Os quatro C's que resultam no grande A

Um singelo rascunho de como eu compreendo atualmente a vida. Contemplação. Compreensão. Carinho. Compaixão. Atributos essenciais para trabalharmos nosso Ser...

A MAGIA NOSSA DE CADA DIA.

Milhares de vozes orgânicas transformadas em ondas de rádio e ondas eletromagnéticas que viajam de maneira invisível e imperceptível, na velocidade da luz...

INSATISFAÇÃO SEXUAL E A OBLITERAÇÃO DO SER.

Sexo é pecado? É antinatural? O que é o SER e o que isso interfere na insatisfação sexual...

O Terror do Amor

Ter amor é opiofágico. É um ciclo vicioso. Uma moeda de dois lados – o lado do ter e do não ter. Enquanto há algo para se consumir, o ter prevalece e a falsa felicidade impera, quando já se consumiu todo amor...

A FELICIDADE NÃO É REAL.

Tampouco a infelicidade. Descubra o porquê...

26/01/2012

Reencarnação: uma reflexão.


Reencarnação é um tema tão antigo quanto  à própria humanidade. Desde o homem primitivo, que se assustava com aquela “morte intermediária” e notívaga, presente na perda da consciência durante o sono, que culminava num renascimento na manhã seguinte, através do despertar; passando pelos egípcios e tibetanos com sua literatura complexa e detalhada sobre assuntos metafísicos de morte e renascimento, até às religiões espíritas e reencarnacionistas de hoje em dia.

Diversos sistemas filosóficos e religiosos abordam este assunto. Estudiosos do Cristianismo Primitivo especulam que a própria igreja era adepta desta ideia e que apenas após o Segundo Concílio de Constantinopla este tema foi proscrito dos dogmas cristãos. Segundo Diodoro Sículo, Pitágoras se lembrava de ter sido Euforbo, filho de Panto, que foi morto por Menelau na Guerra de Troia. O ocultista Aleister Crowley, em seu tempo, afirmava ser a reencarnação dos seguintes seres: Ankn-f-n-Khonsu, do sábio chinês Ko Hsuan (um discípulos de Lao-Tzé), do Papa Alexandre VI, do Conde de Cagliostro e do médium Edward Kelley, o assistente do Ilustre Mago John Dee. Mesmo a ciência tentou desvendar a reencarnação através do trabalho do Dr. Ian Stevenson, da Universidade de Virgínia, Estados Unidos, que recolheu dados sobre mais de 2.000 casos em todo o mundo que evidenciariam a reencarnação. 

Numa leitura rápida e superficial, é possível observar que a reencarnação – num consenso – está ligada a uma ideia de alma (ou espírito) relacionada a um ego que utiliza o animal humano, tal qual um simbionte, para reencarnar. 

Mas, por agora, vou deixar de lado a ideia de alma e espírito atrelados a um ego pessoal. Vou me ater à linha de que o ego (eu, você que está lendo este artigo, Joana, Aristeu etc.) só se manifesta nesta realidade apenas uma única vez. Que não existe separação entre corpo físico, alma e designações mais, mas apenas existe energia. Tudo é energia. Vibrando em infinitas frequências.

Mas lembre-se, isto tudo são apenas suposições. Reflexões em cima do tema reencarnação.

Grãos de areia. Pessoas. Planetas. Galáxias. Universos. Tudo é a manifestação de equações e variáveis de uma mesma constante – energia.


Agora, se tudo é apenas uma coisa só – energia. Nascimento, vida, morte... Entre outros fenômenos, não passam de ilusão. Assim como o simples balançar de um lápis, para cima e para baixo, dá a impressão, para quem observa, de que o objeto sólido amoleceu.


Pegue uma lâmpada elétrica – sim, daquelas que iluminam a cidade ou seu quarto à noite. Imagine que o seu ego seja a lâmpada e o que você realmente É seja a eletricidade. A eletricidade não é a lâmpada, mas é o que faz a lâmpada produzir luz, o que lhe dá sentido – que a faz executar a função de lâmpada. Apesar de uma lâmpada elétrica ser produzida e se alimentar da eletricidade, não posso dizer que a lâmpada é a eletricidade (isso dentro do escopo ilustrativo). Mesmo que uma lâmpada brilhe mais do que outra, a eletricidade que as alimenta é a mesma: tomando uma casa, por exemplo, em qualquer cômodo que tenha uma lâmpada.  Assim como os seres humanos, toda lâmpada tem um determinado “período de vida”. Quando a lâmpada queima, chega ao fim de sua “vida”, é substituída por outra lâmpada. A energia é a mesma, mas a lâmpada não.
Se a energia que alimenta a nova lâmpada é a mesma que alimentava a lâmpada anterior, eu posso dizer que é a mesma lâmpada só por ser a mesma energia? Retomando a ideia da reencarnação, ainda de maneira figurada, eu poderia dizer que a nova lâmpada é uma reencarnação da outra?

Reflita um pouco. Questione!

A lâmpada, além da energia, precisa ser fabricada, moldada. Precisa de uma forma, de toda uma estrutura, por mais simples que seja,  que a torne apta a captar a energia elétrica para emitir luz – seu sentido de ser.

Agora, dentro desta visão, a reencarnação pode até existir. Mas não como o renascer de uma lâmpada (ego) antiga, mas sim como a manifestação contínua e eterna da energia (Eu verdadeiro, Deus, Divindade, Essência, Ser...)! Que é reestabelecida através da  nova lâmpada.

Eu, você... Não somos reencarnações de x ou y egos, mas sim somos a manifestação (encarnação e reencarnação) de TODA energia!

E se a lâmpada fraca e a forte são alimentadas pela mesma energia, qual a sustentação de um julgamento?

Se você deve honrar seus antepassados, pense, onde eles devem estar agora? Onde está a energia deles? Reflita!

Eu posso me estender ao infinito com questionamentos  e reflexões sobre o tema, mas paro por aqui e passo para você, estimado leitor (a), a continuidade desta energia de pensamento!

Reflita! Questione! Questione-se!

Aceite a filosofia, a ciência e a religião como forma de aprendizado. Para você crescer e evoluir com ambas, mas nunca para se prender e estagnar em uma ou outra vertente!

Namastê!

.’.
Texto escrito por Leonardo Triandopolis Vieira

23/01/2012

Mas quando você mata um deus, amigo meu...


“He severed segments secretly, you like that
He always took the time to speak with me
And I liked him for that
He severed segments so secretly you like that
[What is this, a throw away? What is this, a throw away?]
He always took the time, he always took the time”
(Interpol – Roland)


Tempestade.

As gotas de chuva metralhavam o maverick vermelho ano 71. Samples de um coral de   M134 minigun. O vidro dianteiro... Mais embaçado do que óculos de grau na sauna. Mesmo assim, Carlos socava o pé no acelerador. Xingava. Balbuciava. Chorava. E, mais uma vez, xingava. As mãos trêmulas tentavam manter estável o volante.  Porra!

A cobiçada máquina dos anos 1970 capotou. Carlos só teve tempo de gritar ‘porra’.

Uma.

Duas.

Três.

Quatro vezes.

Quatro vezes o maverick rubro beijou o solo e cambaleou no ar. Em uma dança trágica que culminou numa estrondosa explosão. Fogo vermelho desafiando as incontáveis gotas celestes. Fumaça negra ornamentada por trovões ininterruptos. O inferno parecia querer se apresentar no palco terreno.

Porra!

Era a voz do fantasma de Carlos.

Pelo menos não tem como ser pego, disse parecendo se aliviar diante de sua trágica e violenta morte.

Aí é que você se engana, disse uma voz pálida.

Carlos se virou. Do jeito mortal e não espectral. Ainda era muito cedo para saber das manhas fantasmagóricas.

A figura sombria do perseguidor estava diante do recém-falecido. E não importava quantas M134 minigun cuspissem suas gotas de chuva, nenhuma alcançava o corpo do algoz. A sombra diante de Carlos era imaculada.

Vamos, seu tempo acabou. Disse aquele que não se molhava.

Por que você não se molha? Perguntou o espírito do defunto.

Água é vida. E vida não gosta de morte! Gargalhou mais alto do que os trovões.

Não posso! Me dê mais tempo!

Tempo não é minha repartição. Cuido apenas de assuntos de morte.

A Morte prosseguiu.

Além do mais, você foi um carniceiro! Com suas dezesseis facas, que carregou por toda cidade. Pelo menos... Veja! Parou a tempestade! Meu melhor amigo morava na Polônia, sabia disso? E, oh, ele tinha barba! Mas, infelizmente, você o pegou com sua mala e suas dezesseis facas naquele lugar público, não foi, Carlos? Este meu melhor amigo era Odin... Isto era o que eu mais temia. Isto era o que você imaginava?!

O fantasma de Carlos começou a passar mal, isto é, se fantasmas podem tal regalia.

Vomitou ectoplasma.

O ceifador tirou das costas uma enorme foice e findou com a existência de Carlos.

Morto em vida. E morto em morte.

Quando se é um serial killer você me obriga a fazer hora extra. Mas quando você mata um deus, amigo meu... Aí você não merece nem segunda chance!

Virou-se e caminhou para longe da multidão que se formava ao redor do local do acidente. Ambulâncias e o carro dos bombeiros passaram voando.
.’.
A Morte entrou em um pub qualquer. Gostava de enxergar a “vida” em preto e branco.

Assistiu, com uma face inexpressiva, a banda que animava os jovens.

Um dia ela iria recolher as almas de todos aqueles que viviam.

Será que algum dia outro viria recolher a existência dela?

Ou o ceifador estava fadado à solidão no fim da eternidade?

Conto escrito por Leonardo Triandopolis Vieira.


21/01/2012

Almas Vazias Estão Cheias de Corpos!



Um violão Tagima emprestado. Um computador mequetrefe com placa de som on board. Magix Samplitude. Sete dias. Sete composições. E a conclusão de que almas vazias estão cheias de corpos!

Eis meu primeiro álbum instrumental.

Fiz questão de expor toda minha realidade e sinceridade, como músico, através destas sete composições. No trastejado, no som cru (ora limpo, ora sujo) e pouco ornamentado, na lida com uma captação que deixa ao léu muitos harmônicos e reverberação e brilho sonoro. Tentei, na parte de composição, transparecer toda minha afinidade para com a música presente no movimento minimalista. A repetição, o ornamento sutil. A poesia rústica.

Cada música, um humor.

Cada nota, uma intenção singela.

Não passei dias trabalhando nas composições. Muito pelo contrário! Minha proposta foi a de apenas sentar uma vez por dia na frente do computador e ir tecendo as melodias que fossem fluindo e escapando pelos dedos em contato com o violão.

Sete dias.

Sete músicas.

Não vou registrar e nem transcrever nenhuma destas composições. Elas estão no álbum, para download gratuito. Disponíveis para plágio e/ou releituras e até reconstruções para quem quiser. Não é preciso mencionar meu nome. Estas composições deixaram de ser minhas no momento em que terminei de compô-las.

Assim, como um demiurgo, abdico de minha criação no sétimo dia e deixo-a ao destino dos humanos!

Satisfeito por ser ilimitado na limitação.

Para baixar o álbum é só Clicar Aqui (Versão com o problema do estéreo resolvido + uma faixa Bônus!).


19/01/2012

Música das Esferas

Música das Esferas é um episódio do programa Arte e Matemática, originalmente  exibido na TV Cultura. Neste episódio descobrimos a matemática e genialidade por detrás das escalas musicas, das notas e suas subdivisões... Assista e comente!