Este artigo é uma tentativa de explicar de maneira
ilustrativa e objetiva conceitos universais presentes na maioria dos mitos,
religiões e filosofias da humanidade.
A Origem não originada – O Infinito.
Há um consenso em todas as doutrinas esotéricas e exotéricas
de que existe uma realidade única, com “r” maiúsculo, e essa Realidade é
representada pelo conceito do infinito. Que não possui um início e nem um fim.
Algo que em sua infinitude é impossível de ser completamente realizado por
nossa finitude. A Fonte de Tudo, a Fonte de Si Mesma.
E para a mente humana – finita – qual seria um símbolo
adequado para representar tal essência infinita? Um círculo.
Um círculo perfeito representa o infinito, a Realidade
Última.
No círculo não existe um início e nem um fim, não há ponta
lateral, superior ou inferior. Existe apenas o Todo. Podemos encontrar este
símbolo em todas as culturas existentes, seja na representação do Tao asiático
até na serpente engolindo o próprio rabo, vista em culturas ocidentais e povos
nativos das Américas.
A Consciência Plena – Deus/Demiurgo/Divindade.
Do Infinito nada se pode tirar e nem delimitar. Logo o
Infinito existe e não existe ao mesmo temo. É consciente e inconsciente de Si
mesmo. É o Todo e é o Nada.
Para representar a consciência do infinito (pois o Infinito
em sua infinitude pode tomar consciência de Si Mesmo), utiliza-se um ponto bem
no centro do círculo. A este ponto pode ser designado o papel de Deus, Demiurgo, YAHVEH entre outras variações de acordo com a cultura
de determinada região. Mas em seu estado bruto. Não há criação, ainda, apenas
um latente Criador.
A Inconsciência – O Início da Criação.
Para a Consciência tomar consciência de si, primeiro é
preciso que se torne inconsciente de Si Mesma. Então a Consciência se dualiza.
Luz e Trevas. Consciência e Inconsciência. Isto está bastante evidente na
passagem judaico-cristã onde Deus separa a Luz da Escuridão. Simbolicamente
isto é representado através de um risco no meio do círculo perfeito. Tudo o que
é divino, angélico, espiritual, sutil e imaterial é representado por um risco
vertical. A Dualidade.
Um Mergulho mais profundo – A realidade física/Big Bang.
No anseio de buscar mais profundidade na obtenção da Consciência
Plena, a Divindade começa vibrar em uma frequência maior e mais densa. O sutil
se condensa e explode em Criação. O Universo Físico é criado. Ou melhor. Ainda
está se Criando. Pode-se atribuir a alegoria hindu de Maya (o universo físico –
Ilusão). O firmamento criado por Demiurgo. Agora temos uma cruz dentro do
círculo, dividindo quatro espaços. Fogo, Água, Ar e Terra. Os elementos
responsáveis por formar a matéria. O círculo pode ser considerado como o quinto
elemento (Éter, Akasha, Vácuo, Prana, Chi, Vril...), o elemento responsável por
animar os demais. Além da cruz dentro do círculo, outro símbolo bastante
utilizado para representar este estágio é a estrela de cinco pontas.
O Infinito move o Finito.
Agregando todos os “estágios” e símbolos anteriores temos o
que conhecemos por suástica. E não. Isso não é um símbolo nazista. Apesar de
Hitler ter utilizado este símbolo em sua campanha nazista, a suástica é muito
mais antiga e se encontra em diversas culturas antigas. Como no Hinduísmo,
Jainismo, Budismo, Zoroastrismo... Está no emblema da Seicho-No-Ie, na antiga
Cruz do Sol escandinava, na bandeira de Kuna Yala (Panamá), em tapeçarias dos
índios Navajos (América do Norte) e em diversas outras culturas.
Aqui temos a ideia de que tudo é movido pelo Infinit.
O
Infinito é a Realidade Última responsável por todas as demais realidades. Esta
interação é muito bem ilustrada no símbolo do Yin Yang e na roda do Dharma.
Acredito que agora
ficou mais fácil de entender alguns símbolos que vemos em diversos lugares e
entendermos um pouco mais sobre nós mesmos, não é? O mais importante de tudo
isso é perceber que somos parte do Todo e que a identificação com a linha
horizontal, ou a vertical, ou algum aspecto dentro do círculo é Ilusão. Afinal
o oceano é formado por gotas de água, mas não podemos afirmar que uma gota de
água é o oceano, não?
Namastê!
Texto escrito por Leonardo Triandopolis Vieira











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