Apesar de ter me desinteressado pela prática de educador musical, logo após minha graduação em Licenciatura em Música pela UFMS, nunca deixei de me interessar pela música em si, nem pela educação – em seu sentido etimológico – como ferramentas de autoconhecimento e realização integral do indivíduo e, consequentemente, da sociedade.
Concordo com o Frank Zappa, quando o mesmo disse que: ...se a música tivesse o poder de mudar as pessoas, com a quantidade de músicas sobre amor e paz que temos, viveríamos em uma perfeita utopia e não neste mundo que nos espanta a todo o momento. Fato comprovado bastando uma olhadela nos noticiários de qualquer veículo midiático. Realmente, a música não muda ninguém. Mas nós podemos utilizá-la para mudar a nós mesmos, enquanto seres pensantes e dados psíquico-mentais que serão processados em cérebros alheios.
Como? Mas a música não é apenas para divertir? O que a música tem a ver com a filosofia? Por que a música não muda as pessoas? Qual o significado desse artigo? O que é música para você, Leonardo? Aonde você quer chegar? Dados psíquicos-o-quê?
Se alguns destes questionamentos, ou outros até, passaram por sua cabeça enquanto lia os parágrafos precedentes, isto é um bom sinal. Afinal de contas, este é um dos objetivos da Musicosofia. Aliás, qual o significado desta palavra?
O termo é uma amalgama das palavras música e filosofia. Música = Arte das Musas e Filosofia = Amigo do Saber, onde tiramos o prefixo “Filo” (Amigo) e deixamos apenas o sufixo “Sofia” (Saber) gerando assim “o saber da música”, “a música do saber”... Em um sentido que engloba o pensamento holístico anexo à idéia prima deste artigo e dos que seguirão nesta mesma linha.
Pensei pela primeira vez em Musicosofia quando estava planejando um curso (que até hoje nunca ministrei) intitulado A Musicalização do Ser Integral, onde o objetivo era estimular nos participantes a auto-aprendizagem, a reflexão e raciocínio musical, embasados na auto-criação e expressão musical inseridas nos contextos filosófico e teosófico, os quais cercam o meu dia-a-dia.
E é neste prisma que pretendo dar continuidade com os artigos desta coluna. O que é música, história da música, esoterismo na música, a música e a física quântica, autoconhecimento, prática filosófica, etc. São alguns dos temas que serão abordados dentro da Musicosofia e dos artigos que serão publicados aqui no meu site.
Encerro este prolúsio deixando duas equações para reflexão (não resolução!):
Vbr = (Sm + AuM) /Sicao
(Vbr)² = MuSof
Vibração (Vbr) = Existência
Som (Sm) = Vibração
Ausência de Matéria (AuM) = Silêncio
Sincronicidade Caótica (SiCao) = Vida
Musicosofia (MuSof) = Pensar



1 comentários:
Excelente iniciativa, LD! Agora, sim, acompanharei seu blog... é que tenho restringido minha cota de ficção, em detrimento de outros saberes.
Quanto ao tema, da musicosofia, sou totalmente adepto do seu pensamento e ciente da interrelaçcão entre música e o pensamento humano. Outro dia li, a título de exemplo, que Bach pensava em sua música como o ideal da sociedade, em que cada nota era um indivíduo. Para o gênio alemão, a sociedade deveria funcionar como suas músicas, com perfeita harmonia vertical e horizontal, com impecável obediência à contrapontística. Esse é o ideal do período Barroco, aliás, extremamente influenciado pelo pensamento da época, advindo do Iluminismo...
Sugiro, LD, para os temas que seguirão uma abordagem da História da Música relacionando-a com a história da Filosofia. Seria muito interessante, acho que faria sucesso até, dado a falta desse tipo de material na net e a utilidade enorme que isso teria para os intérpretes de música erudita (ou não), como eu que estou tentando ser...
Muito bom! Abraço!
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Olá, Obrigado por visitar o Liber Imago!
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Namastê!