Diversos motivos podem causar a flacidez – podemos citar como exemplo: a falta de atividade física e o aumento ou diminuição considerável do peso.
  • Gordura Localizada: Auxilia no combate à gordura localizada que por fatores  genéticos ou hábitos alimentares faz com que o tecido gorduroso seja acumulado em determinados locais de nosso corpo.



Onde fazer a Massagem Modeladora? Se você é de Campo Grande MS, basta Cliquar Aqui e agendar uma sessão!

02/09/2011

Casamento – Triste instituição inventada pelo homem.


O casamento é a instituição mais triste inventada pelo homem. Não é natural. Foi inventado para se poder monopolizar a mulher. As mulheres vem sendo tratadas como se fossem uma extensão de terra ou algumas notas bancárias. A mulher foi reduzida a uma coisa.

Lembre-se que se reduzir qualquer ser humano a uma coisa – sem se aperceber, sem ter consciência – estará a reduzir-se também ao mesmo estatuto; caso contrário não poderá comunicar. Para conseguir falar com uma cadeira, você tem de se tornar uma cadeira.

O casamento é antinatural.

“Só podemos ter certeza do momento presente”

Só podemos ter certeza do momento presente, o que temos nas mãos. Todas as promessas para o amanhã são mentiras – e o casamento é uma promessa para toda a vida, uma promessa de que ficarão juntos, de que se amarão, de que se respeitarão mutuamente até ao último dia das vossas vidas. (...)

“Se der ouvidos à natureza, os seus problemas simplesmente deixarão de existir.”

Se der ouvidos à natureza, os seus problemas simplesmente deixarão de existir. O problema é o seguinte: biologicamente os homens sentem-se atraídos pelas mulheres, as mulheres sentem-se atraídas pelos homens, mas a atração não pode ser a mesma para sempre. (...)

Os amantes não se enganam um ao outro, eles estão a dizer a verdade – mas essa verdade pertence ao momento. Quando dois amantes dizem um ao outro: ‘Não consigo viver sem ti’, (...) eles estão a falar a sério. Mas não conhecem a natureza da vida... (...) À medida que os dias passam começam a sentirem-se presos. (...)

Para mim é tudo natural. O que não é natural é unir pessoas em nome da religião, em nome de Deus, para o resto da vida.

“Num mundo melhor e mais inteligente, as pessoas sentirão amor, mas não farão contratos.”

Num mundo melhor e mais inteligente, as pessoas sentirão amor, mas não farão contratos. Não é um negócio! Elas compreender-se-ão e compreenderão o fluxo mutável da vida. Serão verdadeiras para com as outras. (...) Não haverá necessidade de casamento, não haverá necessidade de divórcio. Nessa altura, a amizade será possível. (...)

É muito feio o tribunal e a lei estatal interferirem na nossa vida privada – vocês têm de lhes pedir permissão. Quem são eles? É uma questão entre dois indivíduos, é um assunto privado.

“Se só houver amizade, a paixão nunca se transformará em ódio.”

Só existirão amigos – não existirão maridos nem mulheres. Claro que se só houver amizade, a paixão nunca se transformará em ódio. No momento em que sentirem a paixão  se desvanecer dirão adeus e ambos serão capazes de compreender. Mesmo que seja doloroso, não se pode fazer nada – a vida é assim.

Mas o homem criou as sociedades; as culturas; as civilizações; as regras; os regulamentos e transformou toda a humanidade numa coisa que não é natural. É por isso que os homens e as mulheres não podem ser amigos – o que é uma coisa muito feia; começam a possuírem uns aos outros...

As pessoas não são coisas, não se pode possuí-las. (...) Nenhuma mulher é propriedade de ninguém, nenhum marido é propriedade de ninguém. Que tipo de mundo é o que vocês criaram? As pessoas foram reduzidas a propriedades; e depois surge o ciúme, o ódio. (...)

Por isso, este é o conselho de despedida que te dou: nunca tentes agarrar-te a uma pessoa para o resto da tua vida. (...)

“O amor não é uma paixão, não é uma emoção. O amor é um entendimento muito profundo de que de alguma forma alguém o completa.”

O amor não é uma paixão, não é uma emoção. O amor é um entendimento muito profundo de que de alguma forma alguém o completa. (...) A presença do outro melhora a sua presença. O amor dá-lhe liberdade para ser você mesmo; não é sentimento de posse.

“O amor dá-lhe liberdade para ser você mesmo; não é sentimento de posse.”

Osho, em O Livro da Mulher.