Dia 28 de setembro comecei a postar micro-contos no twitter, até agora já são nove rapsódias mais a que eu vou publicar depois que terminar este post. O pessoal tem recebido bem – tendo até alguns micro-contos "retuitados" pela galera! – e, pensando no pessoal que não tem twitter ou não consegue acompanhar, sempre que tiver um volume razoável vou postar aqui no Liber Imago. Enfim, segue os primeiros nove!
A Serpente (28/09/2009)
O frio sorveu a alma. Quando tentou se livrar do dragão, foi nos olhos-fera que se viu serpente. Fim.
Asas Astrais (29/09/2009)
Ela caminhou sobre o muro de cristais, tropeçou, sentiu cair. Cortou-se no fino tijolo-cristal e então, asas! Voou.
Paladino (30/09/2009)
Flanqueou o demônio. Brandiu a espada e bradou ao seu deus. Um deus morto. - Fé é o que da vida aos deuses! - Orou.
Eidúllion (01/10/2009)
Ela abriu os olhos e não viu nada. Cega. Fechou-os e a tudo viu, inclusive a si mesma: lótus-mulher. Flor do Mundo.
Wu Wei (02/10/2009)
Sentou-se entre dois exércitos e meditou: Não existem amigos e nem inimigos, apenas Mestres. E o vento pode ser ouvido.
Y (04/10/2009)
A tempestade se aproximava. Correu o máximo que pode, procurou algum abrigo. Quando achou, já era trade.A tempestade foi-se.
A Roda (05/10/2009)
Descobriu estar dormindo. O sonho era muito real. Acordou. Mesmo assim continuava a dormir. Sufocou-se. Acordou, no sonho.
Outro (06/10/2009)
Pensou ter feito as malas. Não era ele. Ousou rasgar as asas. Não era ele. Se matou. Não era ele. Era outro.
Corte (07/10/2009)
Cortou a mão, que aponta, que outorga, que esconde, que machuca... Restou-lhe a mão de deus.

















1 comentário
Nem preciso dizer o quato eu gostei dessa iniciativa, LD. A série tá demais. Parabéns.
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