13/09/2009

A cacofonia do infinito.


"O homem é composto de vários corpos, cada qual existindo de acordo com a região que habita, de acordo com a vibração de cada uma delas. É, por definição, energia em vibração, é Som. O Universo todo é vibração. Toda criação é resultado da Palavra criadora, ecoada pela Divindade e espalhada pelo Espírito.


Portanto, como manifestação do Som em suas diversas oitavas ou vibrações, não devemos considerar a música apenas no seu aspecto externo, enquanto junção de harmonia com melodia baseados em uma métrica qualquer. A música, antes de tudo, é uma maneira de nos harmonizarmos com a Divindade. Antes do que causar qualquer tipo de excitamento, a música deve nos levar à harmonia interna." (A Música das Esferas, S.C.A.)


Toque a corda de um violão. Então observe até que sua visão não seja capaz de perceber a vibração, até que seus ouvidos não escutem nada mais do que silêncio. A vida, assim como a música, é pura vibração. Quando a corda do violão parece não mais se movimentar ou quando não escutamos o som por ela emitido, a vibração acabou? A resposta é não. Pois a vibração é infinita! A corda existe, não existe? Você tomou ciência do silêncio, não tomou? Mesmo o violão parado, jogado no canto do quarto é pura música! (A vibração que dá forma à madeira, cordas...)


Infinito: Que não é finito; que nãotem limites nem medida. (Fonte: Aulete Digital)


Vamos voltar ao post passado, onde falei sobre a escala harmônica. Vimos que uma única nota, separadamente é uma unidade que existe por si só, porém contém dentro de si o setenário da escala tonal enquanto possibilidade. E o que chamamos de silêncio nada mais é do que o aspecto infinito de toda a escala.


Vou colocar um vídeoclip no final deste post, e quando "acabar", quero que você tente perceber que a música nunca teve um início e nem um fim e o que você vislumbrou foi apenas um pedaço do todo. A música continua, na criança acariciando seu cachorrinho, nas duas jovens se beijando, no pastor cuspindo injurias e falácias, no sangue percorrendo as veias e artérias do seu corpo, no ritmo dos planetas girando ao redor do sol, nos corpos orgânicos se decompondo, no piscar de olhos, nas emoções se manifestando e sendo traduzidas pelo sistema nervoso, nas milhares de religiões, na pedra, no sofá, no beijo, no raciocínio, na estupidez, na grande probabilidade de nós nem existirmos...


Se conseguir observar a tudo isso com perfeita calma, sem deixar-se alterar, sem reagir como uma parede que recebe uma bola. Ah, sim! Você estará dando os primeiros passos para reger a orquestra do infinito! Onde a primeira lição é:

"A Mente é o maior aniquilador do real. Que o discípulo aniquile o aniquilador." (A Voz do Silêncio)










1 comentários:

Seu post e o clipe ao final dele me fizeram pensar em uma coisa incrível sobre a música: ela me parece, muitas vezes, como a "mãe das artes", da qual todas outras artes provêm.
A dança, o teatro, o cinema não existem sem música e, quando não têm trilha sonora, o silêncio é sua música.
É incrvível que até quando lemos um livro ouvindo alguma música, passamos a relacionar aquela música à história do livro. O mesmo pode ocorrer com uma pintura ou escultura. A música é uma arte que toca o ser humano de forma única, por isso, ao meu ver, ela é a "mãe das artes".

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