Os quatro C's que resultam no grande A

Um singelo rascunho de como eu compreendo atualmente a vida. Contemplação. Compreensão. Carinho. Compaixão. Atributos essenciais para trabalharmos nosso Ser...

A MAGIA NOSSA DE CADA DIA.

Milhares de vozes orgânicas transformadas em ondas de rádio e ondas eletromagnéticas que viajam de maneira invisível e imperceptível, na velocidade da luz...

INSATISFAÇÃO SEXUAL E A OBLITERAÇÃO DO SER.

Sexo é pecado? É antinatural? O que é o SER e o que isso interfere na insatisfação sexual...

O Terror do Amor

Ter amor é opiofágico. É um ciclo vicioso. Uma moeda de dois lados – o lado do ter e do não ter. Enquanto há algo para se consumir, o ter prevalece e a falsa felicidade impera, quando já se consumiu todo amor...

A FELICIDADE NÃO É REAL.

Tampouco a infelicidade. Descubra o porquê...

29/07/2009

A Escala Harmônica, a Física Quântica e os Símbolos.


A Física Quântica nos mostra que tudo é feito da mesma energia. Que vibra em diferentes freqüências gerando tudo que vemos e experenciamos, no que chamamos de universo. Exatamente como vimos aqui.


As notas musicais são vibrações sonoras comunicadas através do ar, de acordo com cálculos baseados em proporções matemáticas precisas.


Por exemplo:


Quando vibramos a corda Lá de um violão, juntamente com a nota Lá fundamental, outras notas, chamadas de harmônicos, são emitidas em uníssono com a fundamental, que ao soarem em conjunto, emitem o tom da escala de Lá.


A isso damos o nome de escala harmônica, composta sempre de sete notas (pelo padrão ocidental).


Por isso, na escola ocidental, as notas musicais são em número de sete: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si, além das notas acidentadas por bemóis (b) e sustenidos (#), perfazendo um número de doze sequências harmônicas possíveis: Dó, Dó#, Ré, Ré#, Mi, Fá, Fá#, Sol, Sol#, Lá, Lá# e Si, com diferença de um tom entre as notas, com exceção dos intervalos de Mi para Fá e de Si para Dó, onde o intervalo é de meio tom.


Com base nestes conceitos, e no uqe discutimos nos posts anteriores. Podemos fazer alguns paralelos e chegar a algumas conclusões filosófico-musicais:


*Cada nota separadamente é uma unidade que existe por si só, porém contendo dentro de si o setenário da escala tonal enquanto possibilidade;


*O bicorde (junção de duas notas) é a primeira manifestação de composição musical;



*O acorde (junção de três notas) fundamental mais a terça e a quinta, é a manifestação da harmonia básica;


*O setenário (ou 3+4) representa as sete notas da escala, ou o ternário do mundo divino unido ao quaternário do mundo material. Representa também os sete planetas conhecidos dos antigos e todos os arquétipos relacionados a eles, tais como os pecados e virtudes capitais;


*As sete notas podem ser relacionadas com os chakras, as cores e as glândulas do corpo humano (de acordo com suas frequências vibracionais):


Dó – Vermelho – Gônadas – Muladhara Chakra

Ré – Laranja – Supra-renais – Swadhisthana Chakra

Mi – Amarelo – Pâncreas – Manipura Chakra

Fá – Verde – Timo – Anahata Chakra

Sol – Turquesa – Tireóide/Paratireóide – Vishuddha Chakra

Lá – Índigo – Pituitária/Hipófise – Ajna Chakra

Si – Violeta – Pineal/Epífise – Sahasrara Chakra



*O duodenário representa as doze notas possíveis da escala, e todos os arquétipos relacionados ao número doze: signos do zodíaco, os meses do ano solar, os apóstolos...


*Etc.


Dentro deste contexto vibracional, podemos vislumbrar o poder que a música tem, ou não. Uma vez que tudo é vibração, é preciso estar em uma mesma frequência para que sejamos alterados pela mesma. Os antigos relacionavam seus deuses com as escalas musicais, eles também sabiam que sentimentos eram vibrações, e por isso construíam sua música com todo o cuidado de não desequilibrar a harmonia vibracional existente.


Quem sabe a nossa existência não seja apenas o soar de uma nota na sinfonia do infinito!


Bom, por hoje é só!





24/07/2009

Um Mundo Perfeito – Mais um ponto para a literatura fantástica!


Não posso negar que estou maravilhado com a produção de literatura fantástica brasileira! Nestes últimos anos, tantos títulos bons, em uma diversidade tão grande, e chegando às prateleiras das livrarias não por uma única editora, mas por várias!


De Roberto de Sousa Causo, Claudio Villa, André Vianco, Leonel Caldela, Helena Gomes a tantos outros mais! Vão preenchendo os espaços de minha estante com grandes jóias de nossa literatura contemporânea. Eu me sinto muito feliz por estar participando destes acontecimentos, no papel de leitor e apreciador destas obras!


E, motivado por esta onda efervescente de novos autores, que, através do skoob e do próprio autor, conheci e, logo em seguida, vim adquirir a excelente obra de ficção e suspense Um Mundo Perfeito.



Assinada pelo Leonardo Brum (meu chara!) e publicada pela Novo Século, Um Mundo Perfeito é uma leitura obrigatória para quem aprecia os gêneros suspense e ficção. Com um texto bem escrito e ágil, o livro nos conta o mistério por de trás do desaparecimento de todos os 207 moradores da ilha de Pedra-Luz.


Um livro breve, porém fantástico! Enveredando pelo famoso jargão "Cuidado com o que você deseja. Pois um dia pode ser realizar.", Leonardo Brum nos insere em um Brasil de piratas, tesouros amaldiçoados, pessoas com dons paranormais e criaturas demoníacas!


Este é mais um daqueles livros que se tornam impossíveis de resenhar sem entregar algum mistério por de trás da trama. E é por isso que termino por aqui, deixando apenas a minha impressão, que foi uma das melhores!


Um Mundo Perfeito foi uma das melhores leituras do gênero que chegaram até minhas mãos nestes últimos meses, e se você estiver interessado em saber o que aconteceu com os habitantes da ilha de Pedra-Luz, aconselho a leitura desta grande contribuição para a literatura nacional!


Saiba mais sobre o livro Clicando Aqui.

21/07/2009

Universo Independente: Zip – Sistema Compacto de RPG + Sorteio


Descrição: Muitas situações do dia-a-dia são propícias para um jogo de RPG, como um dia chuvoso na praia ou um congestionamento de trânsito, por exemplo. Geralmente, porém, você estará sem as suas planilhas de personagem, seu livro de regras, e seus dados, e mesmo que esteja com eles não terá espaço e tempo disponível para um jogo "convencional" de RPG. Você precisa de algo mais simples, e mais rápido.


Zip é um sistema de RPG que dispensa lápis, papel e dados, além da mesa para colocar tudo isso. As regras são simples para que você não precise carregar o livro de regras consigo. Tudo que você precisa é de uma moeda! Essa simplicidade o torna indicado para iniciantes, uma introdução para outros sistemas.


Autor: Paulo Micchi.


Minha Opinião: Zip é, sem dúvida alguma, uma excelente e criativa alternativa para se jogar RPG de maneira simples e rápida. Nele você não utilizada dados (apesar de poder utilizar), apenas uma moeda ou no par ou impar (mesmo!) e você já está pronto para jogar!


O Zip é excelente para se jogar durante uma viagem longa, testado e aprovado!


Com uma mecânica bem simples, baseada em dois pontos: Ponto Forte e Especialização. Onde você escolhe um ponto forte entre os atributos Força, Agilidade, Carisma e Vitalidade, já a especialização é criada e oferecida pelo mestre. O Ponto Forte e a Especialização oferecem bônus para os testes realizados pelo personagem.


Os testes são realizados contra um dos três níveis de dificuldade (Baixo, Médio, Alto) que definem quantos sucessos você terá que conseguir em uma quantidade determinada de jogadas (Coroa = Sucesso, Cara = Falha). Simples e prático!


Sorteio: Para contemplar e divulgar esta excelente iniciativa rpgística, vou sortear um exemplar da versão impressa (que esteve à venda na RPGCon) aqui no Liber Imago! Para participar, basta deixar um comentário! O resultado será divulgado aqui no dia 28/07 e o vencedor receberá o Zip (versão impressa) em sua casa!


Mais: Se você quer saber mais sobre o Zip, é só clicar aqui.


18/07/2009

Jogo Online: Little Wheel

Little Wheel é um jogo super bacana com um visual steampunk. Uma boa alternativa para se passar o tempo, quando não se tem muito o que fazer na net!

História:
Era uma vez um mundo de robôs... Mas um dia, um terrível acidente aconteceu: o Gerador - a fonte de toda vida dos robôs - parou de funcionar! O mundo caiu em um sono profundo. Resta a você trazer a vida de volta ao mundo!

Comandos: Apenas o mouse.

Para jogar clique na imagem.

Little Wheel
Começar o Jogo

17/07/2009

Jade (Npc para Sistema Daemon )


Jade é uma jovem nipônica, magra, cabelos negros, 1,50 de altura, idade aparente 16 e idade real 97 anos!


Mie Kagemura era o nome da atual anjo Protetore da herarquia dos Virtudes. Morta aos dezesseis anos, em um acidente de trânsito ocorrido em 1911 no Japão, Mie teve sua alma selecionada para as fileiras angelicais graças ao seu anjo da guarda Takeshy.


Tornou-se uma anjo Protetore e, por demonstrar uma paixão pela tecnologia desenvolvida pelos humanos, abraçou a hierarquia dos Virtudes, os anjos tecnocratas e foi rebatizada como Jade.


No ano de 2000, Jade se apaixonou por um mortal, um hacker conhecido como Ted-K-777, o qual sempre procurou proteger e nutrir seu amor platônico. Mas há poucos dias seu amado foi raptado por uma sociedade secreta, que descobriu a relação do mortal com a anjo, e planeja capturá-la.


Jade está muito irritada e pretende salvar o seu amado a qualquer custo. Desobedecendo a ordens da Cidade de Prata, a anjo abriu um portal e veio com seu corpo angelical para o mundo físico. Ela esta a procura de corajosos que possam ajudá-la nesta empreitada.


Ficha de Jade


Pontos de vida: 14 (17)


Atributos: CON14, FR13 (+6),DEX15, AGI 18, INT20,WILL20,CAR 20


Perícias: Ciências (Computação 70%), Concentração 50%, Conhecimento de Casta (protetore 50%), Eletrônica 60%, Inglês 30%, Português 30%, Espanhol 25%, Pesquisa 70%.


Aprimoramentos: Contatos 1, Detecção de Magia 3, Senso Numérico 1.


Poderes Angelicais: Aumento de Atributos (Força) 2, Asas Astrais 2, Entender Dispositivo, Sentir Magos, Sentir Demônios, Benção 1(Abençoar), Regeneração 1.


12/07/2009

Universo Independente: Café Espacial!

Se tem uma coisa em que eu não me arrependo de gastar o meu dinheirinho suado, tirando RPG e livros, essa coisa é publicação independente (Quadrinhos, fanzines, revistas...).

Aproveitando minha ida a São Paulo para participar do RPGCon, dei um pulo na COMIX e comprei algumas produções independentes, como Tempestade Cerebral, Cometa e, que até então eu não conhecia, Café Espacial.


E é sobre a Café Espacial que eu quero falar neste post:


A Café Espacial é uma publicação independente, sem fins lucrativos, que tem a intenção de registrar e resgatar a força e o potencial cultural das histórias em quadrinhos, da literatura, contos e entrevistas. Enfim, das artes como um todo.


A revista é fruto de um esforço coletivo, onde todos os envolvidos colaboraram de maneira direta e sem visar o lucro, enfatizando apenas a divulgação da cultura. A revista tem a colaboração de grandes artistas e profissionais da área, como Fábio Lyra, Laudo Ferreira, DW, Samanta Flôor, Mario Cau, Ebbios, Fernanda Chiella, entre outros.

A Café Espacial traz em suas páginas as seções Café literário (contos); Além do cinema; Mais uma dose (com estudos sobre os mais diversos aspectos culturais); Arte revelada (fotografias); e a Cafeína pura! (música, sempre com bandas entrevistadas e resenhas de materiais). (Extraído do site da revista)


Atualmente em sua quarta edição, esta publicação me surpreendeu muito! Não só a qualidade do material, mas o conteúdo que "enche a xícara" transborda de tão bom que é. Cada edição é recheada com quadrinhos, contos, entrevistas, música e matérias relacionadas com arte em geral.

Destaco aqui a excelente história em quadrinho, intitulada A Chuva e assinada pelo Mario Cau, muito bem conduzida e ilustrada (presente na edição #2), o conto A Coadjuvante, escrito pelo Leonardo Siviotti, uma bela jornada pelo Sonhar (presente na edição #3); e a matéria O Papa é pop. E o Buda?, escrita pelo Elias Lacoski, que até me fez exclamar em voz alta " Esse cara sabe das coisas!" (presente na edição #5). Isto, só para mostrar o que você pode encontrar nesta revista e atiçar os mais curiosos.


A revista custa a bagatela de 5 reais (6 reais para todo o Brasil, com o frete já incluso!), ou seja, mais de 200 páginas de arte e informação por 20 reais! Isso é muito bom! Muito melhor do que gastar 10 reais por 0,00001% da história do Ninja Xaruto em um mangá (nada contra quem curte!).

Bom, fica aí a dica. E isto me rendeu a idéia de manter uma coluna aqui no Liber sobre as publicações independentes que estão circulando por aí! E pro próximo post sobre este tema vou falar sobre a Tempestade Cerebral!

11/07/2009

Filhos de Ganesha (Adaptação para sistema Daemon)


A Ásia é o maior continente da Terra, com 8,6% da superfície planetária (ou 29,4% das terras emersas). Parte oriental da Eurásia, a Ásia é também o continente mais populoso, com mais de 60% da população mundial. Hindus, Chineses, Persas, Mesopotâmicos, Mongóis, Hebreus e Helênicos fizeram parte de sua rica história.


Parte de sua "História conhecida", pois o que poucos sabem é da existência dos Homo Elepha Maximus, ou Filhos de Ganesha, como são chamados pelos hindus.


Os filhos de Ganesha são grandes conhecedores do universo, pois, assim como nós humanos, esta raça também evoluiu tanto fisicamente quanto espiritualmente em nosso mundo. Aliás, evoluíram até mais do que a grande maioria de nós, humanos. Apesar de sua população ser pequena se comparada aos bilhões de homo sapiens que habitam nosso planeta eles cresceram muito mais espiritualmente e misticamente.


Os Filhos de Ganesha são humanóides colossais, medindo de 3 a 4 metros de altura e pesando mais de meia tonelada. Sua pele é idêntica à dos elefantes, grossa e enrugada, com tonalidades variando do cinza-azulado ao cinza-escuro, possuem enormes cabeças de elefante e orelhas pequenas (iguais as do elefante indiano), muitas ilustrações antigas que foram atribuídas ao Deus Ganesha, na realidade eram apenas personalidades deste povo. Os Homo Elepha Maximus se escondem em uma região desconhecida pelos mortais, sabe-se que ela se encontra na Ásia, e só.


Alguns humanos iluminados dizem ter encontrado a cidade e que esta seria Shangri-lá, pouco provável.


Os Filhos de Ganesha assistiram o homem ascender e começar seu processo de decadência. Há centenas de anos antes da vinda de Christos para Terra, estes já haviam decidido viver do outro lado do véu.


A sua sociedade é extremamente baseada nos princípios da magia, algo inerente a todo Elepha, estes possuem uma memória assombrosa! (memória de elefante?) e podem viver até 2000 anos! São propícios a grandes viagens extra-planares, e terrenas também, utilizando de magias de ilusão para se passarem por humanos, assumindo geralmente a forma de um monge budista ou um estudioso hindu.


Custo: 4 Pontos de Aprimopramentos

Modificadores: CON +3, DEX -2, AGI -1, INT +2, WILL +2

Idade Inicial: 100 +2d6

Habilidades Raciais:

- Não necessitam gastar PMs para realizar magias de até 2º círculo;

- Ganham automaticamente o aprimoramento Biblioteca Mística;

- Começam o jogo com o aprimoramento Poderes Mágicos 3;

- A cada 100 anos ganham 1D contra magias que tentem quebrar suas ilusões.


10/07/2009

O Diálogo II

O introspecto caminhou até estar próximo da face sem rosto e do corpo que desvanece. Tão próximo estava, que tombou a ouvir diálogos "indialogaveis". Se reconstruiu e salientou, uma vez mais, a ideia de reprimir e reparticionar o vácuo do sonho...

- Você é de onde?
- Eu sou daqui.
- Daqui é de onde?
- O certo, eu não sei...
- Qual é o teu nome?
- Esquecimento.
- Ah, bem sei...
- Sabe o quê?
- Já me esqueci...
- ...normal...
- O quê? O que é normal?
- O ser.
- Ser quem?
- Ser o que não é...
- E quem eu sou?
- Tu és o esquecimento!
- ...
- Ah, bem sei.

08/07/2009

Divulgando: O Steampunk da Tarja Editorial!



Sobre a Obra:

Explicar o movimento literário Steampunk não é uma tarefa simples. Eu poderia dizer simplesmente que ele nasceu no final da década de 80, início da década de 90, nos Estados Unidos, que é subgênero do CyberPunk e que também se enquadra no subgênero literário conhecido como História Alternativa.

Isso, contudo, não ajuda muito. O que, afinal de contas, vem a ser o Cyberpunk?

Uma antítese das visões utópicas da Ficção Científica de meados do século XX, nas quais futuro é igual a evolução sócio-cultural. O Cyberpunk é um subgênero da ficção que trabalha a idéia de que, se nossa sociedade seguir seu curso atual, o futuro próximo será um lugar onde o capitalismo predatório impera ao lado alta tecnologia e o nível de vida geral é péssimo. Daí o nome cyber, da tecnologia avançada, do ciberespaço, onde muitas das estórias se ambientam, e punk, da visão negativa em relação ao desenvolvimento social, da degradação do indivíduo.

A idéia do Steampunk, portanto, foi pegar esse conceito de domínio tecnológico e degradação social e ambientar as estórias na Era Vitoriana (basicamente no século XIX), quando, com a Revolução Industrial, as crises internacionais e o desenvolvimento de tecnologias como o vapor, steam em inglês, o motor a explosão, a corrida pelo domínio dos céus e os primeiros passos no campo da eletricidade, abriu-se uma gama de possibilidades para trabalhar personagens reais e literários e retrabalhar a História, criando algo nunca visto.

Juntando esses elementos, temos o Steampunk.

Gianpaolo Celli, organizador

Orelhas da Obra:

O trabalho de organizar uma obra como essa é muito árduo. Sei o quanto Gianpaolo Celli recebeu de material, tendo que abrir mão de bons contos em favor da uniformidade da obra e do conjunto final. Como o Steampunk é um gênero narrativo muito bem definido, é difícil conseguir variações que ainda assim mantenham a linha necessária para agradar tanto aos leigos como aos puristas.

Gianpaolo Celli trouxe uma história clássica, com referências históricas reais misturadas com ação e intrigas, envolvendo sociedades secretas e o prelúdio do que se tornou a guerra Franco-Prussiana. Fábio Fernandes apresentou uma adaptação primorosa do complexo de Frankenstein, com uma visão fascinante de um futuro onde a sociedade divide seu espaço com a maquinidade. Antônio Luiz rompe as amarras do metal, trabalhando avanços em outra área de estudo, com ambições até mesmo maiores e mais perigosas: a medicina. Alexandre Lancaster cedeu uma narrativa com ares de ficção científica, onde a ciência aponta que somente pode ser vista com simpatia se for inofensiva, caso contrário, torna-se uma maldição. Roberto Causo transporta o leitor para uma viagem repleta de escaramuças pelas selvas de nosso país, mas não entre as árvores, mas acima delas, mostrando Santos Dummont de uma forma inusitada. Claudio Villa arremessa o leitor para o mar, singrando suas águas acima e abaixo, em busca de um tesouro que leva o leitor aos ares do terror lovecraftiano. Jacques Barcia nos dá um conto “estranho”, unindo o drama da guerra, máquinas quase humanas e seres inacreditáveis da mitologia em um caldo que realmente proporciona uma nova criação. Romeu Martins transporta o leitor para um ambiente de faroeste a brasileira, com o clima típico desse estilo de folhetim, mas com heróis e bandidos extremamente vaporosos. E Flávio Medeiros encerra as páginas da obra com chave de ouro, mostrando os clássicos dirigíveis e submergíveis em um drama de honra que certamente agrada muito aos apreciadores do gênero.

Posso dizer sem risco de errar que esta, além de ser a primeira obra brasileira do gênero, será durante muitas décadas a mais representativa e também a mais ampla apresentação do Steampunk no país.

Richard Diegues, escritor

Dados Técnicos:

Autoria: Vários Autores – Org. Gianpaolo Celli

ISBN: 978-85-61541-14-9

Páginas: 184

Formato: 14x21cm

Ano: 2009

Autores e obras:

Gianpaolo Celli – O Assalto ao Trem Pagador

Fábio Fernandes – Uma Breve História da Maquinidade

Antonio Luiz M. C. Costa – A Flor do Estrume

Alexandre Lancaster – A Música das Esferas

Roberto de Sousa Causo – O Plano de Robida: Un Voyage Extraordinaire

Claudio Villa – O Dobrão de Prata

Jacques Barcia – Uma Vida Possível Atrás das Barricadas

Romeu Martins – Cidade Phantástica

Flávio Medeiros – Por Um Fio

Texto extraído do site da Tarja Editorial

02/07/2009

O Inimigo do Mundo 2ª Edição & a Capa do Ig que não foi!

Bem, este post é basicamente para trazer para vocês a capa produzida pelo Ig Barros para a segunda edição do romance O Inimigo do Mundo, e que não foi aprovada pelo pessoal da Jambô. A maioria dos fãs esperava mais uma das belas capas produzidas pelo Greg Tocchini, porém acabou sendo feita pela Patricia Knevitz, a arte não é feia (na minha humilde opinião), mas acabou destoando das demais capas da trilogia (Aqui e Aqui).
Seguem as capas da Patricia (aprovada pela Jambô) e do Ig (recusada).

(Arte de Patricia Knevitz)

(Arte de Ig Barros)


01/07/2009

Bestiário: Alamoa


“Às sextas-feiras a pedra do Pico se fende e na chamada porta do Pico aparece uma luz. A Alamoa vaga pelas redondezas. A luz atrai sempre as mariposas e os viandantes. Quando um destes se aproxima da porta do Pico, vê uma mulher loura, nua como Eva antes do pecado. Os habitantes de Fernando chamam-na alamoa, corruptela de alemã, porque para eles mulher loura só pode ser alemã... O enamorado viandante entra na porta do Pico, crente de ter entrado num palácio de Venusberg, para fruir as delícias daquele corpo fascinante. Ele, entretanto, é mais infeliz que o cavaleiro Tannhauser. A ninfa dos montes transforma-se numa caveira baudelairiana.

Os seus lindos olhos que tinham o lume das estrelas, são dois buracos horripilantes. E a pedra logo se fecha atrás do louco apaixonado. Ele desaparece para sempre.” (Olavo Dantas)

A Alamoa, lenda de Fernando de Noronha, é a aparição de uma mulher branca, loura, nua, que tenta os pescadores ou caminhantes retardados e depois se transforma num esqueleto, endoidecendo o namorado que a seguiu. Aparece também como uma luz ofuscante, policolor, perseguindo quem foge dela. Sua residência é o Pico, elevação rochosa de 321 metros na ilha de Fernando de Noronha.

Características:

CON [-], FR[ -], DEX[ -], AGI[-],
INT [10-24], WILL [20-24], CAR [18(5)]*, PER [10-12]
#Ataques [1], IP-, PVs 10 a 25
Morte: A Alamoa só pode ser ferida por magias do caminho Spiritum ou Arkanun.
Visão Horripilante: Sempre que a Alamoa se transformar em um esqueleto na frente do personagem, o mesmo deve realizar um teste difícil de Will . Em caso de falha role 1d6 e consulte a tabela.

1d6
Consequências.
1-3 Fica em estado de choque e perde 1d3 pontos de INT.
4-6 Se joga da elevação rochosa e sofre 1d10 pontos de dano (correndo o risco de se afogar nas águas.

* O Carisma da Alamoa é reduzido para 5 na forma de esqueleto.