29/03/2010

Yin, Yang e Ki


Saiba um pouco mais sobre estes três conceitos tão importantes tanto para a filosofia quanto para a saúde no ponto de vista oriental!


Yin e Yang

Yin e Yang são conceitos centrais em filosofia, ciência e cultura no Japão e na China. Estabelecidos a partir da observação da natureza e da sociedade, eles acabaram por constituir a base da medicina tradicional chinesa que mais trade chegou ao Japão.

A teoria do Yin-Yang foi elaborada pela primeira vez no antigo livro chinês I Ching, cujo original data mais ou menos do Segundo Milênio a.C. Na época de Confúcio, ele já era bastante difundido; o filósofo acrescentou seus próprios comentários no século XV a.C.

No livro, o conceito Yang era representado por uma linha continua "_______" que indica direção e movimento; enquanto o Yin era representado por uma linha partida "___ ___" sugerindo espaço e quietude. Yang era considerado masculino e Yin, feminino; e toda vida era interpretada como sendo dependente de sua interação harmoniosa. A luz, o calor e a passagem do tempo se associavam ao sol se movendo pelo firmamento ou céu. A terra oferecia nutrientes naturais, comida dos campos, abrigo e repouso. A mudança de estações e o ciclo de dias e noites eram vistos como uma indicação natural da interação Yin e Yang.

Ao contrário da ideia ocidental dos opostos, herdada da antiga filosofia grega, as qualidades contrastantes do Yin e do Yang são consideras complementares e interdependentes. Eles criam e controlam uma ao outro. Quando o Yin cai, o Yang se expande e vice-versa, mas não existe o absoluto. Nada pode ser completamente Yin ou completamente Yang. Cada um possui sementes do outro: o mais profundo Yin está contido no mais profundo Yang; e o mais profundo Yang está contido no mais profundo Yin.

Como tudo possui características dos dois conceitos em graus variados, as coisas só podem ser Yin ou Yang em relação uma a outra. Em relação ao sol, a lua é Yin (Fria, Densa); mas mesmo o pálido luar é Yang em relação à noite e as cavernas escuras que nunca recebem luz.

Ki (Prana, Vril)

A visão oriental da vida, da natureza e do corpo baseia-se firmemente na noção de uma força vital, ou energia sutil, que é similar aos conceitos de Prana dos indianos ou ao Vril dos egípcios. A essa força damos o nome de Ki (ou Chi).

O Ki se origina a partir da interação de Yin e Yang, e é a substância primária do do universo. Esta forma de compreensão está presente nas culturas orientais há milhares de anos. Assim, dizemos que todas as coisas são formadas de Ki e que cada coisa diversa é determinada e caracterizada pelo seu Ki. O Ki engloba o material e o imaterial. Em sua forma mais "pura", é sutil e rerefeito; é a "substância sem forma". É mais Yang. A matéria, por outro lado, é uma forma condensada, "mais lenta" de Ki. É mais Yin. Pode parecer um paradoxo que o Ki exista como matéria e como não-matéria, mas basta pensarmos em termos de transformação e mudança. Veja o universo, em seu fluxo constante, vemos a interação de Yin e Yang – matéria e não-matéria.

O ser humano é o resultado do Ki da terra e do céu. A união do Ki do céu e da terra é chamada de Ser Humano. ( The Yellow Emperor's C.100 a.C)

1 comentários:

No ocidente o conceito mais próximo de Ki é o Orgônio, (re)descoberto por Wilhelm Reich, que desvendou a existência desta força vital distribuída por todo o cosmo, ainda que concentrada nas formas de vida. Este cientista chegou até a criar equipamentos para acumular o Ki/Orgônio corporal e para manipular o Ki/Orgônio atmosférico, desenvolvendo intuitivamente uma nova tecnologia baseada nos cinco elementos. Tudo isso sem nunca ter entrado em contato direto com as teorias orientais.

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