09/02/2010

Os Mudras de Buda

Mudra é uma palavra que tem origem no sânscrito e significa literalmente "selo"; é apresentado como gesto, posicionamento místico das mãos ou como símbolo. São posturas feitas com as mãos – juntas ou individualmente –, com os dedos ou o corpo, e representam determinados estados ou processos da consciência. Mais ainda, podem levar aos estados de consciência que simbolizam.







Os Mudras e Buda

O significado espiritual das mãos encontrou sua expressão mais perfeita na arte budista, entre os séculos II e IV. Os artistas deste período utilizaram de seis mudras para representar determinados momentos da vida de Buda e sua doutrina.

Sabemos pouco sobre o Buda histórico que deve ter vivido entre 560 e 600 a.C. As biografias sobre seu nascimento e vida têm um caráter fortemente lendário. Dizem que por ocasião de seu nascimento um brilho maravilhoso encheu o universo, e todos glorificaram a vinda da criança que cresceu na abastança, longe dos sofrimentos e misérias do mundo. Depois de casado, aos vinte e nove anos de idade, ele decidiu sair de casa e durante seis anos procurou entre os sábios ascetas de seu tempo os ensinamentos que ansiava. Decepcionado, afastou-se de todos e sozinho, em profundo estado meditativo, encontrou a Iluminação. O primeiro nome do jovem príncipe era Siddhartha, aquele que atingiu seu objetivo. Muitas vezes ele é chamado também de Gautama, o nome de um vidente, ou Shakyamuni, o eremita da tribo dos Shakyas.

Inicialmente não havia nenhuma representação plástica do Buda que havia pregado a extinção de tudo o que fosse formal. Sua imagem era invocada em elementos referentes à sua vida: por pegadas, pela figueira sagrada, pela roda da lei, por um trono, "stupas" e coisas semelhantes. As primeiras iconografias retrocedem ao período das conquistas de Alexandre, o Grande, que em 325 a.C. chegou até a Índia. Para os helenos era impossível adorar um deus do qual não podiam fazer imagens. Esta ideia produziu muitos frutos, sobretudo nas artes.

Fonte: Viver Zen

 

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