Os quatro C's que resultam no grande A

Um singelo rascunho de como eu compreendo atualmente a vida. Contemplação. Compreensão. Carinho. Compaixão. Atributos essenciais para trabalharmos nosso Ser...

A MAGIA NOSSA DE CADA DIA.

Milhares de vozes orgânicas transformadas em ondas de rádio e ondas eletromagnéticas que viajam de maneira invisível e imperceptível, na velocidade da luz...

INSATISFAÇÃO SEXUAL E A OBLITERAÇÃO DO SER.

Sexo é pecado? É antinatural? O que é o SER e o que isso interfere na insatisfação sexual...

O Terror do Amor

Ter amor é opiofágico. É um ciclo vicioso. Uma moeda de dois lados – o lado do ter e do não ter. Enquanto há algo para se consumir, o ter prevalece e a falsa felicidade impera, quando já se consumiu todo amor...

A FELICIDADE NÃO É REAL.

Tampouco a infelicidade. Descubra o porquê...

28/06/2010

Seis Mulheres, Seis Instrumentos e música de qualidade!

Para este post separei seis vídeos com seis musicistas de instrumentos distintos mostrando o poder do feminino cuja arte se desnuda até no nome: Música (Arte das Musas). Não é o sexo que define quem é bom e quem não é, mas sim o grau de envolvimento e entrega!...


Tina Guo - Cello


Tal Wilkenfeld - Baixo


Orianthi - Guitarra (esperem até o solo!)


Hiromi Uehara - Piano


Febby - Bateria


Vika - Teclado

23/06/2010

A música e os animais


Voltando aos artigos de Musicosofia, vamos começar a pincelar a relação da música com os demais seres vivos do nosso planeta...

A história da música pode ser muito, muito antiga. Recentemente, foram encontrados na Eslovênia instrumentos musicais, flautas feitas de ossos perfurados, com a data provável de cinqüenta e dois mil anos atrás.

Mas, se depender de biomusicólogos, a história da música pode retroceder até, pelo menos, há sessenta milhões de anos quando as primeiras baleias apareceram nos oceanos: eles partem do princípio que esses mamíferos (e outros) também criam o que chamamos de música.

O som, há milênios, vem sendo utilizado nos processos terapêuticos. Os iogues já utilizavam-no nos mantras: com os mantras, sons e ultra-sons são vocalizados.

Foi descoberto no Egito, em 1889, um papiro de cerca de quatro mil e quinhentos anos atrás, que revelava a aplicação de um sistema de sons e de músicas, tanto instrumentais quanto vocais, no tratamento de problemas emocionais e de algumas doenças.

Segundo a mitologia grega, era Asclépio, filho de Apolo, quem tratava seus doentes fazendo-os ouvir cânticos considerados mágicos.

Para Platão, a música era o "remédio da alma" e, por sua vez, a alma se condicionava ao corpo, assim como o corpo pela ginástica.

Demócrito afirmava os efeitos curativos do som da flauta doce.

Atualmente, já se sabe que, cientificamente, os sons produzem efeitos benéficos (e maléficos). A utilização de sons com fins terapêuticos é a musicoterapia.

A musicoterapia é a utilização da música ou de seus elementos (melodia, som, ritmo e harmonia), com o objetivo de promover mudanças positivas físicas, mentais, sociais e cognitivas em seres com problemas de saúde ou de comportamento.

A musicoterapia deve ser aplicada por musicoterapeuta qualificado. Qualquer tipo de música pode ser terapêutico.

Os sons também são usados com/nos animais: há experiências demonstrando que determinadas músicas aumentam a produção de leite em vacas leiteiras (o que é condenável), podem acalmar aves, etc.

Pesquisadores da Universidade do Canadá, desenvolveram um estudo sobre os benefícios da musicoterapia para os animais. Segundo eles, cães e gatos submetidos a sessões de música, são mais dóceis e alegres do que os demais. Na Inglaterra, a musicoterapia para animais também não é novidade.

Segundo estudiosos, a música harmônica pode provocar oito efeitos positivos em animais (e humanos):

- anti-neurótico;
- anti-distônico (relaxante);
- anti-estresse;
- sonífero e tranqüilizante;
- regulador psicossomático;
- analgésico e/ou anestésico;
- equilibrador do sistema cárdio-circulatório;
- equilibrador do metabolismo profundo.

A música atinge diversos órgãos e sistemas dos animais: o cérebro, os pulmões, o aparelho digestivo, sangue e sistema circulatório, pele e mucosas, músculos e sistema imunológico.

Na Universidade de Michigan (EUA), médicos pesquisadores descobriram que o som de harpa ocasiona efeito calmante e solos de violino podem eliminar certas dores.

O Dr. E. Gall (médico), localizou no cérebro humano (que nada mais é do que um cérebro de mamífero), áreas capazes de gerar bloqueios aos estímulos dolorosos, provenientes das vias nervosas - tudo levando a crer, que com os demais mamíferos também seja assim.

Os estímulos sonoros, segundo sua qualidade, podem produzir efeitos positivos ou negativos. As ondas sonoras são captadas pelo pavilhão auricular e chegam ao conduto auditivo e ao tímpano, cujas vibrações atingem o ouvido médio, onde são convertidas em impulsos nervosos. Esses impulsos chegam ao cérebro através do nervo ótico e ali são interpretados. Segundo a qualidade harmônica do som, são produzidos efeitos positivos ou negativos, benéficos ou não ao sistema psicobioenergético.

As fibras nervosas convertem o som captado em estímulo nervoso. O encadeamento de estímulos produz efeitos no organismo de humanos, animais e plantas. A música calma, harmônica, determina um efeito analgésico ou anestésico. O efeito oposto ocorre com sons estridentes, muito fortes, desarmônicos, que criam hiperestimulação das células nervosas e estresse nos neurônios.

Alguns autores recomendados por sua música, com efeitos benéficos: Mozart (efeito antidepressivo), Beethovem (estimula sentimentos superiores, intensos), Bach (estimula a introspecção, efeito repousante), Vivaldi (efeito relaxante), música barroca, música renascentista, etc. Os sons da Natureza (chuva, vento, mar, rio, etc) também são terapêuticas, pois tendo uma vibração constante, proporcionam bem-estar e relaxamento.


Extraído de artigo escrito por Dra. Martha Follain