– Pai, por que eu só sonho com dragões? – questionou o jovem rapaz, que havia recém completado sete anos.
– Por quê? – suspirou o pai, que ajustava a gravata ao redor do pescoço.
– É. Desde o meu aniversário de cinco anos. Não me lembro de uma noite sequer em que eu não tenha sonhado com estas criaturas fantásticas.
– Oras Carlos... – o pai calçava os sapatos. – Você deve estar lendo muitos quadrinhos e histórias de fantasia ultimamente.
– Não!
O pai, vendo que os olhos do garoto ganhavam um semblante reptiliano, suspirou profundamente.
– Está bem, mas antes eu quero que você se acalme. Ok? Pois vou abrir logo o jogo. Afinal de contas, neste mundo, somos apenas eu e você. Não é?
O garoto se refez.
– Vá até a estante ali – o pai indicou com a cabeça – e me traga aquele livro com a capa de "pele de cobra".
Carlos pegou o livro. Abriu-o e não entendeu uma palavra do que estava escrito.
– Não entendo uma letra sequer. Em que língua está?
– Na língua dos... Dragões.
Agora eram os olhos do pai que assumiam um semblante reptiliano.




2 comentários:
Arrepiei. Sério.
Boa LD...
Gostei do Nome do garoto.
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Namastê!