DOPPELGÄNGER é um termo alemão para sósia ou duplo de uma pessoa, uma espécie de alma gêmea ou mesmo um fantasma que persegue um indivíduo, confundindo-se com a sua própria personalidade.
Existem muitas divergências sobre o mito do doppelgänger: uns dizem que ele anuncia maus agouros, enquanto outros ditam que é uma representação acentuada do lado negativo de um indivíduo. No primeiro caso, diz-se que ver o seu próprio doppelgänger é um sinal de morte iminente, pois a lenda reza que a pessoa está vendo a sua própria alma projetando-se para fora do corpo para assim embarcar para o plano astral. Em outras circunstâncias, se o doppelgänger é visto por amigos ou parentes, isso é um anúncio de má sorte ou de problemas emocionais que se aproximam. No segundo caso, há quem diga que ele assume o negativo da pessoa para tentar sobre a mesma uma influência negra, de modo a converter a pessoa a fazer coisas cruéis ou simplesmente coisas que ela não faria naturalmente. Ainda existem aqueles que especulam que o doppelgänger seja um tipo de "conselheiro" invisível para a pessoa, seja dando avisos ou implantando ideias. Dado este plano, acredita-se que o doppelgänger somente é visível para quem o tem, e mesmo em tal circunstância ele só pode ser visto espiritualmente, pois ele não se reflete em espelhos ou qualquer superfície física. Estima-se também que cães e gatos podem ver os doppelgänger dos seres humanos, embora isso seja ainda não comprovado. Em parte há quem credite o doppelgänger como sendo o polo oposto de seu dono, ou seja, se a pessoa é boa, o doppelgänger é mau, ou o oposto.
De acordo com alguns estudiosos, o fenômeno doppelgänger é provocado pelo mau funcionamento da junção temporo-parietal, ou seja, uma região do cérebro responsável pela integração de várias sensações (táteis, visuais e de posicionamento do corpo) que constantemente chegam ao cérebro. Montando a forma pela qual se entende o mundo e o posicionamento do corpo em relação ao que está ao seu redor. O mau funcionamento dessa região pode, portanto, acarretar o desacoplamento da percepção inconsciente do corpo e da sua representação no espaço. Quando as sensações táteis, de equilíbrio e visuais não coincidem entre si, a compreensão da localização do corpo e do que é pessoal ou extrapessoal perde-se, e tem-se a origem da intrigante sensação extracorpórea, o que poderia explicar a visão do doppelgänger e a origem deste mito.
No Esoterismo.
Dentro de algumas tradições, principalmente as espíritas, o duplo etérico é o corpo formado pelo perispírito quando revestido com os eflúvios vitais - emanações neuropsíquicas (Ectoplasma) que pertencem ao campo fisiológico, corpo físico. Ou seja, o corpo espiritual que é utilizado nas projeções astrais. Visualmente é o mesmo corpo físico de quem o projeta. Ele pode ser visto nas seguintes ocasiões: em desdobramentos, imediatamente após a morte ou dias e até meses após a morte, se o indivíduo foi muito apegado à sua vida terrena. Esse fenômeno pode, também, ter servido de gatilho para o surgimento do mito doppelgänger.
Casos Clássicos.
A mais conhecida história envolve Emili Sagée, uma professora de francês da Letônea. Em 1845, diversos alunos teriam visto Emili "bilocar". Certo dia, sua sósia teria sido vista ao lado dela, imitando seu gesto de escrever no quadro-negro, mas sem usar giz. Em outra ocasião, a sósia teria sido vista parada, enquanto Emili de carne e osso caminhava.
O escritor francês Guy de Maupassant disse ter sido perseguido pelo seu doppelgänger. Certa vez seu sósia teria entrado no seu quarto, se sentado diante dele e começado a ditar o que Maupassant estava escrevendo.
Consta também que o poeta alemão Johann Wolfgang Von Goethe cavalgava um dia por uma estrada, quando teria visto um outro homem, seu sósia perfeito, vindo em sentido contrário, também montado a cavalo e vestindo um traje cinza com detalhes em dourado. Oito anos mais tarde, Goethe cavalgava novamente pela mesma estrada, mas no sentido contrário. Foi quando teria se dado conta de que vestia uma roupa semelhante à do sósia que vira oito anos atrás. Teria Goethe vislumbrado seu próprio futuro?
A rainha Elizabeth I da Inglaterra ficou chocada ao ver seu doppelgänger repousando em seu leito. A rainha morreu pouco tempo depois. A ocasião foi, inclusive, assunto dos jornais da época.
John Donne, poeta Inglês do século XVI, cujo trabalho muitas vezes aflorou assuntos voltados para metafísica, foi visitado por um doppelgänger enquanto ele estava em Paris - e não o seu, mas o de sua mulher. Ela apareceu-lhe para mostrar um bebê recém-nascido. Sua esposa estava grávida na época, mas a aparição foi um sinal de grande tristeza. Ao mesmo momento que o doppelgänger apareceu, sua esposa havia dado à luz um filho natimorto.





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