20/04/2010

Os quatro C’s que resultam no grande A


Um singelo rascunho de como eu compreendo atualmente a vida. Contemplação. Compreensão. Carinho. Compaixão. Atributos essenciais para trabalharmos nosso Ser...

Dizem que a alma não tem idade, é plena. É o agora, nunca o antes ou o depois. Por isso a criança é plena, o jovem é pleno, o adulto é pleno e o idoso é pleno! Quem assim a vida vê, sabe que não existem amigos nem inimigos, apenas mestres. Todos nós somos grandes instrutores, e com todos aprendemos.

Sendo assim compartilho com vocês, mestres meus, uma fórmula que está me ajudando muito a descobrir sobre mim e a pacificar minhas atitudes! A fórmula é a seguinte:

c + c + c + c = A

O primeiro c significa contemplação; o segundo, compreensão; o terceiro, carinho e o quarto, compaixão. Estes quatro aspectos quando trabalhados interiormente, de forma a somarem-se no âmago de cada ser, resultam no A absoluto, que é pura e simplesmente Amor. Mas para entendermos melhor este amor com "a" maiúsculo é preciso discorrer um pouquinho mais sobre o que cada c representa.

Contemplação

A contemplação é o equilíbrio entre a compulsão e a repulsão. Imaginemos que toda a vida é um imenso jardim com flores em constante desabrochar, cada pétala aberta libera uma fragrância que pode provocar três reações em nós: Repulsão, Compulsão e Contemplação. Quando repudiamos, negamos a oportunidade de desfrutar do desabrochar flóreo, tornamo-nos ignorantes quanto à magia e beleza do jardim e suas flores. Quando agimos compulsivamente, acabamos por querer a flor e seus atributos apenas para nós mesmos e, com isso, acabamos por arrancar a flor da terra que a nutre e a privamos de oxigênio e nutrientes, matando-a rapidamente e ficando sós e com uma experiência curta e frustrante. Mas quando contemplamos, somos capazes de perceber toda a relação da flor com a terra, o ar, o céu, nós mesmos e o mundo que compartilhamos! Passamos a tratá-la com respeito e liberdade, regando-a quando há seca, adubando quando a terra carece de nutrientes e, assim, vemos que a beleza está em todo o jardim e da mesma forma que a flor dá sentido ao jardim, o jardim também dá sentido à flor. A harmonia é estabelecida e damos o primeiro passo para a compreensão.

Compreensão



Nós somos o ambiente em que os outros vivem. Compreender é não julgar, é ver sem ver. Os olhos são plenos e não dicotomizados (Isso é bom ou isso é ruim...). A compreensão surge da constante contemplação. Quando permitimos que as coisas sejam o que elas realmente são, sem dar atributos e qualidades a tudo, podemos compreendê-las! É não julgar, é não acreditar e nem acreditar, mas apenas ouvir, ouvir e ouvir. Enquanto apenas ouvimos, os zumbidos e barulhos ilusórios se enfraquecem diante do constante mantra da sabedoria e, assim, podemos escutar a verdade única de cada um! Compreensão!

Carinho

Quando contemplamos e compreendemos, tomamos conta de que o carinho está em todo lugar. A terra acaricia nossos pés, o vento massageia nossa pele e cabelos, o sorriso acalenta nosso espírito, e assim, infinitamente! Então olhamos para nossas mãos e nos damos conta de que elas foram feitas para curar.

O nosso primeiro lar foi um corpo humano, que nos concebeu, acolheu e forneceu todas as condições para que pudéssemos desfrutar do milagre da vida, e mesmo antes de nosso primeiro inspirar, fomos ajudados por mãos carinhosas a concretizar este milagre! Qual ser vivo, seja homem ou animal, não gosta de um toque carinhoso que nos proporciona uma sensação de bem-estar! O carinho não é apenas físico e tátil, ele pode se manifestar de todas as maneiras possíveis, basta contemplarmos e compreendermos!

Compaixão


Ser carinhoso, caridoso, nos conduz à compaixão. Ser compassivo não é ter pena ou dó do outro, mas sim ser plenamente contemplativo, plenamente compreensivo e plenamente carinhoso! A plenitude nas atitudes e nos pensamentos é a mais pura compaixão. Se um coração compassivo é ferido, ele não se rompe, ele queima. E a chama que dele emana torna-se uma tocha em seu caminho! O caminho, por sua vez, é iluminado pela tocha que, ao invés de se autoconsumir, se transforma em um fogo intenso que consome o portador e o transforma não em uma luz, mas sim em uma sombra consciente e plena de:



 AMOR


Uma forma que muito me fortalece na senda dos quatro C's é a seguinte técnica meditativa do Ho'oponopono:

Sinto Muito. Me perdoe. Te amo. Sou Grato.

Procure sempre pensar nestas quatro orações, não procure por um sentido lógico ou um insight mágico, muito pelo contrário, apenas diga para si mesmo (a) as palavras e as ouça, apenas ouça e, quando menos perceber, sentirá passar pela contemplação, compreensão, carinho e compaixão!

Última observação

Não reclamo nada do que foi dito aqui como saber absoluto, matemática exata ou puro conteúdo egóico de minha pessoa. Mas sim agradeço à vida que permite o saber que aflora a todo o momento de todos os cantos e de todas as formas!

Namastê!


Texto escrito por Leonardo Triandopolis Vieira

2 comentários:

Lindo... simplesmente era o que precisava ler para me inspirar nesse momento!
Joseane

Obrigado Senhor,por colocar estas palavras em todo meu ser foi como uma viagem iluminando cada espaço vazio se ainda tinha duvidas agora não as tenho mais C+C+C+C=AMOR bjos Marilene Lopes, formanda2011 em cursos em Ayurveda.

Postar um comentário

Olá, Obrigado por visitar o Liber Imago!
Espero que tenha gostado do conteúdo e, se puder deixar sua opinião,
será de muita valia para que eu possa estar sempre melhorando e
alimentando com material de qualidade o Liber Imago!

Namastê!