Os quatro C's que resultam no grande A

Um singelo rascunho de como eu compreendo atualmente a vida. Contemplação. Compreensão. Carinho. Compaixão. Atributos essenciais para trabalharmos nosso Ser...

A MAGIA NOSSA DE CADA DIA.

Milhares de vozes orgânicas transformadas em ondas de rádio e ondas eletromagnéticas que viajam de maneira invisível e imperceptível, na velocidade da luz...

INSATISFAÇÃO SEXUAL E A OBLITERAÇÃO DO SER.

Sexo é pecado? É antinatural? O que é o SER e o que isso interfere na insatisfação sexual...

O Terror do Amor

Ter amor é opiofágico. É um ciclo vicioso. Uma moeda de dois lados – o lado do ter e do não ter. Enquanto há algo para se consumir, o ter prevalece e a falsa felicidade impera, quando já se consumiu todo amor...

A FELICIDADE NÃO É REAL.

Tampouco a infelicidade. Descubra o porquê...

30/06/2011

Tantra - Transgredir para Transcender.

Se um homem marcha com um passo diferente do dos seus companheiros, é porque ouve outro tambor. (Thoreau)

Transgressão: Ação de deixar de observar, de respeitar (padrões culturais, preceitos, leis, regulamentos); INFRINGIR; VIOLAR.

Transcendência: Qualidade ou caráter de transcendente; Qualidade de Deus, aquilo que O distingue do mundo e dos seres por Ele criados;  Perspicácia, sagacidade, agudeza; Grande relevância; IMPORTÂNCIA; MAGNITUDE.

Fonte: Aulete (Dicionário Digital)

Um dos mais eficientes dispositivos psicológicos do Tantra é a prática da transgressão. Como a vida é naturalmente eivada de restrições que estabelecem limites e mais limites, acumulativamente, desde os primeiros meses de idade e pela vida afora, permitir-se transgredir algumas normas tem um poderoso efeito de catarse, bastante utilizado em determinadas linhas de psicoterapia.

Se você comprime energia, ela se torna perigosa e tende a explodir. Coloque um pouco de pólvora sobre uma superfície e ponha fogo: ela fará "puff" e provavelmente não machucará ninguém. Mas se colocar essa mesma quantidade de pólvora dentro de uma cápsula de metal e obliterar a saída dos gases com uma tampa de chumbo, ao ser detonado o explosivo fará "BANG" e poderá matar alguém.

Quando as repressões ultrapassam o limite de resistência de uma pessoa, ela explode. Essa explosão pode ser para o lado do corpo, na forma da somatização de alguma enfermidade física (autodestruição); ou pode ser para o lado do psiquismo, elaborando intrincadas estruturas de comportamento anti-social (heterodestruição). É aí que surgem os criminosos comuns e, em casos mais complexos, os psicopatas.

Evidentemente, vivendo em sociedade não podemos suprimir as normas, leis e regulamentos. Contudo, as restrições sucessivas e compulsórias terminam por gerar efeitos colaterais nem sempre desejáveis. Nesses casos, transgredir algumas normas pode ter efeito terapêutico ou profilático para evitar certos problemas emocionais, às vezes, bem graves e que custariam caro se chegassem a requerer assistência de um psicanalista.

Não temos a pretensão de afirmar que a terapia da transgressão possa evitar todos os casos de criminalidade ou psicopatia, mas seguramente atenuaria um bom número de quadros.

Quando alguém pisa o pé de um brahmacharya típico, ele nem pisca, não contrai um músculo e não reclama. Ele pensa: "Esse meu irmãozinho não fez de propósito e não percebe que está me machucando. Mas eu sou um bom yôgi, controlado, e não vou reclamar. Ele vai acabar percebendo que está me pisando e sairá de cima do meu pé... É, mas ele não está percebendo. E continua doendo. Coitado, não está fazendo por mal. O que é que eu vou fazer? Devo evitar um mal-estar. Não, não vou reclamar. Eu aguento... Por outro lado, francamente, será que esse imbecil não vê que está me pisando?" E, finalmente, quando toma uma atitude, essa reação costuma ser mais agressiva e até neurótica.

Quando alguém pisa o pé de um tântrico autêntico, ele diz imediatamente: "Opa! Cuidado que o de baixo é meu!" Os dois sorriem e dali surge uma boa amizade. Como não houve repressão, não ocorre explosão, nem para dentro, nem para fora. A energia emocional escoa naturalmente.


Para ilustrar um pouco mais a ideia tântrica de Transgressão e Transcendência compartilho um conto, de autoria de Danilo Faria, sobre uma monja e seu aniversário:

O Segundo Presente

Por Danilo Faria (Baseado em uma história Hindu).

Hira era linda. O frescor e tom de sua pele, os movimentos suaves que tentava esconder e os olhos rasgados lhe impregnavam de uma sensualidade estonteante para os homens. Mas, infelizmente, ela considerava isso um fardo, pois seu objetivo era alcançar o Nirvana. Hira era uma monja.

No Budismo que ela seguia, o desapego aos acontecimentos era o elemento essencial, poderia se dizer que era a raiz da doutrina. E Hira dominava bem seus sentimentos e pensamentos. Conseguia penetrar nos âmagos mais profundos dos recessos sem fim daquilo que sua mente ilusoriamente era.

Contudo havia um acontecimento que definitivamente a perturbava: Hira não podia ir à feira, pois todo o seu controle perdia-se lá. Sua beleza sempre provocava comentários e gracejos pouco educados dos feirantes locais. Era exatamente nestas visitas à feira que ela ficava perturbada a ponto de maldizer sua própria beleza. E seu Mestre constantemente a selecionava para fazer as compras. Apesar de suas tentativas de fugir do serviço, raramente ela conseguia evitar ser selecionada para este — pelo seu ponto de vista — torturante trabalho.

E, naquele dia, não foi diferente. Ela realmente esperava ser aliviada daquele tormento naquele dia em especial, pois acreditava que talvez seu Mestre pudesse considerar que ela não precisava daquela provação naquele dia especificamente, pois, afinal de contas, era seu aniversário. Ela não costumava se apegar a estas datas, mas secretamente admitia que se sentia melhor com a ideia de que este fator pudesse ser considerado e um alívio concedido.

Portanto, foi com o coração apertado que ela se retirou do templo e desceu um pedaço da encosta para fazer as compras. Para piorar, seu Mestre a enviou sozinha desta vez, com a desculpa de que precisava do seu irmão que sempre a acompanhava para outra tarefa. Pelo menos as compras eram poucas e a visita seria rápida.

O principal elemento de descontentamento para Hira nas idas à feira era um feirante em especial. Sempre suado e cheirando pessimamente, com uma aparência cruel e profundamente mal educado, ele costumava ser o portador das observações mais grotescas a respeito da beleza de Hira e do que faria com ela se esta assim deixasse. Além disso, costumava ser aquele que instigava os outros feirantes próximos com as piadinhas sujas que soltava.

E lá estava ele. E lá estavam as suas gracinhas. E lá estava sua aparência repugnante. Só que havia dois elementos novos: Hira estava mais sensível devido ao seu aniversário e ele tentou tocá-la.

Como já é de certo conhecimento geral, um monge oriental segue um certo padrão que difere bastante dos monges ocidentais. Não vamos nos aprofundar aqui, mas um deles é que eles aprendem defesa pessoal. E costumam aprender muito bem...

Quando o feirante tenta tocar em Hira, ela vira-se e agarra sua mão torcendo o pulso. Enquanto o feirante engasga e retorce o corpo automaticamente na tentativa de evitar a dor que o ângulo estranho de sua mão provoca, Hira o atinge violentamente com um pontapé no queixo. O movimento e o barulho da mandíbula deslocando imediatamente chama a atenção de todos em volta. Em meio ao desespero provocado pela dor e a humilhação de estar apanhando de uma mulher, o feirante tenta alcançar uma faca em sua barraca, mas é impedido pelo pulso que ainda se encontra torcido nas mãos de Hira. Esta, quando percebe a intenção do feirante o atinge com outro chute violento, desta vez no peito... e solta a mão dele.

A mistura do golpe com a perda repentina do apoio no pulso — mesmo que dolorido e retorcido — fez com que o homem caísse por sobre a própria barraca, derrubando a mercadoria no chão.

Hira então olha ao redor. Todos a encaravam com temor (será que ela também via uma reprovação em seus rostos?). O feirante usava a mão que ainda não doía para levantar na direção dela, a mão espalmada e o rosto apavorado indicando que para ele chegava.

Então, a noção de tudo o que havia feito caiu como um raio em cima dela.

Imediatamente, surgiu em seus olhos uma enorme vontade de chorar. Ela controlou ao máximo esse ato e se retirou dali, sem comprar nada.

Ao chegar no templo, ela percebe que o irmão de seu Mestre se encontrava em visita, o que aumentou sua vergonha em ter de explicar o que aconteceu. Quando este perguntou a ela onde por que não trouxera as compras, ela perdeu completamente o controle e se pôs a chorar. Seu Mestre lhe chamou a atenção severamente e mandou que ela se retirasse para meditar, que só retornasse quando estivesse devidamente equilibrada.

E mais uma vez ela se retirou, amaldiçoando sua beleza.

* * *

Quando ela se sentiu equilibrada o bastante para falar com seu Mestre, percebeu que o irmão deste ainda se encontrava lá. Era um caso interessante esse do seu irmão, pois enquanto seu Mestre se tornava um seguidor do Budismo, seu irmão era Hindu. E, no entanto, eram extremamente amigos. Hira sempre se perguntou como eles conseguiam conciliar os dois pontos de vista diferentes e viverem harmoniosamente.

Certa vez ela ouviu outro monge comentando que eles não eram irmãos de sangue (apesar de que, para Hira, assim pareciam), mas que por serem ligados a “coisas maiores” tinham uma ligação de irmãos. Outro dia ouviu um deles comentando sobre serem Alquímicos Shudras e uma reunião na Loja ou uma conversa parecida.

Talvez isso explicasse sua união ou talvez não. Mas, para Hira, a presença do irmão de seu Mestre sempre era seguida de uma certa expectativa, pois percebera há algum tempo atrás eles conversando sobre como ela poderia se tornar uma postulante a alguma coisa.

E, para sua vergonha, era seu aniversário e ela havia perdido o controle.

Mas, quando o seu Mestre a viu equilibrada novamente e pronta para a bronca, este apenas sorriu. Meio que sem entender direito, Hira recebeu um bastão de presente de aniversário, indicando sua passagem de grau. Seu irmão, também sorridente, falou primeiro:“Feliz aniversário”.

“Obrigada, senhor...”, responde ela, ainda encabulada. Virando-se para seu Mestre, ela começa: “Mestre, estou aqui para...”

Ele a interrompe com um gesto de mão.

“Você está aqui para ganhar seus presentes de aniversário!”, ainda sorrindo, ele mostra o bastão para ela.

 “Pedi que seu irmão — que normalmente lhe acompanharia até a feira — para fazê-lo. Há muito amor nele.”

“Obrigada.”

“Mas creio que devo pedir desculpas pelo meu comportamento de hoje...”

“Não precisa. O feirante já a perturbava a muito.”

Surpresa com o fato de que seu Mestre sabia o que ocorria ela olha para ele. Seu irmão continua:

“E ele merecia uma surra muito tempo.”

Aquilo a deixou ainda mais surpresa, ela não havia ainda contado nada para ninguém. O irmão de seu Mestre continuou:

“Fiquei gratamente surpreso ao descobrir seu aniversário, mas nada trouxe... o que declinaria uma falta de educação. Portanto, com a permissão de meu irmão escrevi meu presente no seu bastão.”

Tão atordoada estava ela que não havia percebido que existia algo escrito no bastão. Ela o vira e então lê.
ONIPOTENTE SÓ BRAHMAN. NÃO CULPE, ATUE.

Lágrimas começam a embaçar seus olhos. Ela recupera o controle e percebe que eles ainda mantinham o sorriso (seria de sua tentativa patética de se controlar?). Seu Mestre então fala:

“Por que culpar a sua beleza? E por que culpar o feirante? As experiências da vida são para serem vividas. Não culpe ninguém nem a si mesma... apenas viva.”

Ela sentia uma vontade terrível de abraçar aos dois, e como se lessem seus pensamentos eles a envolvem em um grande abraço. Ela chora baixinho um pouco, com o alívio do peso da culpa saindo de seus ombros.

“Vamos comemorar o seu aniversário...”, diz seu Mestre, “... e amanhã você irá a feira de novo.”
Diante do olhar dela, ele responde, exibindo um sorriso de Mona Lisa:

“E se o feirante desrespeitar você novamente, bata-lhe com este bastão. Mas sem culpá-lo e sem se sentir culpada... apenas consciente de que está ensinando um irmão ...”

E ela os acompanha, com os dois presentes que ganhou.

29/06/2011

O Demiurgo platônico e gnóstico.

Demiurgo é o grande artífice, o criador do Mundo inferior (ou material). É considerado o chefe dos Arcontes possuindo sabedoria limitada e imperfeita. Para os Neoplatônicos é o Logos – primeira manifestação do absoluto. Numa interpretação judaica é Jeová; para os cristãos é o Verbo conforme expresso no Evangelho segundo João. Para os maçons é o Grande Arquiteto do Universo...

Origem da Palavra Demiurgo

A palavra demiurgo é derivada do Grego antigo δημιουργός (dēmiourgós, latinizado demiurgus). No Grego Clássico, a palavra Demiurgus significa "artesão" ou "artífice", literalmente "aquele que trabalha para o povo", trabalhador especializado, criador; dēmios (δήμιος) que pertence ao povo; dêmos, “o povo”.

O Demiurgo de Platão

O sistema metafísico de Platão centraliza-se no mundo das ideias: Divino, Perfeito e Imanifesto. A ele contrapõe-se a matéria: uma cópia grosseira, imperfeita, falível e impermanente. Entre a ideia e a matéria está o Demiurgo, o Criador.

Desta personalidade e atividade criadora - ou, melhor, ordenadora - é dotado o Demiurgo, o qual, embora superior à matéria, é inferior às ideias, de cujo modelo se serve para ordenar a matéria e transformar o caos em cosmos.

Platão usa o termo demiurgo para significar a criação omni-benevolente. Para Platão, o demiurgo é um criador (de leis ou do céu) ou o criador (do Mundo), com aparece no diálogo Timaeus.

O neoplatônico Plotinus identificou o demiurgo como nous (divino propósito), a primeira emanação do "Único" (Mônada). Alguns Neoplatônicos também personificaram o demiurgo como Zeus.

Demiurgo no Gnosticismo.

O Demiurgo, o Artífice ou Criador, em alguns sistemas de crenças (como o cristianismo e o gnosticismo), é a deidade responsável pela criação do universo físico. Originalmente o demiurgo era descrito como uma entidade divina nos trabalhos de Platão, cerca de 360ac, porém, mais tarde o Gnosticismo utiliza este termo para se referir ao deus criador do mundo material (Mundo Inferior, o plano onde estamos).

No gnosticismo Demiurgo é uma divindade subordinada à Divindade suprema, algumas vezes considerada como o criador do mal (uma vez que no gnosticismo  o mundo material é maligno).

No Gnosticismo, o universo material é visto como mal e o demiurgo é o maligno criador  do mundo físico. Nomes Gnósticos alternativos para o Demiurgo incluem Yaldabaoth, Yao ou Iao, Ialdabaoth e várias outras variantes. Os Gnósticos identificaram o Demiurgo com Yahweh (o deus do Antigo Testamento).

Ele é o formador do Mundo inferior (ou material). Considerado como o chefe dos Arcontes e de sabedoria limitada e imperfeita. Segundo os Gnósticos, esta entidade seria o Deus do Velho Testamento da Bíblia. Este ente tem a típica arrogância dos que se acham onipotentes. Criador de tudo que conhecemos, acha que todos devem curvar-se a sua divindade ("Não terás outros deuses diante de mim"). No mito Gnóstico o Demiurgo foi gerado por eon Sophia após sua queda. Ao ser gerado, criou o mundo material com o objetivo de governar e aprisionar na matéria as partículas divinas provenientes de sua mãe (Sophia).

Querendo libertar as almas aprisionadas do mundo material, Sophia rebela-se contra o Demiurgo. Assim o verdadeiro Deus envia aos homens o seu filho mais querido – o eon Christó, ou apenas Cristo – que desce ao mundo material com o objetivo de transmitir a Gnosis (conhecimento) às almas, para que elas tenham consciência de sua identidade divina e partam para o Pleroma. Libertando-se do jugo e da escravidão do Demiurgo.

Com o objetivo de impedir que isso ocorra, o Demiurgo, cria inúmeras ilusões e prazeres materiais para afastar as Almas de sua legítima parcela divina. De modo que estas estejam presas e sejam escravas do mundo material, tendo que sempre a ele retornar (reencarnação). O Demiurgo é o governante desta pequena Esfera de Vida onde reina absoluto.

No Evangelho Apócrifo de João, o demiurgo Yaldabaoth tem a aparência de uma cobra com rosto de leão e seus olhos são como relâmpagos faiscantes.

Comparando com o Hinduísmo.

Se compararmos com o Hinduísmo, o Demiurgo seria Brahma (O Criador), mas não Brahman (O Incriado). Podemos, também, compará-lo à deusa Maya (Ilusão, o mundo em que vivemos) que tenta nos prender no ciclo vicioso de reencarnação, através da Avydia (Ignorância).

Criação deste Mundo pelo Demiurgo por Jan Val Ellam



Definição de alguns termos presentes neste post.

Arcontes: São entidades responsáveis pela ordem da estrutura do Universo Gnóstico. Gerados por Sophia, estes "regentes" são servos dos designos do Demiurgo.


Mônada: Em muitos sistemas gnósticos (e heresiológicos), o Ser Supremo é conhecido como Mônada, o Uno, o Absoluto. A fonte primal do Pleroma.

Pleroma: Geralmente se refere à totalidade dos poderes divinos. A palavra significa plenitude (do grego πληρόω, "Eu preencho"). 

Outros locais da web com artigos interessantíssimos sobre este tema: Saindo da Matriz e Mundo dos Filósofos

27/06/2011

Papiroflexia

Um curta super bacana! Que reflete perfeitamente minha vontade interior! Enjoy!


25/06/2011

Surya Namaskar

O Surya Namaskar é, no yoga, uma sequencia dinâmica de 12 asanas. A respiração é sincronizada com os movimentos. Cada posição tem um significado que deve ser compreendido e acrescido à prática. Durante a execução, em cada asana um mantra é recitado. O Surya Namaskar tem o poder de energizar todos os chakras!



Surya significa sol e Namaskar, saudação. Saudação ao Sol.

Om Suryam Sundara Lokanatha mamrtam Vedantasaram Sivam.Jnanam Brahmamayam suresamamalam lokai Kacitta Svayam.Indradityamaradhipan suragurum trailokya cudamanimBrahma Vishnu Siva svarupahrdayam Vande sadã bhãskaram

(Eu saúdo sempre o Sol, o belo e eterno Senhor da terra, que é a essência de Vedanta, o conhecimento. Brahma, o Senhor dos Deuses, livre de impurezas, Ele mesmo é aquele único que é prezado por todos. Rei dos Sóis, Rei dos Deuses, Mestre Sol, Joia central dos três mundos.)

Significado das posturas, segundo Swami Satyananda Saraswati:

Ao nascer e ao pôr-do-sol as forças de escuridão e luz acalmam e harmonizam-se, Ida e pingala emergem e produzem a força do susumna nadi. Surya namaskar aumenta o fluxo da energia sutil no corpo e desimpede as nadis.

Pranamasana - Sintonia com o Sol, prece, invocação. Chakra Anahata (altura do coração).

Hasta Uttanasana - Trazer para dentro de si a energia do sol que acabou de nascer, pela respiração e por todos os poros da pele. Chakra Vishudda (altura da garganta e nuca).

Padahastasana - Introspecção necessária para levar adiante os deveres diários. Essa introspecção se contrapõe a extroversão excessiva que é característica da nossa vida diária. Aquí olhamos para dentro buscando inspiração e respostas para os problemas diários. Chakra Svadhisthana (altura do coccix).

Ashwa Sanchalanasana - Aquí focamos o Ajna Chakra e buscamos poder e coragem para encararmos de frente os problemas da vida diária. A auto confiança aparece quando olhamos para dentro e fazemos contato com o nosso guia interno, Ajna Chakra, que nos dá a inspiração e intuição. Chakra Ajna (ponto entre os olhos).

Parvatasana - Introspecção e o ceder de si mesmo para o mundo. Chakra Vishudda (garganta e nuca).

Astanga Namaskara - Representa a energia no seu limite mais baixo. O sol está na sua extremidade (meio dia ou meia noite) e o homem está no seu período mais vulnerável pois é o período de inércia, ou tamas, quando a maior parte das pessoas sentem a necessidade de descanso ou sono. Aquí é a entrega completa do homem ante o poder do sol do meio-dia ou da meia-noite. Chakra Manipura (altura do umbigo).

Bhujangasana - Representa o acordar do homem do seu sono, o nascer do conhecimento, o acordar da energia vital rajásica de dentro da inércia de tamas. Quando a serpente, representando a sabedoria, se eleva, o homem inicia a subida para o estado espiritual e sattivico equilibrado. Chakra Svadhisthana (altura do coccix).

Parvatasana - Introspecção e o ceder de si para o mundo. Chakra Vishuddi (altura da garganta e nuca).

Ashwa Sanchalanasana - Desenvolvimento do poder, coragem e auto-confiança que aparece quando olhamos para dentro e fazemos o contato com o nosso guia interno no Ajna Chakra (ponto entre as sobrancelhas).

Padahastasana - Instrospecção e olhar para dentro buscando inspiração e respostas para os problemas da vida diária. Chakra Svadhisthana (coccix).

Hasta Utthanasana - Inspirar o poder e a energia do sol. Chakra Vishudda (garganta e nuca).

Pranamasana - Sentir o sol dentro de si, sentir-se iluminado, conhecedor de si como não diferenciado do criador, e integrado a tudo e a todos. Chakra Anahata (altura do coração).

Clique aqui para saber quem foi Swami Satyananda Saraswati

24/06/2011

Swift RPG - Simples e gratuito!

Swift RPG é um sistema desenvolvido por mim ainda em desenvolvimento na verdade que tem como proposta ser rápido, simples, aleatório e divertido! Compartilho com vocês a versão demo e espero por críticas e opiniões!

Swift RPG (Demo)                                                                                            

Clique na imagem abaixo e baixe o pdf pelo 4Shared

23/06/2011

Ethernyt – Sob o Domínio das Sombras

ATENÇÃO! Se você ainda não leu nenhum dos livros Ethernyt, não leia este artigo! ALERTA DE SPOILERS!!!! Mas se estiver curioso leia esta resenha aqui.

Avisos dados, vamos dar seguimento...

O maior trunfo da Saga dos Anjos está em seu primeiro volume, intitulado Ethernyt – A Guerra dos Anjos. Que vence por maestria no suspense e no fluxo dos acontecimentos. Neste primeiro volume somos apresentados a uma verdade oculta – Anjos e Demônios existem! Só, que, estas criaturas da mitologia judaico-cristã, são o completo oposto do que imaginamos – raças alienígenas que batalham entre si há incontáveis eras!

O primeiro livro nos deixa com questionamentos como: Como eles conseguiram manterem-se ofuscados por todo esse tempo? Como manipulam a humanidade? Qual a verdadeira origem desses anjos e demônios? Etc.
Questões estas que o autor, Márson Alquati, procura responder no segundo volume da Saga dos Anjos, intitulado Ethernyt – Sob o Domínio das Sombras.

Uma viagem pela história, mitologia e pelas mais distintas e atraentes regiões do mundo! Em Ethernyt 2 o autor nos bombardeia com muita informação e conhecimento!

O livro inicia com uma escrita fluída e destacando um dos personagens icônicos da saga, Thomas (agente da polícia federal brasileira). Alguns flashbacks e a retomada da memória do leitor para os últimos acontecimentos e os demais protagonistas. Mas da fluidez inicial a escrita começa a ficar pesada, devido à enorme quantidade de informações a que somos submetidos. Não só informações sobre o ponto X da história, mas informações técnicas, detalhadíssimas, sobre equipamentos, veículos e armas utilizados. Infelizmente, para mim, o autor peca em se estender em algumas explicações e detalhamentos. Quanto aos elementos históricos e mitológicos inerentes e essenciais ao romance não tenho nada a reclamar (só elogiar), mas muitas vezes tive minha leitura interrompida bruscamente por longas explicações sobre armas militares e veículos de guerra. Uma breve explanação não seria demais, mas o aprofundamento deixou o fluxo da história e das sequências das ações sem ritmo.  Isso no meu ponto de vista!

O grande barato do livro é o exercício de sincretismo realizado pelo autor. Márson, magistralmente, pega seu elemento chave na história (anjos e demônios como raças alienígenas) e tece todos os mitos e culturas da humanidade de uma forma que todos possam convergir e se entrelaçar com o objeto central de seu romance. Os quatro cantos do mundo são explorados, do Egito à Europa Oriental, das pirâmides erigidas pelos povos nativos das Américas à Antártida. O livro é um prato cheio para quem gosta de cultura e mitologia! Todos os questionamentos e mistérios da humanidade são explicados e resolvidos pelos Anjos de Ethernyt.

O livro se constrói e se firma no levante de uma enorme guerra entre os anjos e os demons. Metade da humanidade é transformada em demônios e a outra metade tenta se aliar aos anjos e todos se preparam para o embate final. O livro termina com a perda de um dos personagens mais importantes na história e com o clima de batalha final batendo à sua porta!

No mais, acho que o autor deveria se conter ao descrever os detalhes dos arsenais dos personagens e se concentrar na trama em si – para não interromper o fluxo dos acontecimentos. Tirando isso, é um livro tão bom quanto o primeiro. Se você acha que as surpresas tinham acabado no primeiro volume, se prepare para ficar de boca aberta ao descobrir sobre Atlântida e muito mais! Mal posso esperar pelo terceiro e último livro da trilogia!

Ah, gostaria de agradecer ao próprio autor, Márson Alquati (super carismático, diga-se de passagem), quem me presenteou com um exemplar do Ethernyt – Sob o Domínio das Sombras!

Ethernyt 2 só não levou nota 10 no meu conceito pelo fato já citado, mas isso é questão de gosto! Conhecimento e diversão é o que não falta em Ethernyt!

E viva à literatura fantástica nacional! 

22/06/2011

Você sabe com que está falando?

Quantas vezes você já presenciou a seguinte cena: Indivíduo com cara de arrogante diz "você sabe com quem está falando?" para um ou mais indivíduos em uma situação imatura e desnecessária. Quem eu sou? Quem somos nós? O que isso tem de relevante? Filosofe de uma maneira séria e divertida com este vídeo de uma palestra do filósofo Mario Sergio Cortella...

Vi no XPOC

21/06/2011

Tantra & A biologia por trás do Maithuna

Uma perspectiva biológica a respeito de práticas tântricas como a retenção do orgasmo, orgasmo masculino sem ejaculação e a sadhana conhecida como Maithuna...


Desde a antiguidade já é sabido que, para a natureza, o indivíduo é fator descartável, porém, a espécie não. Esta deve ser preservada a qualquer custo. A natureza é capaz de eliminar sumariamente milhões de indivíduos se isso for útil à espécie. As sociedades de insetos nos fornecem bons exemplos disso, quando milhões de formigas ou de abelhas se sacrificam voluntariamente pelo bem do formigueiro ou da colmeia. Na verdade, o ser humano não está muito distante desse comportamento. Basta uma folheada rápida nas páginas da nossa história: guerras tribais, guerras entre nações e as guerras mundiais e seus holocaustos.

Qual a utilidade em saber que a natureza descarta o espécime, mas luta para preservar a espécie? Sob uma ótica biológica, quando um indivíduo se reproduz, já cumpriu sua “obrigação” perante a espécie. Logo depois seu organismo passará a um processo mais acelerado de decadência em direção à morte.

É por isso que, dentro do tantrismo,  ao segregar hormônios sexuais em abundância e depois reter o orgasmo, o indivíduo criará artificialmente um estado de permanente disponibilidade para a reprodução. Como a natureza preserva um reprodutor por ser muito útil à espécie, esse indivíduo será protegido contra doenças, envelhecimento e até acidentes, pois se mantém com mais reflexos e mais inclinação à vida que à morte. Esses dois impulsos, o de vida e o de morte, estão em constante oposição nos seres humanos.

Quando o impulso de vida é mais atuante, a pessoa manifesta melhor disposição e maior vitalidade. Logo, desfruta de mais saúde, menos enfermidades e depressão. Por isso, também apresenta menor propensão a acidentes. Muitas vezes, esses não passam de tentativas inconscientes de suicídio.

De fato, em todo o reino animal, quando os indivíduos estão aptos à reprodução, quando estão bem abastecidos de hormônios sexuais, tornam-se exuberantes e muito mais fortes. Isso também poderia explicar porque a prática de maithuna (ver adiante), dentro do Tantra, tem efeito semelhante sobre os seus praticantes. Por outro lado, não será demais lembrar que a pura e simples abstinência sexual não tem o efeito mencionado, já que a natureza tende a desativar as funções que não são utilizadas. Dessa forma, em pouco tempo as gônadas deixam de segregar os preciosos hormônios e o exemplar em questão perde a vitalidade - com ela o brilho e a exuberância. O mecanismo biológico do Tantra baseia-se em manter altos os níveis de hormônios sexuais através da técnica de produzir excitação e conter o orgasmo. Não deixando a energia se esvair, o organismo mantém uma disposição constante para o ato sexual, pressuposto da reprodução, por isso a natureza o protege e preserva.


O que é Maithuna?

O maithuna é uma técnica/ritual tântrica conhecida como Shaktização, pois os praticantes encarnam a consciência de Shakti a grande mãe buscando a união dos princípios masculinos e femininos – nunca opostos, sempre complementares. É o Maha Mudrá (grande gesto) onde homem-Shiva e mulher-Shakti se tornam Um.

Muitos no Ocidente consideram o Maithuna como simples magia sexual, onde se busca o aperfeiçoamento sexual e erótico entre as pessoas, não compreendem, ainda, a importância contida no mesmo. Como exemplo podemos definir que quem não observa o que está por de trás das imagens, vê até o batismo cristão, tão somente, como um banho de água na criança, o que é lamentável. Maithuna também não é Kama Sutra ou demais livros orientais que visam a potencialização e a dogmatização do ato sexual.

Maithuna é uma técnica muito especial, que permite elevar nossa sensibilidade a tal potência que é impossível descrevê-la. O tântrico observador da natureza íntima contida em tudo no universo, procura na união dos polos à unidade maior, sem se ocupar em confusões de abordagem ética e moral. O tântrico é um libertário. Busca a transcendência do eu através da força máxima do universo que está contida nos mistérios sexuais e esses mistérios estão contidos dentro e fora do ser humano. São os impulsos magnéticos, a atração magnética, o amor e a atração entre as energias complementares. São animus e a anima em busca da perfeição.

Durante a prática (shadaná) o homem assume o papel de Shiva e a mulher de Shakti e ambos realizam o maha yantra (grande símbolo) que os une em Purusha (consciência cósmica). A prática eleva a grande mãe kundalini pelo canal Sushuma e ilumina a consciência tocando os centros superiores.

Apesar de esta prática estar comumente ligada a um gesto físico, é possível experimentar uma forma de maithuna sem união física. O ato pode existir em um plano metafísico, sem penetração sexual, através apenas da transferência de energia através dos seus corpos sutis. É quando esta transferência de energia ocorre que o casal, encarnado como divindades (deusa e deus), com a sublimação momentânea dos egos, confrontam a realidade última e experiências de bem-aventurança através da união dos corpos sutis. Iluminam-se!


20/06/2011

História Trágica Com Final Feliz

Há pessoas que são diferentes. E tudo o que desejam é serem iguais aos outros, misturarem-se deliciosamente na multidão. Há quem passe o resto da vida lutando para conseguir isso, negando ou tentando abafar essa diferença. Outros assumem-na e dessa forma elevam-se, conseguindo assim um lugar... no coração.

19/06/2011

O Rock Nacional que você não conhece!

Quando se fala em rock nacional dos anos 80 logo se pensa em nomes como Legião Urbana, Titãs, Os Paralamas do Sucesso, Mutantes e, no máximo, Casa das Máquinas. Mas o Rock produzido no Brasil na década de 1980 é muito mais vasto e rico!

17/06/2011

Nataraja - Shiva, o Dançarino Cósmico

Nataraja (do sânscrito, significa O Senhor da Dança) é uma representação do deus hindu Shiva atuando como o dançarino cósmico, aquele que executa sua dança divina para destruir um desgastado universo e fazer as preparações necessárias para o deus Brahma iniciar o processo de criação.

Estátua de Nataraja Shiva
Nataraja é frequentemente representado por uma estátua. Esta é feita, na maioria das vezes, de bronze, com Shiva dançando sob uma auréola de chamas, levantando a perna esquerda (e em casos raros, a perna direita) e se equilibrando sobre um demônio ou anão (Apasmara), que simboliza a ignorância. Em uma das mãos, ele segura o Damaru, o tambor em forma de ampulheta com o qual marca o ritmo cósmico e o fluir do tempo. Na outra, traz uma chama, símbolo da transformação e da destruição de tudo que é ilusório. As outras duas mãos encontram-se em gestos específicos. A direita, cuja palma está à mostra, representa um gesto de proteção e bênçãos (abhaya mudrá). A esquerda representa a tromba de um elefante, aquele que destrói os obstáculos. É um símbolo bem conhecido e popular na Índia.

A imagem representa o eterno movimento do universo que foi impulsionado pelo ritmo do tambor e da dança. Apesar de seus movimentos serem dinâmicos, como mostram seus cabelos esvoaçantes, Shiva Nataraja permanece com seus olhos parados, olhando internamente, em atitude meditativa. Ele não se envolve com a dança do universo, pois sabe que ela não é permanente. Como um yogue, ele se fixa em sua própria natureza, seu ser interior, que é perene.

Shiva na forma de Nataraja é também conhecido como "Sabesan" ou como "Sabayil aadum eesan" em Tamil (Sul da Índia), que significa "O Senhor que dança no palanque". Esta representação está presente na maioria dos templos de Shiva no sul da Índia e é a principal divindade no famoso Templo de  Chidambaram.



As formas mais comuns da dança de Shiva são os Lasya (a forma suave de dança), associada à criação do mundo, e os Tandava (a dança violenta e perigosa), associada com a destruição do mundo desgastado. Em essência, o Lasya e o Tandava são apenas dois aspectos da natureza de Shiva, pois ele destrói para criar - derruba para construir novamente.



Nataraja nos diz: "Vá além do mundo das aparências, vença a ignorância interior e torne-se Shiva, o meditador, aquele que enxerga a verdade através do olho que tudo vê (terceiro olho, Ájña Chakra)."





Namastê!

15/06/2011

Crônicas da Tormenta

Confira o mais novo lançamento da Jambô para o cenário Tormenta e para a Literatura Fantástica Nacional!

As fronteiras da fantasia medieval são exploradas em quatorze contos, quatorze visões do mesmo mundo, quatorze histórias de aventura, guerra, tragédia, magia, amor e traição. Ao lado de cavaleiros e ladrões, soldados e menestréis, vigaristas e bárbaros, somos levados em uma jornada por Arton, um dos mais populares universos fantásticos do Brasil.


Crônicas da Tormenta apresenta Arton em todo o seu esplendor e horror, por alguns dos maiores nomes da literatura fantástica nacional. Nestas páginas há pequenas tragédias e vitórias, ao lado de grandes caçadas a monstros e guerras que mudam o destino do mundo. Seus protagonistas são crianças e deuses, guerreiros e artistas. Seus cenários são os salões da nobreza, as tavernas imundas, os campos de batalha sanguinolentos, as estradas empoeiradas, os mares bravios.


Os veteranos encontrarão os locais e personagens que já conhecem, além de descobrir outras facetas deste mundo. Os recém-chegados encontrarão uma terra repleta de magia e maravilhas, num volume que é a introdução perfeita ao cenário — e descobrirão por que não há lugar como Arton.


Organizado por J.M. TrevisanCrônicas da Tormenta conta com os talentos deLeonel CaldelaRemo DisconziClaudio VillaMarlon TeskeAna Cristina RodriguesDouglas MCTRogerio SaladinoLeandro RadrakRaphael DracconAntonio Augusto ShaftielMarcelo Cassaro e J.M. Trevisan, com apresentação de Gustavo Brauner e prefácio de Eduardo Spohr.

Título: Crônicas da Tormenta
Autor: J.M. Trevisan (org.)
Formato: 15,5 x 23 cm, 288 páginas, brochura
Preço: R$ 39,90
ISBN: 978858913463-7

12/06/2011

Equilibrando Chakras através dos Mudras

Para encerrar a série onde aprendemos a utilizar os Mudras para equilibrar nossos Chakras, coloco todos os 7 artigos linkados neste post de uma maneira bem dinâmica e ilustrativa!

11/06/2011

Aliviando a dor de cabeça sem analgésicos!

De 2006 a 2010, o mercado global de analgésicos cresceu 27%, segundo dados da consultoria americana IMS Health. No Brasil, esse segmento movimentou US$ 902 milhões em 2010, número que coloca o país no patamar de líder entre as nações emergentes e sexto maior mercado do mundo (Fonte)...


Imediatismo e Ignorância são duas palavras que descrevem bem a sociedade em que vivemos. O ser humano está tão alienado e vivendo como gado – sendo confinado, apartado, massificado e abatido – que não se da conta nem de si mesmo! Acho que termos como indivíduo e ser pensante vão cair no esquecimento, ou, nem serem mais designados à raça humana.

Aos meus olhos isso é triste, pois vejo a medicina alopática ano após ano se gabar de seu progresso e desenvolvimento e, concomitante a esse “progresso” e “desenvolvimento”, os hospitais, postos de saúde e clínicas particulares cada vez mais lotados! Isso é o progresso deles? Para mim progresso e evolução são o contrário – hospitais e postos de saúde quase vazios!

O que o ser humano precisa é retomar o seu autocontrole, não esquecer a si mesmo e procurar dar mais valor ao seu ser! Uma coisa que me deixa horrorizado é essa enorme banalização e despreocupação no “inofensivo” uso dos analgésicos. O que eu vejo é uma epidemia de hipocondríacos lícitos. Pessoas se matando de trabalhar metade da vida para passar a outra metade se conseguir chegar até lá usando o dinheiro acumulado para pagar por remédios, tratamentos e internações!

Vou me ater nesse post ao assunto dos analgésicos e da dor de cabeça (no meu dia-a-dia 5 de cada 6 pessoas que encontro reclama de dor de cabeça!):

Às vezes os analgésicos podem mais atrapalhar do que ajudar quem está com dor. Caso você tenha alguma lesão crônica e não saiba, o uso em excesso do analgésico irá mascarar o problema e nunca tratá-lo. Isso acontece, pois o medicamento tem uma função pontual, ou seja, aliviar o sintoma, sem combater a causa da dor. As pessoas não querem saber se estão morrendo ou se depois terão uma dor muito maior, elas querem alívio imediato e estão dispostas a consegui-lo do jeito mais fácil: pagando.

É importante saber diferenciar uma dor aguda de uma dor crônica. A dor aguda é um sintoma normalmente relacionado a alguma lesão corporal, como por exemplo, uma batida, um corte ou uma queimadura, que tende a desaparecer em pouco tempo.

Quando essa dor continua por mais de três meses, mesmo depois de tratada a lesão, o cérebro passa a interpretar sinais naturais do corpo como dor. A partir desse momento, a dor deixa de ser um sintoma e se torna uma doença (dentro da visão alopática). E passa a ser classificada como dor crônica. Nesse momento, o uso contínuo de analgésico sem recomendação médica não é sempre eficaz, uma vez que só alivia, mas não trata a doença, o que pode contribuir para gerar danos muito maiores ao organismo!

Se você está com dor de cabeça, ao invés de ir correndo empurrar um analgésico goela abaixo, procure perceber o porquê de essa dor ter se manifestado. E não, isso não vai lhe custar nada! Leva o mesmo tempo que o analgésico leva para fazer efeito. Se questione: Foi uma batida? Do que você se alimentou? Está muito tenso(a) ou nervoso(a)? Com certeza você já sabe a resposta.

A medicina oriental oferece um caminho menos perigoso e mais sadio para combater muitos de nossos problemas! Logo a seguir vou postar dois vídeos ensinado uma forma fisiologicamente equilibrada e mais segura de aliviar a dor de cabeça. Caso a dor continue, aí sim, você deve ir correndo tomar um analgésico procurar por um médico alopata que estará apto a identificar o que está causando a cronicidade desta dor e prescrever uma medicação específica e que deverá ser utilizada por tempo e quantidade limitadas!

06/06/2011

Tantra e uma Vida Sexual mais Equilibrada!

A vida sexual tem sido, se não um problema, uma compulsão para a humanidade. Desde os primórdios da história humana, esta energia primal tem sido mal compreendida. Religiões e moralistas têm atacado o sexo (e a sexualidade) e tentado, exaustivamente, reprimi-lo. Mas a vida sexual continua, não porque o ser humano a respeite, mas porque ele necessita dela. Ele talvez a renuncie, mas ele não pode removê-la de sua mente, porque ela é um dos mais poderosos impulsos de sua existência...

Tantra como ferramenta para o equilíbrio na Vida Sexual.

1.0 O que é Tantra?

Tantra é posição sexual? Tantra é apenas sexo? Tantra é sexo turbinado? Tantra é uma ferramenta para seduzir possíveis parceiros sexuais? Tantra é um meio de conseguir orgias mirabolantes? Tantra é religião? Para vivenciar o Tantra eu preciso abdicar de minha religião?

A resposta para todas estas perguntas é simples: NÃO.

Tantra é uma filosofia que nasceu na Índia há milênios...

Tantra é um mistério, uma descoberta. É a expansão da mente, do corpo e da alma. É viver em harmonia com a força da vida que está ao redor e dentro de nós. O Tantra não é para ser entendido intelectualmente - é para ser vivido, experimentado.

Tantra é um modo de vida. Tantra é viver e aproveitar a vida em seu máximo, sem barreiras, com a mente livre do passado e das expectativas do futuro.

Tantra é muito mais uma atitude em relação à vida, do que crenças, comportamentos ou regras.

Tantra significa amar todas as partes de você mesmo e aprender com elas. Não se julgue "mau" ou qualquer outra coisa, mas aprenda quem você é, se aceite! E, aceitando quem você realmente é – aceitar seu próximo como ele realmente é!

Para os mais catedráticos, a palavra Tantra vem da raiz sânscrita Tan – que significa expansão; e tra – que significa liberação. Assim, podemos interpretar o Tantra como sendo O Caminho da Libertação através da Expansão. É um caminho, uma forma de viver a vida milenar.

Antigos estudantes de espiritualidade na Índia designavam o Tantra como um tipo particular de ensinamentos e práticas que tiveram base em uma antiga sociedade. Com o passar do tempo, estes ensinamentos propagaram-se, misturando-se com diversas outras culturas e correntes filosóficas e religiosas como o Hinduísmo, o Yoga, o Budismo, o Taoísmo, o Vedanta etc. É por isso que, hoje em dia, esses ensinamentos não podem ser resumidos ou delimitados. Mas sim intuídos!  

1.1  Como o Tantra pode ajudar a equilibrar a vida sexual?

No Tantra, a vida sexual tem uma proposta tríplice. Alguns podem pratica-la para procriação, outros por prazer, mas as práticas tântricas procuram convergir sempre para o samadhi (algo como se tornar Uno com o Todo). Ele não mantém nenhuma visão negativa sobre o sexo per si. Ele encara como uma parte de sua sadhana (meio de se realizar).

O tantra, ao contrário de inúmeras culturas patriarcais, instituiu o culto ao feminino e respeito ao masculino. E divergente de nosso atual cenário sociocultural, sexista e machista, no sexo tântrico a mulher é o coração do tantra, é considerada uma deusa (Shakti).

Para nos familiarizarmos melhor, Shakti é o nome que se dá a energia feminina. E Shiva é a polaridade masculina, a consciência que respeita e reverencia Shakti. O Tantra incentiva o entendimento do relacionamento como se este fosse um espelho do relacionamento divino de Shakti e Shiva. Shakti é a energia feminina, essencial no tantra porque simboliza a criação, e Shiva representa o masculino. O tantra lhe ensina a ver o seu parceiro (a) como um deus, você o respeita como uma divindade e vice-versa (mas de uma maneira completamente diferente do O Amor Romântico estabelecido pela psicologia ocidental).

Biologicamente falando, sempre que nos envolvemos numa relação sexual(SEMPRE!) nossos corpos – independente de nossos objetivos e intenções – se preparam para gerar uma nova vida. Isso é fato.

Eu fico me perguntando se esses homens (e suas mulheres também) que são contra o aborto, utilizam camisinha e ejaculam sem fins reprodutivos? Quantas vidas eles não jogaram no lixo? E olha que estou apenas questionando dentro dos termos científicos e biológicos, sem recorrer a qualquer linha religiosa!

O Tantra há milênios percebeu essa relação do sexo com a vida. Não é à toa que a genitália masculina é chamada Lingam, que em sânscrito significa “Bastão de Luz”, “Estandarte da Vida”, “Instrumento de Criação”; e a genitália feminina é chamada Yoni, que, do sânscrito, pode ser traduzida como “Templo Sagrado”, “Passagem da Vida”, “Fonte de Vida”.

Toda vida é sagrada e o sexo é, para os seres humanos, o principal meio de gerar vida! Portanto é, o sexo, também sagrado. E o sagrado não deve ser banalizado, nem crucificado, condenado, subjugado ou reprimido. Mas sim deve ser estudado, respeitado, usufruído, compreendido e contemplado.

Nós sabemos muito bem, pela nossa própria história, o que acontece quando utilizamos o sagrado para fins egoístas e materiais. Não?

Nossa! Acabei me estendendo demais! *risos* Você já deve estar com as vistas cansadas, não é? *Mais risos*

Enfim,  como o Tantra pode ajudar a equilibrar a vida sexual?

Além do que já foi dito acima, tornando-nos conscientes de nós mesmos e procurando harmonizar todo momento de nossas vidas, inclusive os mais impactantes, como o sexo (que nos permite experimentar do prazer e gerar uma nova vida a partir dele).

O sexo no Tantra não é uma coisa vulgar, mas sim sagrada! Por ser sagrado não devemos banalizá-lo. Se você é de alguma religião lhe pergunto, você já foi a alguma missa/culto/ritual de 15 (no máximo 30) minutos e toda realizada sem mais nem menos? Acredito que não.  Há todo um preparo, um rito, um respeito e uma aura de elevação – que geralmente dura uma hora ou mais. O objetivo de uma missa/culto/ritual é fazer com que você se reconecte com a fonte suprema e saia, no final, revitalizado e feliz! Que prolongue ao máximo esta aura de elevação! 

O sexo não é diferente!

Mas qual é a imagem que nós temos de uma relação sexual? 15/30 minutinhos, pouca atenção, um curto período de prazer (orgasmo momentâneo) e depois cada um vira para um lado da cama e, geralmente, dorme exausto, fatigado!

No Tantra o sexo deve ser como uma missa/culto/ritual, elevado, ritualístico, sem pressa, com atenção, doação, complementação, respeito à vida, ao Criador e, ao final, nos deixar revitalizados, nutridos e mais conscientes! Felizes e com este sentimento prolongado por tempo indeterminado!

Utopia?

Eu garanto que não! Mas vou me ater por aqui. Prometo mais posts abordando o tema!

Se quiser se aprofundar mais, recomendo os seguintes posts:


Namastê!

05/06/2011

Equilibrando Chakras através dos Mudras 7

Continuando com a série Equilibrando Chakras através dos Mudras, vamos passar para o último chakra o Sahasrara Chakra...

Sahasrara Chakra (ou Chakra Coronário)

Cor: Violeta, lilás, branca ou dourada.

Número de pétalas: Mil pétalas.

Bija mantram: AUM.

O 7º chakra localiza-se no alto da cabeça acima da fontanela na fissura central, entre o osso frontal e o parietal. Regula a glândula pineal, o sistema piramidal do córtex cerebral, governa o cérebro superiore o  olho direito.

Por ele penetram os sete raios, em especial a energia Fohat de cor verde, que em espiral descendente vitaliza todos os chakras. Encontrando-se com a espiral ascendente vitalizada pela energia Kundalini de cor vermelha, para formar o par energético que sustenta os corpos sutis que formam o conjunto do corpo-veículo nirvânico: Karana Sharira ou Karana upádlii, que formam a tríade superior.

Atua no controle fisiológico e no conhecimento geral dos corpos, desempenhando função sensorial sobre a consciência cósmica e o domínio completo da vida nos planos físico e astral; trabalha o Eu Espiritual (purusha) e tem domínio sobre todos os demais veículos do ser humano. 


Mandala Mudra (Sahasrara Chakra)

Modo: Repouse os quatro dedos da mão direita sobre os da mão esquerda. Una os polegares formando um círculo.

Ação: Facilita a experiência de integração com todo o Universo.

Pratique este Mudra e visualize o Chakra todos os dias em um ambiente calmo e tranquilo pelo tempo que você julgar necessário! 

Namastê! 

Alejandro Jodorowsky no Entrelinhas

Para quem não conhece, uma ótima oportunidade para saber um pouquinho mais sobre este Psicomago!

04/06/2011

Monstros em Arton: Antepassado Anão

Continuando com a Série Monstros em Artone trazendo as versões TRPG de grandes monstros do D&D3.5! Agora com o Antepassado Anão!

Antepassado Anão ND 6

Um antepassado anão é um espírito de um antigo herói anão, resgatado da outra vida pela vontade e orações de um clérigo anão. Surgirá em ajuda daqueles que solicitem o auxílio de Khalmyr ou Tenebra, os pais divinos da raça anã. Quando são convocados pela primeira vez, os antepassados anões entram na estátua de algum grande herói do povo anão, dando-lhe vida. Como resultado, muita gente confunde a primeira vista estas criaturas pétreas com construtos. Os antepassados anões falam idioma Anão.

 Espírito 6, Grande, Leal e Bom

Iniciativa: -1.

Sentidos: Percepção +1, Visão no escuro.

Classe de Armadura: 26.

Pontos de Vida: 67.

Resistências: Fort +13, Ref +3, Von +5.

Deslocamento: 6 m.

Ataques Corpo a corpo: Machado grande +1 (1d12+10/x3).

Habilidades: For 22, Des 8, Con 28, Int 8, Sab 13, Car 14.

Perícias: Atletismo +14, Conhecimento (história) +7, Conhecimento (os planos) +7, Intimidar +10, Percepção +9, Sobrevivência +1 (+3 em outros planos)

Tesouro: Nenhum

Espírito Ancestral: Qualquer anão em um raio de 9m do antepassado anão receberá um bônus de +1 de moral em suas jogadas de ataque e dano.

Incorpóreo: Uma vez por dia, um antepassado anão pode tornar-se incorpóreo até o início de sua próxima rodada. Ativar esta habilidade é uma ação livre que não provoca ataques de oportunidade.

NOTA: Os monstros que estou adaptando para o TRPG são retirados do net-book Compêndio de Monstros, de autoria (Tradutores) de AlanVenic, Medonho, Rodrigo Pagés, Juliano e Deyvid. O meu trabalho é e será o de apenas adaptar os bichanos para as regras do TRPG! ^^v!