Os quatro C's que resultam no grande A

Um singelo rascunho de como eu compreendo atualmente a vida. Contemplação. Compreensão. Carinho. Compaixão. Atributos essenciais para trabalharmos nosso Ser...

A MAGIA NOSSA DE CADA DIA.

Milhares de vozes orgânicas transformadas em ondas de rádio e ondas eletromagnéticas que viajam de maneira invisível e imperceptível, na velocidade da luz...

INSATISFAÇÃO SEXUAL E A OBLITERAÇÃO DO SER.

Sexo é pecado? É antinatural? O que é o SER e o que isso interfere na insatisfação sexual...

O Terror do Amor

Ter amor é opiofágico. É um ciclo vicioso. Uma moeda de dois lados – o lado do ter e do não ter. Enquanto há algo para se consumir, o ter prevalece e a falsa felicidade impera, quando já se consumiu todo amor...

A FELICIDADE NÃO É REAL.

Tampouco a infelicidade. Descubra o porquê...

29/06/2009

Pitágoras e sua contribuição para o entendimento da Relação: Música e Universo

"A música, dentre as artes, é a mais misteriosa. Como podem os sons invocar emoções tão fortes, alegrias e tristezas, lembranças de momentos especiais ou dolorosos, paixões passadas e esperanças futuras, patriotismo, ódio, ternura? Quando se pensa que sons nada mais são que vibrações que se propagam pelo ar, o mistério aumenta ainda mais..." (Marcelo Gleise)


Como vimos AQUI, a música na antiguidade possuía um cunho místico, filosófico e de caráter divino. E foi neste berço que ela foi concebida e modelada.



Imerso nesta realidade, por volta de 502 a.C., o filósofo Pitágoras descobriu uma relação matemática entre som e harmonia. Ele mostrou que os sons que chamamos de harmônicos, agradáveis, obedecem a uma relação matemática simples.



Usando uma lira ele demonstrou que o tom de uma corda, quando soada na metade de seu comprimento, é uma oitava acima do som da corda livre, assim satisfazendo uma razão de 1:2. Quando a corda é soada em 2:3 de seu comprimento, o som é uma quinta mais alto; em 3:4, uma quarta mais alto. Construindo assim, uma escala musical baseada em razões simples entre os números inteiros!



Tá, mas o que isto tem a ver com esoterismo, religião, natureza e filosofia?



A resposta é simples, pois foi a partir daí que se deu um enorme pulo para um melhor entendimento da relação da música – da maneira como ela era concebida e aplicada na antiguidade – com tudo o que existe no universo. Como a escala era de caráter tonal, os pitagóricos associaram o que é harmônico com o que obedece as relações simples entre os números inteiros.



Não só a música que ouvimos, mas todas as harmonias e proporções geométricas que existem na natureza podem ser descritas por relações simples entre números inteiros. Formas podem ser aproximadas por quadrados, triângulos, esferas, etc., e estas figuras podem ser descritas por números. Do mesmo modo que a corda da lira gera sons harmônicos para determinadas razões de seu comprimento, os padrões geométricos do mundo também geram as suas melodias: a música se torna expressão da harmonia da natureza e de tudo que se manifesta! E Pitágoras conseguiu objetivar esta harmonia de maneira matemática (quer mais objetivo do que isso!).



Levando em conta a contribuição do filósofo, fica muito mais fácil de compreender todo o simbolismo e importância que os povos antigos davam para a música:



- Manifestação Divina (Criação);


- Poder da Natureza;


- A Criação se deu através da música (vibração/harmonia)


- Ferramenta para se harmonizar e sintonizar com o Eu Divino;


- Ferramenta para alterar e controlar seres e substâncias;


- Era o principal motivo pelo qual, instrumentos musicais, como sinos, chocalhos, tambores, flautas e trombetas eram utilizados tantos pelos sacerdotes em suas operações teúrgicas, como pelos guerreiros em suas ações contra seus inimigos como forma de, não só atrair auspícios divinos, mas também utilizar o som como arma psíquica;


- etc.



Bom, para um post já está suficiente, não? E para o próximo preparem-se, pois vamos descobrir o mistério das escalas musicais!

28/06/2009

Bestiário: Wendigo


Na mitologia das tribos indígenas nativas da América do Norte, o Wendigo é uma criatura sobrenatural maléfica. É geralmente descrito como um gigante de gelo. Seu corpo é esquelético e deformado.


As primeiras lendas do Wendigo, contadas por exploradores e missionários, remontam ao século XVII. Eles o descrevem genericamente como um lobisomem, diabo, ou canibal.


O Wendigo, geralmente, tem sua origem humana. Pelos diversos relatos e lendas pode-se constatar que a sua origem se dá quando um ser humano, muitas vezes acometido por fome extrema, se alimenta da carne de outros humanos. Neste regime canibal o indivíduo definha até ter sua alma completamente corrompida e se tornar na criatura conhecida como Wendigo.


Corrompido pelo Mal, o monstro passa a ter grande agilidade e a capacidade de imitar vozes humanas. Tornando-se o maior predador da sua região.


O Wendigo pode viver centenas de anos, hibernando por cerca de duas décadas e acordando para se alimentar de carne humana. Extremamente inteligente, é capaz de estocar suas vítimas em locais escuros, secos e "seguros".



Características:


CON [5D+6] FR [5D] DEX [4D+6] AGI [5D+6]


INT [6D+3] WILL [0 -5] CAR [0] PER [2D]


#Ataques [3] Pvs 35 a 55


Regenera 2 Pvs por rodada (exceto danos causados por fogo)


Garras (x2) 65/50 dano 1d6 +4


Mordida 50/50 dano 1d6


Capaz de Imitar Vozes das pessoas que escutar.


O Wendigo só pode ser ferido por fogo puro. Armas de fogo, Armas Brancas e derivando apenas o deixam temporariamente atordoado e mais nervoso.


27/06/2009

O Assassinato do Clone Gordovick (Eu também já fiz cinema!)


Pois é, revirando os arquivos do youtube, encontrei um curta que produzi há um bom tempo! Foi feito em uma época bastante engraçada - em todos os sentidos -, uma época em que a cybershot do meu amigo Edgar e o MAGIX formavam a hollywood dos amigos!
Sinopse: Em uma galáxia não muito distante, onde as pessoas costumam beber leite mesmo já desmamadas, uma entidade gordurosa conhecida como Gordovick resolve dar cabo de seu maior concorrente gastronômico: o clone Gordovick!

Roteiro: Leonardo T.
Direção e Edição: Leonardo T.
Atores: Alexandre Silvicula ( Gordovick e Clone Gordovick), Carlos Henrique (Fantasma do dedo do meio nas horas vagas)
Produção: Putz Home Studio.


20/06/2009

Primeiro Ato - O Diálogo -

- Qual é o seu nome?

- Vento.

- E quem é você?

- Eu apenas Sou.

- Sim, mas o que é você? O que faz aqui?

- Eu sou o Vento e eu faço o que sempre tenho de fazer...

- E o que você sempre tem de fazer?

- Soprar o ar. Preencher o mundo...

- E sem parar, nem um segundo.

- Exato! Aliás, quem é você?

- Eu, quem?

- Você, que me faz estas perguntas!

- Ah, eu. Não estou bem certo, acho que eu sou... a Dúvida!

- Prazer.

- Prazer, o quê?

- Prazer em te conhecer!

- Conhecer quem?

- A Dúvida!

- Dúvida?

- Até mais ver!

- Ok, nem um segundo...

12/06/2009

Alguns Pontos a Respeito da Origem da Música

Origem Etimológica


A palavra música tem sua origem etimológica no grego musiké téchne (A Arte das Musas), que, na Grécia Antiga, era empregada para designar não somente a música em si, mas também a poesia e o teatro. Porém, há indícios de que desde a pré-história já se produzia música. Para se ter uma idéia, é mais ou menos do ano de 60.000 a.C. o vestígio de uma flauta de osso e de 3.000 a.C. a presença de liras e harpas na Mesopotâmia.


História da Música versus Etnomusicologia


Muitos teóricos e estudantes entram em conflito quanto à verdadeira “história da música”, pois muitos dos livros que temos se estreitam apenas na história ocidental e ignoram as demais culturas e civilizações orientais. Fato que começou a ser melhor trabalhado com a inserção dos estudos de etnomusicologia.


Esoterismo na Música


Levando em conta os estudos de etnomusicologia podemos constatar que, já na antiguidade, o homem considerava a música não como uma arte, mas sim como uma dádiva divina, um poder oculto manifesto no Ser. Esta perspectiva encontra-se igualmente nas obras antigas, nas quais a música aparece, frequentemente, associada a uma origem divina, aos mitos, a uma ideia de sobrenatural ou ainda aos elementos cósmicos.

Na Índia, segundo a tradição, o próprio Brahma ensinou o canto ao profeta Narada e este, por sua vez, transmitiu-o ao resto dos homens.


Na China, considerava-se que os princípios da música seriam os mesmos do Eterno Sagrado, huang chung, expressão que tanto se referia ao tom fundamental da música chinesa como, no sentido simbólico, à autoridade divina.


No Egito, antes do ano de 4000 a.C., a música também era recorrente nos ritos, cerimônias religiosas e militares, festas, etc. Para os egípcios, o Deus Toth criou o mundo através dos sons.


Os babilônios e os gregos relacionavam o som com o cosmos através de uma concepção matemática das vibrações acústicas, representadas numericamente e expressas, inclusive, na astrologia.


Música e Filosofia


Já dizia Beethoven que: “a música é a revelação superior a toda sabedoria e filosofia.” E é nesse contexto que encerro o segundo post sobre Musicosfia, deixando algumas idéias a par da música, proferidas por grandes pensadores:


“O homem que não tem a música dentro de si e que não se emociona com um concerto de doces acordes é capaz de traições, de conjuras e de rapinas.” (Shakespeare)


A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende.” (Arthur Schopenhauer)


“A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição.” (Aristóteles)


Minhas crianças, por que é que não aprendem canções? Elas são capazes de vos dar encorajamento e estímulo; elas podem ensinar-vos a observar e a preservar as coisas; elas podem ensinar-vos a associar, a compreender com profundidade; elas são capazes de apagar a vossa raiva; elas ensinam-vos a ouvir o vosso pai, que conhece todas as regras que regem a vossa longa caminhada; elas ensinam-vos os nomes dos pássaros, dos animais, das árvores.” (Confúcio)


“A música é um meio mais poderoso do que qualquer outro porque o ritmo e a harmonia têm a sua sede na alma. Ela enriquece esta última, confere-lhe a graça e ilumina aquele que recebe uma verdadeira educação.” (Platão)


“Toda a música tem por Ideia a forma do Nome divino. Oração desmitificada, liberta da magia do efeito, a música representa a tentativa humana, por mais vâ que ela seja, de enunciar o próprio Nome em vez de comunicar significações.” (Theodor Wiesengrund Adorno)

09/06/2009

Musicosofia: Prolúsio

Apesar de ter me desinteressado pela prática de educador musical, logo após minha graduação em Licenciatura em Música pela UFMS, nunca deixei de me interessar pela música em si, nem pela educação – em seu sentido etimológico – como ferramentas de autoconhecimento e realização integral do indivíduo e, consequentemente, da sociedade.


Concordo com o Frank Zappa, quando o mesmo disse que: ...se a música tivesse o poder de mudar as pessoas, com a quantidade de músicas sobre amor e paz que temos, viveríamos em uma perfeita utopia e não neste mundo que nos espanta a todo o momento. Fato comprovado bastando uma olhadela nos noticiários de qualquer veículo midiático. Realmente, a música não muda ninguém. Mas nós podemos utilizá-la para mudar a nós mesmos, enquanto seres pensantes e dados psíquico-mentais que serão processados em cérebros alheios.


Como? Mas a música não é apenas para divertir? O que a música tem a ver com a filosofia? Por que a música não muda as pessoas? Qual o significado desse artigo? O que é música para você, Leonardo? Aonde você quer chegar? Dados psíquicos-o-quê?


Se alguns destes questionamentos, ou outros até, passaram por sua cabeça enquanto lia os parágrafos precedentes, isto é um bom sinal. Afinal de contas, este é um dos objetivos da Musicosofia. Aliás, qual o significado desta palavra?


O termo é uma amalgama das palavras música e filosofia. Música = Arte das Musas e Filosofia = Amigo do Saber, onde tiramos o prefixo “Filo” (Amigo) e deixamos apenas o sufixo “Sofia” (Saber) gerando assim “o saber da música”, “a música do saber”... Em um sentido que engloba o pensamento holístico anexo à idéia prima deste artigo e dos que seguirão nesta mesma linha.


Pensei pela primeira vez em Musicosofia quando estava planejando um curso (que até hoje nunca ministrei) intitulado A Musicalização do Ser Integral, onde o objetivo era estimular nos participantes a auto-aprendizagem, a reflexão e raciocínio musical, embasados na auto-criação e expressão musical inseridas nos contextos filosófico e teosófico, os quais cercam o meu dia-a-dia.


E é neste prisma que pretendo dar continuidade com os artigos desta coluna. O que é música, história da música, esoterismo na música, a música e a física quântica, autoconhecimento, prática filosófica, etc. São alguns dos temas que serão abordados dentro da Musicosofia e dos artigos que serão publicados aqui no meu site.


Encerro este prolúsio deixando duas equações para reflexão (não resolução!):


Vbr = (Sm + AuM) /Sicao


(Vbr)² = MuSof


Vibração (Vbr) = Existência

Som (Sm) = Vibração

Ausência de Matéria (AuM) = Silêncio

Sincronicidade Caótica (SiCao) = Vida

Musicosofia (MuSof) = Pensar

08/06/2009

O Culto Aquo - Parte 3 de 3

Sinto muito. Creio que esta seja a parte de minha narrativa em que eu os decepciono, pois como eu havia dito no início não consigo me recordar claramente de todos os fatos ocorridos naqueles dias. Não! Espere um minuto... Acredito que algo está acontecendo com minha memória neste exato momento, sim! Minha mente parece retornar do umbral da insanidade e, aos poucos, me entrega o que nem mesmo eu conseguia objetivar...


O vulto adiante parecia ser o de uma mulher, “tire-me daqui” foram as palavras que consegui sussurrar naquele porão imundo. A silhueta feminina se aproximava lentamente, e quanto mais perto chegava, mais se evidenciava sua natureza grotesco-demoníaca. Minha mente sã recusava a todo custo conceber a imagem que penetrava meus olhos e confundia o meu cérebro: um corpo feminino esbelto e luxurioso dividia espaço com uma cabeça reptiliana e repleta de tentáculos úmidos e viscosos, exatamente como os de um polvo.


O corpo daquela criatura era o de um hermafrodita, percebi isto quando, na tentativa de desviar meus olhos daquele encéfalo lovecraftiano, me deparei com sua dupla genitália! Pouco abaixo do umbigo erguia-se o órgão fálico, que desnudava a genitália feminina na região onde deveria estar o saco escrotal. Com isso, cheguei à conclusão de que a criatura, pelo menos em sua parte masculina, era estéril e logo comecei a me preocupar com suas intenções.


“Dê-me um filho” a aberração pediu. No que respondi com um cuspe certeiro em seu ventre. “Isto só pode ser um sonho! Eu nunca sequer me excitaria com um monstro como você!” gritei pouco antes de me desesperar com o que estava prestes a acontecer.


Um clarão passou a preencher o porão, que na realidade parecia mais uma antiga e decadente igreja erguida com rocha e madeira, e a fonte vinha de inúmeras mãos portando candelabros de sete velas. Estava cercado por pessoas parecidas com membros da KKK, com robes escuros e as cabeças cobertas, como carrascos medievais. O circulo de cultistas começou a entoar um cântico, e este maldito coro do inferno começou a, macabramente, fazer efeito sobre mim.


Contra a minha vontade, minha genitália ficou ereta e pronta para receber o invólucro da demônio-hermafrodita. Não podia acreditar no que estava acontecendo, o meu desespero foi tamanho que minha mente deixou meu corpo e vagou pelo umbral das psiques atormentadas.


Quando recobrei minha consciência, estava no meu carro. Aos poucos fui tentando decifrar o que tinha acontecido e tudo levava a crer que não passava de um baita de um pesadelo. Se não fosse pelo fato de logo em seguida encontrar escrito, com fezes de pássaros no vidro dianteiro do carro, as seguintes palavras: Nosso Filho governará o mundo e receberá a vinda dos Grandes Antigos.


Não pude aguentar aquilo, era demais para a minha sanidade! Liguei o carro, as lágrimas jorravam de meus olhos, e dirigi na esperança de voltar para aquela cidade. Não a encontrei, apenas um penhasco de onde me atirei, com carro e tudo, rumo à uma morte insana e dolorosa.


Pena que nunca morri, as pessoas me encontraram correndo desesperadamente pela estrada. Nunca encontraram meu carro e eu fui diagnosticado como doente mental. Hoje estou aqui, preso nesta horripilante pousada chamada Asilo Arkanun. Obrigado, doutor? Ah, ah, ah, ah, ah!!!


Em homenagem a H.P. Lovecraft.